Com base em dados do governo, o TCU estima uma redução de 88% no espaço para os “gastos livres” dos ministérios, que pagam as políticas públicas. O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou nesta quarta-feira (21) para o risco de “shutdown” (paralisia) do setor público até 2028, com o aumento das emendas obrigatórias e dos mínimos constitucionais para saúde e educação. Com base em dados do governo, a área técnica do TCU estimou uma redução de 88% no espaço para as chamadas despesas discricionárias –as “despesas gratuitas” dos ministérios, que não são obrigatórias, mas financiam políticas públicas. Segundo o Tribunal de Contas, o espaço para despesas discricionárias, descontadas as alterações e mínimos sobre saúde e educação, será de R$ 11,7 bilhões em 2028. Em 2024, esse valor é de R$ 100,9 bilhões (veja gráfico abaixo). Para o TCU, sem uma mudança jurídica, as políticas públicas do governo ficarão comprometidas. “Sem revisão da legislação, o aumento das despesas obrigatórias e das despesas com dotações proporcionais à receita poderia levar à paralisação do setor público ou comprometer a âncora fiscal da RFS [regime fiscal sustentável, que substituiu o teto de gastos]”, afirma a área técnica. Segundo o Tribunal, o governo apenas tomou medidas do lado das receitas, ou seja, para aumentar as receitas. Do lado das despesas, as medidas concentram-se em revisões de benefícios irregulares e melhorias de governança, o que o TCU chama de “omissão” do governo. “Esta omissão enfraquece a premissa, adoptada na projecção da dívida a dez anos, de que a despesa primária real crescerá a uma taxa de 70% do crescimento real da receita”, afirma o relatório. Três poderes se reúnem e começam a elaborar um acordo para liberar emendas parlamentares vinculantes Problema conhecido desde 2023 Desde a aprovação do novo marco fiscal, em agosto de 2023, especialistas alertam para a compressão de “gastos livres” por parte dos ministérios — que não estão comprometidos com pessoal de pagamento e outras despesas obrigatórias. A nova regra, que substituiu o teto de gastos, estabelece que o crescimento de algumas despesas do governo está atrelado ao crescimento das receitas. Os aumentos de despesas não podem subir mais de 2,5% ao ano acima da inflação. Contudo, existem despesas que obedecem a regras específicas: pensões (atreladas ao salário mínimo); despesas com saúde e educação (atreladas à receita corrente líquida e à arrecadação de impostos); emendas parlamentares (segue coleção). Em setembro de 2023, o g1 contatou o secretário de Acompanhamento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Sergio Firpo, que disse que a LDO traria as primeiras análises de políticas públicas realizadas pelo governo federal para revisão de gastos. Porém, para o TCU, a LDO não trouxe propostas concretas para enfrentar o risco de compressão dos “gastos livres”. Revisão dos mínimos de saúde e educação Como mostrou o g1, uma revisão dos mínimos destinados à saúde e educação tiraria R$ 504 bilhões das áreas em nove anos — no período de 2025 a 2033. A estimativa do Tesouro Nacional é que o gasto livre de outros ministérios (os que não são obrigatórios) não terão mais espaço a partir de 2030. Dados do TCU, baseados em informações do Ministério do Planejamento e Orçamento, indicam compressão a partir de 2027, chegando a R$ 11,7 bilhões em 2028. Outros alertas do TCU Na quarta-feira (21), o Tribunal de Contas também alertou sobre a situação do governo. “otimismo” com as projeções de receita em 2025. Segundo o TCU, os valores ficariam entre R$ 35,6 bilhões e R$ 50,7 bilhões acima das estimativas de mercado. O TCU também cita o limite de crescimento das despesas do quadro fiscal de 2,5% acima da inflação. As despesas previstas na LDO 2025 estariam acima do limite e, “mesmo assim, não parecem ser suficientes para recuperar os níveis de despesas discricionárias, resultando em queda acentuada a partir de 2024”.
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