A denúncia do MP contra sete pessoas acusadas de envolvimento na execução de pai e filho durante as disputas aponta para o alto poder económico do grupo, que gastou milhões com advogados. Tiros no carro de empresário executado no bairro Paulista, em Piracicaba (SP) Polícia Militar Uma organização criminosa que executou pai e filho por causa de disputa por pontos de jogos, em Piracicaba (SP), subornou delegados e policiais, envolveu ordens de dentro da prisão, uso de detetive particular, emboscada e ainda gastaram R$ 6 milhões em defesa em um único caso em que foram alvo. É o que aponta a denúncia do Ministério Público contra sete integrantes do grupo e à qual o g1 teve acesso. A denúncia foi acatada pela Justiça, que prorrogou a prisão dos investigados. Receba notícias da região de Piracicaba no WhatsApp A investigação envolve a Operação Jogo da Vida, do 2º Ministério Público de Piracicaba e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e aponta que a organização criminosa é uma das maiores na exploração do jogo no país. MP realiza operação contra crimes envolvendo jogos de azar em Piracicaba Em Piracicaba, a organização criminosa foi investigada em 2017, quando dois chefões locais foram presos. O grupo era responsável por tarefas definidas como distribuir máquinas de jogo, arrecadar dinheiro, fazer contabilidade e cobrar “dívidas”, incluindo a execução de inimigos. A prisão deles abriu espaço para outro grupo concorrente se apropriar de alguns pontos e começar a explorar a mesma atividade ilegal. Mas os líderes da primeira banda foram libertados e iniciou-se uma violenta disputa por pontos de exploração do jogo. Segundo investigações do Ministério Público, a primeira vítima foi Wilson Roberto Casale, então com 56 anos, assassinado no dia 26 de maio de 2018, dentro de seu estabelecimento comercial, com três tiros. Seu filho, Felipe Roberto Casale, continuou explorando os jogos e, no dia 15 de março de 2024, também foi baleado, em via pública da cidade, aos 37 anos, conforme denúncia. Abaixo, entenda alguns dos artifícios que a quadrilha utilizou na disputa por locais de atuação e para driblar investigações: Suspeitos de envolvimento na execução de Felipe Roberto Casale, em 15 de março de 2024 Reprodução/Polícia Militar Modus operandi como o das ‘máfias Italianos’ Segundo a denúncia do MP, os dois assassinatos perpetrados pelo grupo revelaram comportamentos típicos “das clássicas máfias italianas ou americanas”. “[Foram] execuções ainda em plena luz do dia, em zonas centrais e movimentadas da cidade, revelando o destemor e a petulância dos criminosos, sem qualquer compaixão dos outros e em desrespeito pela paz social que deveria existir permanentemente numa cidade do interior”, detalha. Ameaças de dentro do presídio De acordo com denúncia recebida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 14 de dezembro de 2017, um dos dirigentes do grupo fez ameaças de dentro do presídio contra familiares de seus inimigos na exploração de jogos de azar Jogos de azar Prisão de um dos acusados de fazer parte da organização criminosa Reprodução/EPTV Para essas ameaças, seriam utilizados integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) com “algumas mortes”. Uma das suspeitas do chefe da entidade era que Felipe Casale fosse informante do Ministério Público para prejudicá-lo e beneficiá-lo. Posteriormente, segundo o MP, Felipe confirmou denúncias que fez contra o grupo de inimigos. . Uso de detetive particular Segundo investigações do Ministério Público, os irmãos líderes do grupo contrataram um detetive particular para seguir os passos de Felipe Casale. A intenção seria constrangê-lo pelas contribuições que vinha fazendo nas investigações do esquema. Saco de dinheiro apreendido durante a Operação Jogo da Vida, em Piracicaba Reprodução/ EPTV Emboscada MP detalha que a execução de Felipe Casale envolveu uma emboscada. No dia 15 de março de 2024, um dos envolvidos no homicídio contatou Felipe e, sob a falsa promessa de que pagaria valores relativos à exploração de máquinas de jogos de azar, atraiu-o para seu estabelecimento comercial, para que fosse morto a tiros. Suborno de delegados e policiais A denúncia contextualiza que a organização é acusada, na 2ª Vara Criminal de Piracicaba, de corrupção ativa e passiva envolvendo delegados e agentes das Polícias Civil e Militar. O Ministério Público chegou a solicitar investigação sobre a devolução de um celular apreendido durante as investigações sem passar por perícia. “Infelizmente, não é a primeira vez que algo semelhante ocorre em relação ao ‘celular perdido’ em investigações de homicídio que aparentemente indicam relação com a exploração de jogos de azar”, detalha trecho da acusação. Dinheiro e armas apreendidas durante operação policial que prendeu suspeitos da morte de empresário baleado em Piracicaba Reprodução/Polícia Militar de Piracicaba Alto poder econômico e de fogo O MP dá exemplos do alto poder econômico do grupo. Uma delas é que, no cumprimento de mandados de busca contra os acusados, no dia 9 de maio deste ano, foi apreendido quase R$ 1 milhão, entre dinheiro e cheques de terceiros. Em fevereiro de 2024, semanas antes do assassinato de Felipe Casale, um escritório de advocacia foi contratado por R$ 6 milhões, apenas para anular provas de interceptação telefônica em um dos processos em que eles são alvos, na 2ª Vara Criminal de Piracicaba. A denúncia também cita alto “poder de fogo”, aludindo à forma como o grupo se armou. Como exemplo, cita as apreensões de armas e munições durante o cumprimento de mandados. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
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