A proposta orçamentária do próximo ano será entregue nesta sexta-feira ao Congresso Nacional. Com o pagamento dos precatórios, que podem ser descontados da meta, o governo estima um prejuízo de R$ 40,4 bilhões em 2025. O governo federal manteve o objetivo de eliminar o déficit nas contas públicas no próximo ano. A informação consta da Proposta Orçamentária (PLOA) para 2025, que será enviada nesta sexta-feira (31) ao Congresso Nacional. A meta é considerada difícil pelo mercado financeiro, que também não acredita, até o momento, que o governo consiga equilibrar suas contas (receitas no mesmo nível das despesas) ainda este ano. Pela proposta, porém, a projeção é de que seja registrado um prejuízo de R$ 40,4 bilhões no próximo ano. Isso porque está prevista a redução de R$ 41,1 bilhões em precatórios (sentenças judiciais). “Para atingir a meta 0 (zero) estabelecida no PLDO 2025, é necessário considerar a dedução do valor de R$ 44,1 bilhões referente ao pagamento de Precatórios, conforme indenização prevista no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7064 e 7047”, diz o documento. Acrescenta que, desconsiderado o pagamento de precatórios em decorrência de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), haveria margem de R$ 3,7 bilhões (0,03% do PIB) para atingir o centro da meta em 2025 ; Segundo pesquisa realizada no início deste mês pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, economistas dos bancos projetam prejuízo de R$ 73,5 bilhões para 2024 e R$ 91,7 bilhões nas contas do governo em 2025. Governo dobra déficit orçamentário público previsto até o limite da meta fiscal; Bruno Carazza comenta. Para tentar atingir a meta fiscal do próximo ano, a equipe econômica anunciou que poderá aumentar novamente os impostos (como a CSLL e os juros sobre o capital próprio das empresas), além de fazer um pente fino nos benefícios previdenciários e assistenciais, como como previdência social, BPC e auxílio-doença. Últimos anos No último ano do governo Bolsonaro, em 2022, as contas do governo voltaram ao vermelho após oito anos de déficit fiscal. De 2014 a 2021, o país registou défices sucessivos. Contudo, a melhoria das contas públicas em 2022 foi considerada pontual pelos analistas. Na proposta orçamentária para 2023, enviada em agosto do ano passado, a equipe econômica chefiada pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, já previa um déficit de R$ 63,7 bilhões. Esse valor não incorporou as promessas de Bolsonaro na época de aumentar o valor do benefício para a população carente no ano seguinte. Com a aprovação da PEC de transição no final de 2022 pelo governo eleito do presidente Lula, que aumentou o valor do Bolsa Família e liberou mais gastos com saúde, educação e investimentos, a projeção do déficit para o ano de 2023 subiu para um déficit de R$ 231,5 bilhões. O resultado das contas públicas de 2023 foi um déficit de R$ 230,5 bilhões, mesmo com medidas de aumento de arrecadação. A equipe do ministro Fernando Haddad, porém, credita parte desse resultado negativo ao pagamento de precatórios pendentes (no valor de R$ 92,5 bilhões). Para este ano, a última previsão da área econômica é de déficit de R$ 61,4 bilhões, valor que inclui despesas extraordinárias de R$ 28,8 bilhões para combate às enchentes no Rio Grande do Sul (valores excluídos da meta fiscal). Marco fiscal e metas fiscais Em abril deste ano, dentro do marco fiscal, a nova regra para as contas públicas, o governo propôs reduzir as metas de superávit primário para as contas públicas nos próximos anos, abrangendo 2025 e 2026. Esta proposta, no entanto, não ainda não foi aprovado pelo Legislativo. Para 2025, o governo propôs, naquele momento, a mudança da atual meta fiscal, que é de superávit de 0,5% do PIB (+R$ 62 bilhões) para uma meta fiscal zero, sem déficit ou superávit. Com a meta atual, o saldo poderia ficar entre R$ 31 bilhões e R$ 93 bilhões de superávit. Se a mudança proposta for aprovada, poderá oscilar entre um déficit de R$ 31 bilhões e um saldo positivo do mesmo tamanho no próximo ano, sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2026, a equipe econômica propôs uma mudança na meta atual, que passa de um saldo positivo de 1% do PIB (cerca de R$ 132 bilhões) para um superávit menor, de 0,25% do PIB – cerca de R$ 33 bilhões. Com a meta atual, o saldo poderia ficar entre R$ 99 bilhões e R$ 165 bilhões de superávit. Caso a mudança proposta seja aprovada, poderá oscilar entre um saldo zero e um saldo positivo de R$ 66 bilhões. Com a redução da meta fiscal em 0,5 ponto percentual do PIB em 2025 e com uma flexibilização adicional de 0,75 ponto percentual do PIB no ano seguinte, o espaço que o governo poderá obter para novos gastos públicos é de cerca de R$ 161 bilhões no dois anos. Se as metas fiscais não forem alcançadas, com esta faixa proposta, os gastos terão que crescer menos (50% do aumento real da receita, em vez de 70%) nos próximos anos. O aumento real dos gastos, ainda pela nova regra das contas públicas, ficará entre 0,6% e 2,5% ao ano.
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