Entre julho e agosto, 593 pessoas foram resgatadas das condições contemporâneas de trabalho escravo, durante força-tarefa envolvendo governo, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal. O número é 11% superior ao registrado na operação do ano passado.
Minas Gerais teve o maior número de resgates, com 242 pessoas libertadas, seguido por São Paulo, com 143 casos, e Pernambuco, com 91. Os incidentes ocorreram principalmente em lavouras de cebola, café e alho e, em áreas urbanas, na construção civil, em clínicas de toxicodependência, restaurantes e condomínios.
Um dos casos que mais chamou a atenção foi o de uma mulher de 94 anos, resgatada em Mato Grosso, após prestar 64 anos de trabalho não remunerado para uma família. Ela é a pessoa mais velha a ser resgatada nesta situação.
Outra vítima, de 52 anos, foi resgatada em São Paulo após ser obrigada a trabalhar em uma casa por 41 anos. No Mato Grosso do Sul, 13 paraguaios construíram cercas em condições degradantes de trabalho.
Em Pernambuco, 18 pessoas foram resgatadas em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. Havia 63 presos no local e nenhum funcionário cadastrado. Em Minas Gerais, a operação resultou na indenização de 59 colhedores de alho, que juntos receberam R$ 375 mil em direitos trabalhistas.
Até o momento, foram pagos quase R$ 2 milhões em indenizações e encargos trabalhistas às vítimas.
André Roston, coordenador-geral da Fiscalização de Erradicação do Trabalho Análogo ao Escravo e ao Tráfico de Pessoas, afirma que os valores pagos revelam os elevados lucros dos exploradores. Diz ainda que, com a abertura de processos judiciais, os valores devidos ainda poderão aumentar.
“Deixa em aberto o principal propulsor da exploração do trabalho escravo. Há um grande benefício econômico ao adotar essa estratégia de violação dos direitos humanos para a exploração do trabalho, porque é uma conta econômica benéfica para os exploradores. -fazer verbos Na verdade a estimativa é maior porque ainda temos muitas equipes e muitas instituições do ramo realizando essas cobranças de pagamentos. Nesse ciclo operacional eventualmente teremos judicialização”, afirma.
As equipes realizaram fiscalizações em 15 estados e no DF. Segundo a Polícia Federal, 36 inquéritos foram abertos e, até o momento, 16 pessoas foram presas. Denúncias de violações de direitos podem ser feitas através do Disque 100.
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