A proposta ficará restrita a pensionistas, aposentados e beneficiários de programas sociais. Os interessados terão até o dia 31 de dezembro para solicitar a suspensão da cobrança. O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), projeto de lei que permite a suspensão por 180 dias do pagamento de empréstimos para aposentados e pensionistas afetados pela calamidade pública no Rio Grande do Sul. Por unanimidade, a matéria foi aprovada em caráter definitivo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). Ou seja, não precisa passar pelo plenário e será enviado diretamente à Câmara dos Deputados. Foram 10 votos a favor. Os interessados em suspender os descontos terão até 31 de dezembro de 2024 para fazê-lo, conforme o texto. Tragédia no RS: águas do Guaíba expulsam moradores que acabavam de voltar para casa. A proposta, de autoria do senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS), prevê ainda que as parcelas suspensas serão convertidas em futuras parcelas extras e não estarão sujeitas a multas, juros ou honorários advocatícios. “Entendemos que permitir aos reformados e pensionistas a suspensão do pagamento das obrigações das operações de crédito afectos às prestações da segurança social irá ajudá-los a reestruturarem-se mais rapidamente, pois terão maior disponibilidade financeira para enfrentar a reconstrução das suas vidas”, justificou Paim. A relatora, senadora Zenaide Maia (PSD-RN), apresentou texto substitutivo baseado em três emendas propostas pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). O objetivo é ampliar os benefícios também para a população beneficiária de programas federais de transferência de renda, como o Bolsa Família, e titulares que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Assim, para as instituições financeiras, essa suspensão não resultará em grandes prejuízos, mas para quem recebe R$ 600 por mês e vive na linha da pobreza, qualquer valor extra nesse momento difícil fará muita diferença”, ponderou Maia. Tragédia no RS As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul deixaram 179 mortos, mais de 800 feridos e 34 desaparecidos. Mais de 2,3 milhões de pessoas foram afectadas, de alguma forma, pelos impactos das cheias. Atualmente, 6.554 pessoas estão em abrigos. No pior momento das enchentes, ainda em maio, o estado teve 81,2 mil pessoas atendidas em academias, salões e armazéns improvisados. Porto Alegre é a cidade com mais abrigos em funcionamento, 36 localidades, e a maior população atendida, 1,5 mil pessoas. Há também moradores de rua em Canoas e São Leopoldo, na Região Metropolitana, e em cidades dos vales, como Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado e São Sebastião do Caí. Além dos abrigos, existem as chamadas “cidades temporárias”, construídas pelo governo do estado em parceria com entidades e a iniciativa privada, para acolher moradores de rua na Região Metropolitana. Em Canoas, a Organização das Nações Unidas (ONU) doou estruturas para acolher a população fora de casa.
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