O aumento do valor deverá ficar entre 5% e 10%, afirma o tributarista. Não podemos ter certeza porque a taxa do Imposto Seletivo ainda é desconhecida. Os veículos vindos do exterior continuarão pagando Imposto de Importação. Compass 4xe é um híbrido que deve sofrer aumento de preço. Atualmente, Jeep cobra R$ 347,3 mil pelo SUV Divulgação O setor automotivo aguarda para saber qual será a alíquota aplicada à produção e venda de veículos após a reforma tributária. A alíquota básica para produtos industriais deverá ser de 26,5%, segundo projeção do governo federal, mas automóveis e motocicletas terão aumento no Imposto Seletivo. A tarifa extra também ficou conhecida como “imposto do pecado”, porque busca desestimular o consumo de itens prejudiciais à saúde — como cigarros e bebidas alcoólicas — ou que agridam o meio ambiente, como veículos. Inicialmente, esperava-se que essa tributação extra afetasse apenas os veículos a combustão, mas os veículos híbridos e elétricos também deveriam ser incluídos na conta. E é preciso dizer que “devem” porque o texto normativo aprovado nesta quarta pela Câmara dos Deputados ainda tramita no Senado Federal e, se aprovado, só entrará em vigor em 2033. As mudanças, portanto, não são imediatas . O que se sabe é o seguinte: o deputado federal, Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do texto na Câmara, afirma que o imposto sobre carros elétricos será proporcional: “quem polui mais paga mais e quem polui menos , pagar menos “. De acordo com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados esta semana, as alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis aos veículos serão reduzidas ou aumentadas em relação a cada veículo de acordo com os seguintes critérios: potência do veículo; eficiência energética; desempenho estrutural e tecnologias assistenciais de direção; reciclabilidade de materiais; pegada de carbono; e densidade tecnológica. Movimento e reforma tributária Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a primeira preocupação com um imposto mais alto seria a falta de estímulo ao consumo de veículos de entrada. Hoje, os veículos seminovos da categoria têm preços em torno de R$ 70 mil. E a mesma lógica para os carros a combustão deve ser seguida para os carros elétricos e híbridos. Contudo, a produção destes modelos pode receber incentivos fiscais devido ao Mover (Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação), que visa estimular a produção e o consumo de veículos mais amigos do ambiente. Segundo o tributarista Otávio Massa, a reforma tributária nesses moldes vai na contramão do que a ideia original do Mover busca promover, como o incentivo ao desenvolvimento local de novas tecnologias de propulsão e a expansão do mercado elétrico e híbrido no país. “A reforma tributária não vai apagar a efetividade do Mover. O programa de mobilidade verde vai existir, vai trazer benefício de IPI para a produção, que existirá durante o período de transição da reforma”, explicou o tributarista. O consultor automotivo independente Milad Kalume Neto, porém, não vê guerra entre o Mover e a reforma tributária, apenas critérios de aplicabilidade divergentes. “Ambos aparecem de forma complementar e para qualificar o veículo brasileiro, e posicioná-lo frente aos concorrentes externos, além de possibilitar que nossos carros sejam exportáveis”. Kalume Neto afirma que a Mover deveria focar no desenvolvimento de veículos eficientes — penalizando os carros menos eficientes —, enquanto a reforma tributária teria como objetivo simplificar os impostos aplicáveis ao setor como um todo, otimizando custos. “Há uma grande pressão política para impedir que a indústria chinesa se estabeleça no Brasil e isso está modificando os objetivos inicialmente previstos e pretendidos para a reforma tributária. Incluir um veículo elétrico no ‘imposto do pecado’ e deixar de fora os veículos pesados a diesel é inconcebível em qualquer país sério”, argumentou Neto. Conexão Globonews entrevista relator do Programa ‘Mover’ no Senado E qual o preço? Otávio Massa considera que a carga tributária sobre veículos não deverá ser muito diferente da atual, e o aumento do preço dos carros e motos deverá ficar entre 5% (para o segmento de entrada) e 10% (para os elétricos e híbridos) . É difícil definir porque a taxa do Imposto Seletivo ainda é desconhecida. Além disso, para carros vindos de fora do país, o Imposto de Importação continuará a ser cobrado. No Mover, novo marco regulatório, haverá uma diferenciação entre o IPI comum e o IPI Verde, uma alíquota reduzida que trará benefícios para carros híbridos e elétricos. Acontece que o IPI Verde também não foi determinado, mas também seguirá os critérios de sustentabilidade. O fabricante que quiser usufruir dos benefícios fiscais do Mover terá que se credenciar e comprovar os investimentos realizados em novas tecnologias. “Haverá um critério de alíquota de acordo com a sustentabilidade daquele carro, que deverá alterar apenas o IPI. Ressalto que o IPI não será extinto com a reforma tributária, ele será incluído no novo IBS”, afirma tributarista Otávio Massa. Confira abaixo como é e deve ser a incidência do imposto sobre automóveis: Tabela da Reforma Tributária para automóveis e motos g1 Atualmente, os automóveis são tributados pelo PIS/Cofins, ICMS e IPI. Após a reforma tributária, a carga sobre os veículos será a dupla do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que é composto pelo IBS (União) e pelo CBS (estadual e municipal). “Considerando que a carga tributária sobre automóveis hoje está em torno de 27,5%, não mudará muito em relação ao que é praticado atualmente”, explicou Massa. O Imposto de Importação para veículos eletrificados será progressivo. Confira: Outro alerta dos tributaristas é que todos os aumentos são apenas previsões, pois a carga tributária ainda não está 100% definida. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) manifestou-se contrária à inclusão dos veículos elétricos no Imposto Seletivo da reforma tributária em curso e à exclusão desses modelos da isenção do IPVA, privilegiando apenas os veículos híbridos abastecidos com hidrogênio ou etanol, no estado de São Paulo. “Os veículos elétricos são reconhecidos mundialmente como uma das principais soluções para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e de poluentes atmosféricos (…). Ignorar essa categoria de veículos no incentivo fiscal demonstra falta de alinhamento com as tendências globais e com os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil”, argumentou Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, e também da Volvo Car Brasil. Anfavea) diz ter sido “diametralmente contrária” ao Imposto Seletivo para veículos.[O imposto] Seu princípio é restringir o consumo de produtos prejudiciais à saúde e restringirá o consumo de veículos novos, incentivando o mercado de usados. Isso retarda a renovação da frota e, consequentemente, teremos veículos mais poluentes e por mais tempo circulando no mercado brasileiro, além de atrapalhar o consumo”, afirma a associação. LEIA MAIS Mova-se: veja o que muda com o novo programa do governo Mais votos, mais projetos e fase de transição: os próximos passos da reforma tributária Câmara começa a detalhar como funcionará a reforma tributária entenda o que foi aprovado;
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