Com 18 anos de existência, a iniciativa atua na prevenção de atropelamentos, no resgate de animais feridos e na construção de travessias de vida selvagem na BR-040. Campanha educativa sobre atropelamentos de animais silvestres nas estradas do Parque Nacional da Tijuca Cecília Bueno A BR-040, trecho concessionado pela Concessionária Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer) que liga Duque de Caxias (RJ) a Juiz de Fora (MG), assim como milhares de trechos de rodovias do país, corta fragmentos de mata e registra constantemente atropelamentos de animais silvestres. Diante dessa realidade, um biólogo idealizou, em 2006, um projeto pioneiro para monitorar e mitigar a fauna atropelada pelo estado. Chamada de Caminhos da Fauna, a iniciativa ajuda a proteger os animais que vivem às margens de uma das principais rodovias do país. Cecília Bueno é pesquisadora e doutora na área, com estudos sobre atropelamentos de animais silvestres e monitoramento de fauna há 19 anos. As ações incluem prevenção de atropelamentos, resgate, afastamento e atendimento veterinário de animais feridos em clínicas parceiras. “O atropelamento é algo que sempre me incomodou muito e, em 2005, tive coragem de criar algo que ainda não tinha sido criado aqui. […] Na época, não havia nada semelhante em lugar nenhum. Monitoramento contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirma o biólogo. O biólogo criou uma metodologia que posteriormente baseou a criação de formulários utilizados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no licenciamento rodoviário. Cecília na BR-040 3 anos após a criação do projeto Cecília Bueno. Animais feridos e resgatados são encaminhados para clínicas veterinárias parceiras. Nos casos de óbito, as carcaças são recolhidas, identificadas e enviadas para pesquisa e depósito no acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Resgate de uma preguiça que estava em área de risco e foi resgatada, passou por avaliação médica veterinária e posteriormente liberada em local seguro Coleta Fauna Caminhos Medidas do Projeto Além dos métodos aplicados na rodovia, como cercas e sinalização, foram implantadas passagens subterrâneas e passarelas de fauna em pontos estratégicos do trecho. A iniciativa também trabalha com educação ambiental, além de realizar pesquisas e publicar artigos científicos. “O projeto, além de toda a sua importância para a conservação da biodiversidade local em uma área tão importante e frágil que é a Mata Atlântica, também fornece informações tanto para a biologia quanto para a medicina veterinária”, informa Cecília Faunodutos e passarelas foram implantadas pela Concer para mitigar atropelamentos em Fora (MG). Ao longo do percurso já foram instalados mais de 3.000 metros de cercas. O trecho passa pela Serra de Petrópolis, onde estão localizadas importantes unidades de conservação da Mata Atlântica, como a Reserva Biológica do Tinguá, a APA Petrópolis e o Refúgio Estadual de Vida Silvestre da Serra da Estrela. “É importante reforçar que todas as concessionárias deveriam ter um projeto de monitoramento da fauna na estrada. Deverão mitigar atropelamentos com cercas, travessias de vida selvagem e também resgatar animais atropelados e prestar atendimento veterinário”, destaca Cecília. Paca atropelada na Estrada da Paineiras, dentro do Parque Nacional da Tijuca, mostra a fragilidade da proteção da fauna dentro de uma Unidade de Conservação Cecília Bueno A orientação para os motoristas que avistarem um animal na estrada com risco de atropelamento é avisar o serviço de atendimento da a concessionária responsável pela rodovia ou agentes da Polícia Rodoviária. Floresta da Tijuca Em 2013, a metodologia do projeto também foi implementada na Floresta da Tijuca, o maior fragmento florestal urbano do mundo. Com quase 4 mil hectares, a reserva possui diversas estradas por onde passam centenas de veículos diariamente. “Sou carioca, trabalho no Rio de Janeiro e sempre defendi a biodiversidade aqui. Sempre tive ligação com a Floresta da Tijuca. Na verdade, meu mestrado foi exatamente sobre a conservação da biodiversidade no local, e decidi junto com uma pós-graduanda levar o projeto também para o parque”, relata o idealizador. Hoje, Cecília ainda continua recolhendo animais encontrados mortos no parque. Por meio de analistas e funcionários que circulam pelo local, é possível coletar informações sobre atropelamentos para mapear as áreas mais perigosas para os animais. *Texto sob supervisão de Giovanna Adelle VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre natureza na Terra da Gente
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