São situações, por exemplo, de insultos, ameaças, agressões, exposição da vida íntima das mulheres, transfobia, fraudes contra cotas de género e falta de igualdade na distribuição de recursos provenientes de fundos eleitorais e partidários. Dados obtidos pela GloboNews mostram que, de agosto de 2021 até agora, o grupo de trabalho do Ministério Público Federal (MPF) de combate à violência política de gênero contabilizou 215 casos suspeitos do crime. Isso dá uma média de seis casos por mês. São situações, por exemplo, de insultos, ameaças, agressões, exposição da vida íntima das mulheres, transfobia, fraudes contra cotas de género e falta de igualdade na distribuição de recursos provenientes de fundos eleitorais e partidários. A violência não escolhe partidos nem ideologias e atinge mulheres de diferentes espectros políticos, da esquerda à direita. Segundo levantamento do grupo de trabalho, as vítimas também ocupam diversos cargos – são vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidentes de partidos e candidatos. Os casos podem acontecer em ambientes físicos ou virtuais e afetar mulheres eleitas – para impedir o pleno exercício de seus mandatos – mas também candidatas, com constrangimento e discriminação na campanha eleitoral. Violência contra mulheres, roubos de celulares e fraudes aumentaram no ano passado Lei existe desde 2021 A lei que criminaliza a violência política contra mulheres está prestes a completar três anos, no início de agosto. Aprovada pelo Congresso em 2021, estabelece pena de 1 a 4 anos de reclusão e multa para quem cometer o crime. Além disso, proíbe a propaganda eleitoral ou partidária que menospreze a condição das mulheres. Esta é a primeira vez que se realizam eleições autárquicas – que tendem a ter um maior número de candidatos do que as eleições nacionais – enquanto esta legislação estiver em vigor. Embora a violência política baseada no género possa ocorrer a qualquer momento, o contexto das eleições tende a deixar as mulheres mais expostas à violência. A coordenadora do grupo de trabalho, vinculado à Procuradoria-Geral Adjunta Eleitoral, promotora Raquel Branquinho, afirma que a estrutura, hoje, é mais eficiente para prevenir e punir a violência, mas a proximidade das eleições pode aumentar os casos de violência. “O ambiente político e social que envolve as eleições, por si só, já é um fator de maior propensão ao contexto de violência, especialmente dada a polarização da sociedade e a existência de grupos políticos que utilizam discursos de ódio, discriminatórios e encorajadores. própria violência contra determinados segmentos da sociedade, como mulheres, negros, pessoas LGBTQIA”, disse ao repórter. Após três anos de vigência da lei, o procurador afirma que há um incentivo e um trabalho sistemático da Justiça Eleitoral que dá mais ânimo às mulheres para denunciar a prática. “As mulheres terão mais mecanismos para se defenderem, os canais de denúncia e os órgãos de justiça têm dado respostas muito eficazes para investigar, processar e punir os agressores”, afirma. Casos por tipo de violência O grupo de trabalho do Ministério Público Federal contabiliza os casos de acordo com o tipo de violência, sempre relacionado ao contexto político: Violência moral: 64 casos. São situações, por exemplo, como ofensas, humilhações, calúnias. Violência simbólica: 49 casos. É quando o espaço da mulher é interrompido. Por exemplo, quando o microfone é tirado de suas mãos ou há tratamento diferenciado em relação aos homens. Violência psicológica: 69 casos. Ameaças, incentivo a crimes de ódio, por exemplo. Violência física: 10 casos. Pode ser agressão, tortura, feminicídio. Econômico e estrutural: 35 casos. Aqui estão casos de falta de igualdade na divisão de recursos partidários ou mesmo de candidaturas laranja em nome das mulheres, por exemplo. Violência sexual: 4 casos. São, por exemplo, abusos, violações, insinuações num contexto político. Esse total é de 231. Porém, como uma mesma vítima pode ser alvo de mais de um tipo de modalidade, os casos registrados pelo MPF são 215. Casos recentes Recentemente, dois casos de violência política de gênero chegaram à Justiça Eleitoral. Em maio, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) condenou o deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) por insultos, constrangimentos e humilhações ao vereador de Niterói Benny Briolly (PSOL). Em discurso durante sessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no dia 17 de maio de 2022, Amorim se referiu a Benny, que é mulher trans, como “boizebu” e “aberração da natureza”. A pena é de um ano e quatro meses de prisão, que foi convertida em prestação de serviços de atendimento a moradores de rua e multa de 70 salários mínimos. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a prisão preventiva do ex-deputado federal Wladimir da Costa, denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero contra a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA). O ex-deputado federal é acusado de fazer postagens ofensivas e expor a vida privada do parlamentar.
emprestimo banco juros
emprestimo consignado bradesco simulação
refinanciamento empréstimo
sac c6 consignado
quantos empréstimos o aposentado pode fazer
emprestimo pessoal em curitiba
simulador emprestimo consignado banco do brasil
simulador empréstimo consignado caixa
0