Aline Ferreira morreu dias depois de solicitar aumento de nádegas. Dona da clínica, Grazielly da Silva Barbosa está presa. Grazielly da Silva Barbosa, proprietária da clínica de estética Ame-se, e a modelo Aline Maria Ferreira Reprodução/Redes Sociais O marido da influenciadora Aline Maria Ferreira, Pablo Batista, detalhou o procedimento estético realizado pela esposa para aumentar o bumbum, em Goiânia . Segundo ele, o procedimento realizado com a proprietária da clínica Ame-se, Grazielly da Silva Barbosa, durou cerca de 15 minutos. Aline morreu dias depois das injeções nas nádegas. “Ela [Grazielly] tirou várias seringas do armário e retirou um produto de dentro de sua bolsa pessoal […]. O produto que ele aplicou não estava na geladeira”, narrou o policial sobre o depoimento do marido de Aline. “Grazielly abriu as seringas e uma por uma encheu-as com o líquido que estava dentro do frasco […], aplicou anestesia em Aline nas duas nádegas. O procedimento foi rápido, durando cerca de 15 minutos”, continuou o comunicado. Clique e siga o canal g1 GO no WhatsApp Segundo o marido da influenciadora de 33 anos, após o procedimento, Aline sentiu dores de estômago, febre, desmaiou e teve uma parada cardíaca. Ele também contou à polícia que Grazielly tentou convencê-lo a não levar a mulher ao hospital. O proprietário da clínica foi preso no dia 3 de julho e a empresa foi interditada pela Vigilância Sanitária por não possuir licença de funcionamento ou responsável técnico. O advogado Thiago Hauscar afirmou que a defesa de Grazielly Barbosa estuda o processo para decidir os próximos passos em relação aos pedidos de audiência. Além disso, o advogado manifestou solidariedade à família de Aline. LEIA TAMBÉM PRISÃO: Dona de clínica é presa após influenciadora passar por procedimento estético e morrer VIGILÂNCIA DE SAÚDE: Clínica é fechada após influenciadora passar por procedimento estético e morrer PROCEDIMENTO GLÚTEO: Influenciadora pagou R$ 3 mil para aumentar o bumbum SEM COMPETÊNCIA: Dona da clínica se apresentou como era médico biomédico, mas só estudou medicina por três semestres no Paraguai. Segundo depoimento do marido de Aline, quando ele e a esposa estavam no hospital, Grazielly foi até a unidade verificar os locais de injeção no corpo de Aline e depois aplicou remédio na veia do paciente, dizendo que era para prevenir trombose. Pablo Batista disse ainda que os médicos conseguiram reanimar Aline após ela ter tido uma parada cardíaca. No entanto, ele detalhou que sua esposa piorou e seus pulmões e coração ficaram comprometidos. Além disso, os rins pararam de funcionar. O marido também descreveu que seus pés e mãos eram pretos. “O médico disse que seria necessário amputar um braço e as duas pernas”, relatou. Crimes investigados Segundo a delegada Débora Melo, responsável pelo caso, Grazielly é investigada por: crimes contra as relações de consumo: teria mentido sobre suas qualificações, enganado pacientes ao não fornecer informações adequadas sobre os procedimentos realizados e não explicar os riscos envolvidos na a aplicação de polimetilmetacrilato, substância plástica conhecida como PMMA; prática ilegal de medicina e execução de serviços altamente perigosos; possível lesão corporal seguida de morte da influenciadora Aline Maria: delegado aguarda a conclusão de laudo pericial que indicará se o preenchimento do bumbum teve ou não relação com a morte da influenciadora. Clínica Ame-se, localizada em Goiânia Divulgação/Polícia Civil Em nota, a fabricante do PMMA, MTC Medical, informou que as investigações do caso indicam que o produto injetado foi retirado de potes na bolsa biomédica falsa e que as seringas foram então preenchidos com este material. Esse tratamento, segundo o fabricante, é completamente diferente do PMMA legítimo, vendido exclusivamente para médicos (leia a nota completa no final do texto). Para a advogada da família de Aline, Julianna Andrade, se a empresária tivesse utilizado algum produto clandestino ou adulterado, teria corrido o risco de matar o influenciador. Sem formação Grazielly da Silva Barbosa e a clínica onde trabalhava, em Goiânia Divulgação/Polícia Civil Grazielly se apresentava como médica biomédica, mas, à polícia, explicou que só estudou medicina por três semestres no Paraguai, além de fazendo cursos gratuitos na área. Segundo a delegada