Os contratos estabelecerão níveis “normais” para os níveis dos rios e criarão um fundo de contingência. Os leilões serão realizados a partir de 2025. O governo federal pretende transferir pelo menos seis hidrovias para a iniciativa privada por meio de leilões. Dois deles estão em locais com registros recentes de secas e enchentes: o rio Madeira, em Rondônia; e Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao g1, o secretário de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, informou que os contratos das seis hidrovias vão prever mecanismos para lidar com esses eventos climáticos extremos. O contrato terá uma “faixa de normalidade hidrológica”, ou seja, valores mínimos e máximos dentro dos quais o fluxo de água nos canais é considerado normal. Acima ou abaixo dessa “faixa”, a empresa pode solicitar revisão dos termos do contrato, inclusive com aporte de recursos públicos. “Se não estabelecermos limites claros de responsabilidade, limites claros de risco, a concessionária tenderá a precificar isso”, declarou. O outro mecanismo é a criação de um fundo de contingência baseado numa contribuição das empresas, cerca de 1% das receitas. Segundo Antunes, o fundo estaria vinculado à concessão, sendo utilizado em caso de eventos extremos para a realização de obras em hidrovias. [o risco] permanece com o poder concedente, o que é o caso de força maior. Basicamente, estamos definindo de forma mais clara qual é o limite da normalidade. [o risco] e o que está fora é nosso [responsabilidade da União].” Para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a própria concessão hidroviária deverá mitigar os efeitos de eventos climáticos extremos. “As concessões hidroviárias visam justamente atenuar os efeitos climáticos que impedem ou dificultam a navegação interior, facilitando investimentos em dragagem, manutenção contínua e previsibilidade”, disse a agência ao g1. Governo apresenta projeto para implantação de hidrovias nos rios Madeira e Tocantins Cronograma São seis concessões hidroviárias prioritárias do governo. O primeiro deles é o rio Madeira, que deverá servir de modelo para os demais. Veja a programação: Rio Madeira, em Rondônia e Amazonas, em 2025 Rio Paraguai, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em 2025 Lagoa Mirim e Lagoa dos Patos (hidrovia Uruguai-Brasil), no Rio Grande do Sul, em 2025 Barra Norte, no Amapá, em 2026 Tapajós, no Pará, em 2026 Tocantins, no Pará e Tocantins, em 2026 Concessão Hidrovias Impactos climáticos Rio Madeira deverá ser o primeiro a ir a leilão, previsto para 2025 O governo espera R$ 109 milhões em investimentos na hidrovia. O trecho a ser concedido está localizado entre Porto Velho e a foz do rio Madeira, entre os estados de Rondônia e Amazonas. O rio transporta a produção agrícola, bem como veículos motorizados e contentores. No entanto, a Madeira tem sofrido secas frequentes, atingindo mínimos históricos no caudal. No final de julho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) declarou carência crítica até 30 de novembro. O mesmo alerta foi emitido em 2023. Na concessão Lagoa Mirim, aliás, o que está sendo cedido à iniciativa privada é o canal de São Gonçalo, que liga a Lagoa dos Patos à Lagoa Mirim. O leilão de Lagoa Mirim está previsto para 2025. No entanto, o leilão deverá ser adiado devido a algumas obras necessárias para restabelecer a navegação no canal após as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em abril e maio. “A sedimentação ali foi absurda, assoreou tudo. A situação no Rio Grande do Sul, do lado hidroviário, era muito feia. Estamos trabalhando agora para reverter isso com urgência para retomar a navegação em vários desses pontos”, afirma Antunes.
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