De janeiro a março deste ano, foram roubadas 1.747 motocicletas no estado, ante 992 no mesmo período de 2023. Os casos são mais comuns na Zona Norte e na Baixada Fluminense. Com o crescimento dos serviços de entrega e transporte de passageiros, as motocicletas se multiplicaram nas ruas do Rio e, juntas, aumentou o perigo para os motociclistas e ciclistas sobre duas rodas. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), obtidos pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação, revelam que, de janeiro a março deste ano, 1.747 desses veículos foram furtados no estado, ante 992 no mesmo período de 2023 — uma alta de 76,1%. Os casos são mais recorrentes na Zona Norte e Baixada Fluminense. Os registros de furtos tiveram uma variação menor: variaram de 1.770 a 1.802, na mesma comparação. Isso significa que no primeiro trimestre foram levadas, em média, 39 motocicletas por criminosos no estado. Os casos de roubo são mais comuns na Região Metropolitana. A região do 2º BPM (Botafogo), por exemplo, que também inclui Cosme Velho, Flamengo, Glória e Laranjeiras, ocupa o quinto lugar no ranking de regiões mais visadas. Essa região da cidade viu o número de furtos de motocicletas aumentar 46,6% nos três primeiros meses deste ano: o aumento passou de 58 para 85. Logo atrás está a área do 23º BPM (Leblon), que também abrange Ipanema, Lagoa, São Conrado e Jardim Botânico, onde ocorreram 82 furtos. No primeiro trimestre de 2023, foram 76. Vítimas nas estatísticas O remador vascaíno João Pedro Pereira, de 19 anos, aparecerá nas próximas estatísticas: a moto que ele comprou há menos de 15 dias foi roubada na Glória, no início de setembro. Imagens de uma câmera de segurança mostram quando um homem de capacete se aproxima e quebra o cadeado com uma marreta. Então o criminoso vai embora e foge. O caso foi registrado no 9º DP (Catete). Taxas aceleram no estado Editoria de Arte Presidente do Fugitivos Motoclube de Austin, de Nova Iguaçu, o advogado Cassiano José Pereira, 48 anos, teve sua moto roubada ao participar, em abril, de um encontro de motociclistas em Paracambi, cidade 83 quilômetros de distância da capital. Ele deixou sua Harley Davidson 1.700 cilindradas estacionada e, ao retornar, não encontrou o veículo avaliado em R$ 60 mil. — Tive uma enorme sensação de decepção. Além do meu caso, outro presidente de motoclube também teve sua moto roubada no mesmo local. Pode ser que criminosos estejam furtando e furtando motos para trocar peças. Só sei que, na Baixada, a sensação é de que aumentaram muito os furtos e furtos de motos — disse. Mesquita, na Baixada, liderou o ranking de roubos, seguido por Nova Iguaçu e Nilópolis, todas na mesma região. Juntos, registraram 289 casos no primeiro trimestre de 2024 —quase o dobro dos 147 casos do mesmo período do ano anterior. Ainda na Baixada, Duque de Caxias, área do 15º BPM, também enfrentou um aumento de 41%: passou de 144 casos para 203, considerando o mesmo período. Locais com mais furtos de motocicletas Editoria de Arte No dia 31 de agosto, por volta das 14h, o comerciante João Olavo Junior, de 41 anos, pilotava uma motocicleta Triumph 900 cilindradas na rodovia Washington Luís, com a esposa nas costas, quando foi abordado por dois homens armados homens em BMW, entre Vila São Luís e a Refinaria Duque de Caxias, em Campos Elíseos. Em meio ao trânsito na pista central em subida no sentido Petrópolis, os criminosos obrigaram os dois a descer e levaram o veículo. Antes de ser desligada, um rastreador indicou que a motocicleta estava no Complexo do Alemão. O modelo está avaliado em R$ 62 mil. — Minha esposa e eu estávamos indo para um encontro de motociclistas em Guapimirim. Ao passar perto de uma passarela notei dois homens com uma motocicleta, vestindo jaquetas e capacetes, que estavam parados. Passei desse ponto e continuei normalmente. Menos de um minuto depois eu os notei ao meu lado com uma motocicleta BMW. Estava a mais de 100 km/h quando pararam e o homem na garupa apontou uma pistola em nossa direção. Eles me disseram para encostar ali mesmo. Muitas pessoas os viram levar dinheiro, meu celular e nossos capacetes. Aí um deles subiu na moto e mandou a gente correr. Duas semanas antes eu já havia escapado de outra tentativa de assalto no Rio-Magé — disse o comerciante, que recebeu ajuda de um casal que passava de carro e ofereceu carona até o 60º DP (Campos Elíseos). Frota para criminosos Na área do 41º BPM (Irajá), responsável também pelos bairros de Anchieta, Pavuna, Guadalupe, Costa Bairros e Barros Filho, estão os complexos de Pedreira e Chapadão. Esses territórios são controlados por facções criminosas rivais, que costumam utilizar motocicletas em viagens, assaltos e tentativas de invasão. Na região, de janeiro a março de 2024, foram registrados 156 furtos de motocicletas, ante 64 no mesmo período, em 2023. O aumento foi de 143%. Em termos de furtos, a região do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) ocupa o segundo lugar da lista, mas os números caíram na comparação dos primeiros trimestres de 2024 e 2023: foram 155 neste ano e 251 no ano passado. A área abrange os bairros de Itanhangá, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargens Grande e Pequena e Joá. No período citado, o primeiro lugar em furtos é ocupado pela área do 20º BPM, que engloba Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis, com 175 casos. Em nota, a Polícia Militar informa que estão sendo adotadas “ações visando coibir os furtos e furtos de motocicletas”, incluindo a “criação de uma Força Tática de Patrulhamento de Motocicletas”. Por ordem do governador Cláudio Castro, a Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar, iniciou a 2ª fase da Operação Torniquete na última quarta-feira (09/11). O objetivo é reprimir o roubo de veículos — inclusive motocicletas — e de cargas. As motocicletas são alvo, mas também podem ameaçar: levantamento feito pela PM entre 25 de abril e 25 de julho de 2024 mostra que 6.288 assaltos foram cometidos nas ruas da capital com o uso de motocicletas. Em média, ocorreram 70 crimes desse tipo por dia.
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