A partir de sábado (27), as compras de até R$ 260 feitas em lojas virtuais serão tributadas, pelas empresas AliExpress e Shopee. A decisão de antecipar a tributação foi tomada pelas próprias empresas. Conhecida como ‘imposto da blusa’, a cobrança corresponde a 20% de imposto de importação em compras internacionais de até US$ 50. Compras acima deste valor continuarão cobrando 60% de Imposto de Importação.
Na reta final da isenção fiscal para compras de menor valor, muitos brasileiros se anteciparam para evitar o pagamento do imposto. É o caso do morador de Brasília, Giovanna Coutoela comprou mais de 10 itens esta semana e tem mais de 100 itens no carrinho.
“As últimas compras foram tábua de passar roupa, cabides, organizadores de gavetas, caixas organizadoras, termômetro digital, monitor fetal. Meu carrinho já está cheio, tem mais de 100 itens no carrinho”, relatou.
O estudante Ana Carolina Brandãotambém aproveitou os últimos dias de isenção de impostos nas duas lojas para comprar roupas de ginástica, que costumam ser mais caras nas lojas físicas, e itens para animais de estimação.
‘Eles vão tributar os valores menores agora também, certo? Então já estou comprando justamente para evitar essa taxa. Também fiz uma pequena compra que gosto de comprar, também algo para o meu cachorro. Tem muita roupa lá, tem muitos acessórios, brinquedos. Eles vão chegar, comprei ontem’, disse ele.
Quem também antecipou as compras foi o assessor, Lucas Nunsordque aproveitaram para comprar roupas para o frio, por causa desta época do ano.
‘Comprei muitas meias, comprei também, antecipando o frio, um moletom para poder vestir. Comprei calça de moletom também, porque os preços nas lojas são muito caros. Então, está muito fora da nossa realidade, da realidade dos brasileiros. Isto é muito inviável, tendo em conta também o salário mínimo.’
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O Ministério da Fazenda marcou o início da arrecadação no dia 1º de agosto, mas as duas gigantes do comércio online decidiram antecipar a medida. Jackson Camposespecialista em comércio exterior, explica que a antecipação da cobrança do consumidor se justifica porque o fato gerador desse novo imposto não é a compra da mercadoria, mas sim a sua importação, ou seja, quando a compra chega ao país.
‘Como a medida começará a partir do dia 1º, essas empresas que vendem os produtos já devem pagar o imposto. E por isso anteciparam essa cobrança do consumidor, porque o consumidor paga primeiro e o produto chega ao Brasil depois”, declarou.
O imposto de 20% será adicionado ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, ICMS, já cobrado pelos estados em 17%, que entrou em vigor em agosto do ano passado. A Shein, outra empresa de comércio online, não respondeu à CBN se respeitará o prazo do governo ou se o antecipará – até agora.
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