Cerca de R$ 200 mil em dinheiro foram apreendidos na manhã desta quinta-feira na casa do secretário estadual de Transportes do Rio, Washington Reis, durante operação da Polícia Federal que investiga fraudes no sistema de vacinação do Ministério da Saúde.
Além do valor, também foram encontrados valores em euros e dólares. As apreensões fizeram parte da segunda fase da Operação Venir, que ocorre no Rio e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Os principais alvos da operação são Washington Reis, atual secretário estadual de Transportes e ex-prefeito de Duque de Caxias, e Célia Serrano, secretária de Saúde de Duque de Caxias. Três viaturas da PF estiveram na mansão de Washington Reis mais cedo. Além dos objetos de valor, foram apreendidos cinco celulares, dois pen drives, um disco rígido externo e cartões.
A investigação aponta que o sistema da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias foi utilizado para falsificar as carteiras de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro, de sua filha Laura, dos assessores próximos e do deputado federal Gutemberg Reis, do MDB carioca, e irmão de Washington Reis.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República.
A Polícia Federal também busca identificar outras pessoas que possam ter se beneficiado do esquema fraudulento, pois há suspeita de que outras pessoas, além de Bolsonaro e seus aliados, também tenham utilizado o esquema de fraude do cartão de vacina em Duque de Caxias.
Isto indica que o esquema pode não ter sido criado exclusivamente para beneficiar Bolsonaro, mas que ele e seus aliados podem ter utilizado um sistema fraudulento que já existia.
A PF estuda pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um novo inquérito para apurar especificamente fraudes em cartões de vacinação em Duque de Caxias.
Inicialmente, fraudadores, entre eles Mauro Cid, ajudante de campo do ex-presidente Jair Bolsonaro, tentaram usar o sistema de uma prefeitura de Goiás para adulterar cartões de vacinação.
Foi o que a primeira fase das investigações conseguiu identificar.
Quando essa tentativa fracassou, recorreram ao sistema da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, onde foi possível burlar os controles e falsificar os dados de vacinação do ex-presidente, de sua filha, de assessores próximos e de Gutemberg Reis.
Em nota, o governo do estado informou que a operação teve como único e exclusivo objetivo a obtenção de carteiras de vacinação referentes ao município de Duque de Caxias em 2022, não havendo nada relativo ao Governo do Rio na investigação e nenhum fato que comprometa a conduta do secretário Washington Reis.
A prefeitura de Duque de Caxias afirmou em nota que a ação não teve como alvo nenhum órgão ligado ao município, apesar de Célia Serrano, secretária de Saúde, estar entre os alvos. A respeito, a prefeitura destacou que não se manifestará por se tratar de um mandado dirigido a uma pessoa física e considerando o sigilo que cobre as ações desta manhã.
Washington Reis negou todas as acusações e disse que um ano eleitoral traz consigo “muita tensão e, infelizmente, também covardia”, nas suas palavras.
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