Débora Melo, Grazielly não apresentou nenhum certificado comprovando a conclusão desses cursos até a tarde desta quinta-feira (4). E, portanto, parece que ela não tem competência para atuar na área. Durante as buscas na clínica, a polícia não encontrou contratos de serviços, prontuários ou qualquer documento que registrasse a entrevista com os pacientes. Isso, segundo a polícia, indica que não houve verificação se Aline apresentava alguma condição de risco. Esta etapa deve ser a primeira a ser realizada antes de realizar qualquer procedimento. No dia do procedimento, segundo o delegado, a região do bumbum da influenciadora foi limpa e depois Grazielly marcou onde seria aplicado o produto. O marido da influenciadora, que acompanhou o procedimento, conta que foram aplicados 30ml de PMMA em cada nádega. A polícia disse que Aline pagou R$ 3 mil para realizar três sessões de aplicação do produto, mas a influenciadora morreu após a primeira. Morte da influenciadora A influenciadora Aline Maria Ferreira morreu após passar por uma cirurgia plástica Reprodução/Redes Sociais Aline veio de Brasília para Goiânia e passou pelo procedimento no dia 23 de junho. O marido da influenciadora contou à polícia que a aplicação foi rápida e eles voltaram para Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem, apesar de já sentir muitas dores. Com o passar dos dias, segundo o delegado, as dores não diminuíram e a influenciadora começou a sentir fraqueza e febre. Mesmo medicada, a influenciadora continuou com febre e, no dia 26, começou a sentir dores na barriga. No dia 27, Aline piorou e desmaiou. Ele a levou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ela permaneceu por um dia, pois a unidade não tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Depois, Aline foi transferida para um hospital particular da Asa Sul. Lá, ela precisou ser intubada na UTI e teve duas paradas cardíacas. Aline faleceu no dia 2 de julho e seu corpo foi sepultado e sepultado no dia 4, no cemitério Campo da Esperança do Gama. Nota do fabricante do PMMA: ‘Os fabricantes das marcas de PMMA no Brasil informam que: O PMMA possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, o qual é obtido somente após análise rigorosa do órgão quanto às boas práticas de fabricação e estudos clínicos de segurança e eficácia . Somente médicos estão autorizados a oferecer procedimentos de preenchimento de PMMA. O modus operandi do clandestino para atrair vítimas consiste em procedimentos publicitários com PMMA, mas a um preço muito inferior a qualquer serviço minimamente seguro, o que por si só é capaz de levantar suspeitas de utilização de produtos adulterados, falsificados ou totalmente incompatíveis com o uso médico , como silicone industrial. As investigações do caso da morte da influenciadora ALINE MARIA FERREIRA apontam que o produto que foi injetado nela foi retirado de potes da falsa bolsa do biomédico e que as seringas foram então preenchidas com esse material, cuja apresentação é completamente diferente da legítima PMMA, vendido exclusivamente para médicos. Fica claro que a morte ocorreu por conta do mercado clandestino de estética e não do produto PMMA, pois (1) a influenciadora se submeteu aos cuidados de uma pessoa sem nenhuma formação na área de saúde; (2) a clínica não possuía licença sanitária; (3) o valor pago pelo procedimento, segundo depoimento do viúvo, foi muito inferior a qualquer procedimento que pudesse ser realizado por esteticistas e (4) o marido da vítima e outra testemunha já confirmaram que o PMMA não era o produto utilizado, devido para a apresentação o mesmo. Lamentamos profundamente que mais uma jovem tenha perdido a vida para o mercado clandestino de procedimentos estéticos e alertamos a população que somente médicos devidamente qualificados e que comprovem possuir licença sanitária estão autorizados a adquirir PMMA. Ressaltamos também nosso compromisso com a verdade baseada na ciência e em evidências e combatemos veementemente o uso do nome do produto PMMA em notícias falsas que induzem a população ao erro e ao pânico, submetendo-se cada vez mais a procedimentos clandestinos colocando em risco sua vida e saúde. em risco. Brasil, 11 de julho de 2024 MTC Medical Lebon Farma” Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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