Marcelo da Silva Ramos (PL) é pré-candidato a vice-prefeito em Mongaguá (SP). A defesa interpôs recurso contra a decisão. Vereador condenado por lesão corporal e ameaça contra ex proposta de lei que proíbe contratação de condenados por crimes contra a mulher Reprodução Redes Sociais e Vereador de Reprodução Marcelo da Silva Ramos (PL), condenado em 1ª instância pela Justiça de Mongaguá (SP) por lesão corporal e ameaça à ex-companheira, é autor de lei que proíbe a contratação, na cidade, de pessoas condenadas por crimes contra os direitos de crianças, adolescentes, idosos, mulheres e pessoas com deficiência para cargos e funções públicas. A defesa do parlamentar informou ter interposto recurso contra a decisão. Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O processo tramita em sigilo, mas, com base no documento obtido pelo g1, Marcelo foi condenado após ato de violência contra a ex-companheira, com quem tem dois filhos (veja detalhes abaixo). O vereador também é presidente do PL na cidade e pré-candidato a vice-prefeito. O juiz proferiu a sentença levando em consideração que o depoimento da vítima era condizente com os laudos periciais, diferentes do laudo do parlamentar. Marcelo foi condenado a um ano e seis meses de prisão pelas lesões corporais e quatro meses de prisão pela ameaça – inicialmente, serão cumpridos em regime aberto. O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, informou ao g1 que não comentará o caso, mas afirmou que a condenação do vereador não transitou em julgado, ou seja, o caso não chegou ao fim e ainda há possibilidade de recurso. . Malavasi disse ter interposto recurso para revisão da condenação e para a absolvição do cliente. “A defesa lamenta o vazamento de informações de um caso que tramita em sigilo”. A assessoria de Ramos informou que o vereador manterá a pré-candidatura, pois está convencido de sua inocência. A equipe de Paulo Wiazowski Filho afirmou que o candidato não cogita trocar de vice-presidente nas eleições municipais. De acordo com decisão da 1ª Vara da Comarca de Mongaguá, Marcelo poderá cumprir pena em regime aberto. Ele também foi condenado a pagar 100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESPs), o que corresponde a R$ 3.536. Lei Municipal Em nota, a Câmara Municipal de Mongaguá informou ao g1 que o Projeto de Lei nº 76/2022, de autoria de Marcelo, foi aprovado na 35ª sessão ordinária realizada em 7 de novembro de 2022. O texto foi sancionado pelo prefeito e deu origem à Lei Nº 3.271. Conforme determina o relatório, a Lei 3.271, de 1º de dezembro de 2022, foi assinada pelo presidente da Câmara Municipal, sancionada pelo prefeito e publicada no Diário Oficial do município em 7 de janeiro de 2023. A Lei prevê a proibição de admissão e contratação , para cargos e funções públicas, de pessoas condenadas por crimes contra os direitos de crianças e adolescentes, idosos, mulheres e pessoas com deficiência. Dessa forma, ficou vedada a admissão, posse e exercício, em cargos públicos, empregos e funções de órgãos da administração pública municipal, de pessoas condenadas pela prática de qualquer dos crimes previstos em leis federais: Lei nº. 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso); Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha); Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) Crimes tipificados no capítulo II do título VI do Código Penal (crimes sexuais contra pessoas vulneráveis) Crimes Vereador Marcelo Ramos (PL) Reprodução/Redes Sociais Segundo boletim de ocorrência, obtido por g1, Os crimes de ameaça e lesão corporal ocorreram em janeiro do ano passado. A vítima, de 35 anos, contou à polícia que mantinha relacionamento com o vereador há dez anos, com quem tinha dois filhos – na época, de 8 e 13 anos. Segundo o relato da mulher, eles estavam separados há cinco anos e os filhos moravam com ela, mas, em janeiro de 2023, passaram uma semana de férias com o pai. Na madrugada do dia 15, o celular do atual marido da vítima começou a receber ligações de Marcelo e ela mandou uma mensagem para a filha mais velha perguntando o que estava acontecendo. A menina respondeu que o pai havia saído e se a procurasse a mãe não o ajudaria. “Se ele for lá, não sai”, teria escrito a criança. O ex-companheiro ligou então para a filha e pediu para falar com a madrasta, que explicou que o homem havia discutido com o filho mais novo. A esposa do vereador disse que contou aos enteados que estava grávida, mas o menino de 8 anos respondeu que seria “um filho travesso”. A madrasta contou ainda que, ao ser questionada, a criança disse ter reproduzido um comentário da avó materna. Diante da situação, ainda com base no relato, Marcelo mudou e passou a chamar a avó de “vadia, filho da puta”, entre outros insultos. A ex-companheira contou que durante a ligação com a madrasta ouviu o vereador gritando e tentando desligar o telefone. A mãe das crianças decidiu então buscar os filhos na casa do ex. Ao chegar ao local, segundo o depoimento, ela foi recebida por Marcelo com insultos e ameaças de morte. As crianças correram para o carro da mãe, pois estavam assustadas com o estado do pai. A ex-companheira disse que chamou a polícia porque Marcelo começou a chutar o veículo. Durante o contato, a parlamentar teria arrancado o celular da mão dela, causando um corte. A porta do carro ficou amassada e a mulher registrou o caso na Delegacia de Mongaguá. Segundo ela, os filhos ficaram com medo do pai, pois viram Marcelo com uma arma de fogo. Quem é Marcelo Ramos? Vereador Marcelo Ramos (PL) Reprodução/Redes Sociais Segundo informações da Câmara Municipal de Mongaguá, Marcelo da Silva Ramos nasceu na Palestina, mas mudou-se para a cidade aos 6 anos. carteira por ter trabalhado no Centro Comunitário, hoje DAS. Ramos trabalhou no Executivo, no setor de planejamento; ouvidor e como diretor do departamento de meio ambiente. Além de vereador, ele também é empresário do setor de construção civil. Em 2016, candidatou-se a vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e obteve 375 votos. Atuou como suplente entre 2017 e 2020. Em 2020, Ramos concorreu pelo Partido Democrata (DEM), hoje União Brasil, foi eleito e tornou-se 2º secretário do conselho de administração. Em nota, a Câmara de Mongaguá informou que “não foi notificada de sentença em nenhum caso envolvendo o vereador Marcelo da Silva Ramos”. Procurado pelo g1, o Partido Liberal (PL) não se pronunciou até a publicação desta reportagem. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos
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