A Cetesb informou que a vazão do rio, nas primeiras horas da manhã, registrou cerca de 17m³/s e foi confirmada a morte de peixes por falta de oxigênio. Mata no entorno do Rio Piracicaba sofre com acúmulo de lixo e móveis quebrados Na manhã desta segunda-feira (9), a equipe da EPTV, afiliada da TV Globo na região, flagrou o abandono de parte da população em um trecho urbano do Cruzeiro Avenida região do Sul, em Piracicaba (SP), às margens do Rio Piracicaba, onde havia muito lixo, esgoto a céu aberto e um homem ateando fogo. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) afirmou que a vazão do rio, nas primeiras horas da manhã, registrou cerca de 17m³/s e já foi confirmada a morte de alguns exemplares de peixes por falta de oxigênio. Flagrante Em uma mata, localizada ao lado de uma praça, próximo ao corpo d’água, a equipe encontrou itens como pneus, capacete, roupas, colchão, restos de móveis, dezenas de lâmpadas e até um carrinho de supermercado e uma TV. Em determinado momento, havia esgoto caindo a céu aberto, despejado no rio Piracicaba, e uma porta jogada na água. No mesmo local, a equipe flagrou um homem colocando fogo no meio da mata. Lixo às margens do Rio Piracicaba, em Piracicaba Edijan Del Santo/ EPTV Muito lixo O aposentado José Francisco Miranda afirma que vai todos os dias à Avenida Cruzeiro do Sul e que encontrou peixes mortos às margens do rio no último domingo ( 8). Ele também afirma que encontra muito lixo no local. “Muita gente como eu vem aqui, pega o lixo que está no rio, sacolas, papéis, e coloca no lixo. Mas é difícil, porque todo o rio está poluído com essas coisas. Já falta água e as pessoas estão poluindo o barranco. Fica mais sujo, piora para a gente”, diz. Peixe do rio A auxiliar administrativa Maria Eliana Calderan conta que também recolhe o lixo jogado na Avenida Cruzeiro do Sul. “Às vezes ando de mochila e várias vezes coleciono garrafas que as pessoas jogam, canudos. As pessoas não têm ideia do que os canudos fazem com os peixes do rio. E tem muito lixo, falta conscientização pública. É triste por causa da natureza e dos peixes do Rio Piracicaba”, lamenta. Até um carrinho de supermercado com lixo foi flagrado pela produção da EPTV Edijan Del Santo/EPTV ‘As pessoas têm que tomar cuidado’, diz morador O designer Oswaldo Caetano também reclama da quantidade de lixo no rio. “O rio Piracicaba está sangrando tanto que chegará uma época do ano em que não haverá mais água correndo no rio”, afirma. “Acho errado eles jogarem lixo aqui. As pessoas têm que ter cuidado, falta consciência”, afirma Steffany Melo, auxiliar de cozinha. “Não sei quem deveria cuidar disso, talvez a prefeitura. Mas a população tem que colaborar, todo mundo sabe o que é certo fazer, existe coleta seletiva. Não há necessidade de jogar lixo lá, não entendo por que fazem isso. Vai parar no rio, que fica poluído, e a gente aproveita essa água”, diz a professora Rosângela Paiva. A equipe da EPTV também flagrou um homem ateando fogo na floresta. Ele disse que estava “queimando as folhas”. Outro lado A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) afirmou em nota que, desde domingo (8), técnicos estão percorrendo o Rio Piracicaba, avaliando a qualidade da água devido à baixa vazão e à queda na o nível de oxigênio. “Há acúmulo de sedimentos em suspensão e ramos de algas, indicando atividade biológica no rio. A vazão do rio, na madrugada desta segunda-feira (9), registrou cerca de 17m³/s e já foi confirmada a morte de alguns exemplares de peixes por falta de oxigênio”, diz a nota. Ainda segundo a Cetesb, no domingo foi feito contato com a administração da Barragem de Salto Grande e foram liberados 4 metros cúbicos de água por segundo, durante 3 horas. “Essa medida deverá surtir efeito nas próximas 12 horas, melhorando a oxigenação. Até o momento, os técnicos da Agência não observaram lançamentos ou descargas irregulares das indústrias”, finaliza a nota da Cetesb. Em relação ao esgoto, a concessionária Mirante informou que neste momento há equipes no local. A Prefeitura de Piracicaba informou que enviará uma equipe ao local para coletar o material e que há sete lixeiras na cidade onde materiais, como os mostrados na reportagem, poderão ser descartados. Com baixa vazão e falta de chuvas, peixes são encontrados morrendo no Rio Piracicaba O Rio Piracicaba voltou a registrar mortes de peixes, em Piracicaba (SP), neste domingo (8). O cenário foi observado pela EPTV, afiliada da TV Globo, em um trecho urbano cortado pelo corpo d’água, na altura da Avenida Cruzeiro do Sul. Receba notícias da região de Piracicaba no WhatsApp Peixes morrendo em área mais rasa do rio Piracicaba Edijan Del Santo/ EPTV No local, a reportagem constatou que há peixes mortos ou morrendo em áreas mais rasas do rio, mas em uma área Quantidade menor do que em outros casos registrados nos meses anteriores de 2024. Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que recebeu imagens e técnicos foram a campo no final da manhã deste domingo (8). “A oxigenação da água melhora ao longo do dia e os peixes não conseguem mais respirar. Não houve mortes de peixes. O déficit de oxigenação ocorreu durante a noite devido à seca. rio, decorrente do aumento da vazão na Barragem de Salto Grande, o que deverá melhorar seu estado”, acrescentou. Animais mortos foram encontrados na Avenida Cruzeiro do Sul Edijan Del Santo/EPTV Nenhuma ‘alteração significativa’ na água, afirma Semae A prefeitura informou que o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) foi contatado para informar se houve alteração no qualidade da água. água do rio nas últimas 24 horas e a resposta foi que não houve “mudança significativa”. “A forte estiagem é responsável pela baixa vazão das nascentes e, consequentemente, pela baixa oxigenação da água. A prefeitura trabalha na proteção do Rio Piracicaba, por meio de estações de controle do Semae, que medem a oxigenação para que, caso ocorra algum problema , , realizar ações rapidamente”, comunicou. A administração municipal acrescentou que após a maior mortalidade ocorrida no rio, em julho, criou a Patrulha das Águas da Guarda Civil para monitorar o rio Piracicaba, o Corumbataí e outros mananciais. “A obra já foi realizada. O plano de proteção do rio contará também com engenheiros e técnicos ambientais, devidamente capacitados para coletar amostras de água em diversos pontos do rio, no momento exato de quaisquer ocorrências, como a de hoje. A aquisição de equipamentos e treinamentos estão em andamento”, finalizou. Cenário foi visto em trecho urbano cortado pelo Rio Piracicaba Edijan Del Santo/ EPTV Desastre ambiental em julho Em julho deste ano foi registrada a maior mortandade de peixes já registrada no Rio Piracicaba, que atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tanquã, no interior de São Paulo, matou cerca de 253 mil peixes em um trecho de 70 quilômetros. O dano ambiental gerou multa de R$ 18 milhões à Usina São José, em Rio das Pedras (SP), apontada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) como origem da poluição que levou à morte dos animais . O Ministério Público e a Polícia Civil também investigam o caso e a empresa afirma que sua responsabilidade não foi comprovada. ARQUIVO: Mortalidade na APA Tanquã, em julho, é a maior já registrada, segundo pescadores Jefferson Souza/ EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
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