A ação das Polícias Civil e Militar começou após a morte do PM da Rota, Patrick Bastos Reis, em 28 de julho de 2023. Em 40 dias, segundo a SSP-SP, 958 pessoas foram presas e 28 suspeitos morreram em supostos confrontos com policiais. Operação Escudo foi deflagrada após a morte do PM em julho de 2023 Reprodução A Operação Escudo foi deflagrada há um ano na Baixada Santista, litoral de São Paulo. A operação das Polícias Civil e Militar começou após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis, em 28 de julho de 2023. Nos 40 dias, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), 958 pessoas foram presas e 28 suspeitos morreram em supostos confrontos com a polícia. Seis policiais militares já se tornaram réus por homicídio durante a Operação Escudo. Ao g1, a coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, Fernanda Balera, disse que já era esperado um alto índice de mortalidade desde os primeiros dias. Ela afirmou que a secretaria continua acompanhando os desdobramentos da ação. Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. “Em todos os lugares as pessoas diziam que a operação teria um número de mortos de 30”, disse o coordenador. Segundo ela, o valor seria uma referência à idade do PM Patrick, que era de 30 anos. Na Operação Escudo, ocorreram 28 mortes, mas posteriormente a Operação Verão foi lançada e 56 pessoas morreram. Juntas, segundo Fernanda, tornaram-se a segunda ação coordenada pela polícia com maior índice de mortalidade. O primeiro é o massacre do Carandiru, ocorrido em 1992 e que deixou 111 presos mortos durante uma invasão da PM. Policiais revistam homem que atiraram durante a Operação Escudo, no Guarujá (SP) Cenário de Reprodução Ainda no dia 28 de julho de 2023, Fernanda disse que a Defensoria Pública foi notificada por meio da Ouvidoria da Polícia do Estado de que uma operação seria deflagrada. Três dias depois, chegou a notícia de que 10 suspeitos já haviam sido mortos em supostos confrontos com a polícia. O coordenador decidiu então ir até a Baixada Santista para ver de perto o que estava acontecendo. Segundo ela, a secretaria estava sendo procurada por dezenas de pessoas que moravam em comunidades da região. “As comunidades ficaram apavoradas. Muitas mães tinham medo de que seus filhos ou mulheres e seus parceiros fossem os próximos”, lembrou Fernanda. Ela explicou que esse medo se devia ao perfil dos mortos. “As vítimas da violência policial são pessoas negras que vivem em condições periféricas. A abordagem policial, infelizmente, já tem um viés racista e isso acaba se manifestando também nesse tipo de operação”, disse o coordenador. Policiais atuaram na Operação Escudo no Guarujá (SP) Alexsander Ferraz/ A Tribuna Jornal Santos Mortos Neste ano, a Defensoria Pública continua acompanhando a evolução e representa 12 famílias que tiveram parentes mortos na Operação Escudo, além de dois sobreviventes. A secretaria ainda ajudou na defesa dos suspeitos nas duas primeiras denúncias que tiveram policiais como réus. Segundo Fernanda, pessoas ficaram feridas diretamente, como os mortos e seus familiares. Mas também indiretamente, segundo ela, porque diversas famílias tiveram suas casas violadas por policiais sem mandados ou sofreram ataques violentos. Após a Operação Escudo, o coordenador disse que o departamento entrou com uma ação pedindo que todas as ações em resposta à morte dos agentes exijam o uso obrigatório de câmeras corporais e sejam fundamentadas, por escrito, ao Estado. “Vemos com muita preocupação esse tipo de operação de vingança”, explicou o coordenador. O g1 entrou em contato com o SSP-SP para se posicionar sobre um ano de Operação Escudo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Policiais foram acusados de homicídio durante a Operação Escudo no Guarujá (SP) Reprodução/MP-SP Policiais acusados Já houve três denúncias sobre a Operação Escudo. No total, são seis policiais militares réus. Em nota, a SSP-SP informou que não comenta decisões judiciais. Em dezembro de 2023, os policiais Eduardo de Freitas Araújo e Augusto Vinícius Santos de Oliveira tornaram-se réus. Em abril foi a vez dos agentes Rafael Perestrelo Trogillo e Rubem Pinto. Em julho, foram os PMs Ivan Pereira da Silva e Marcos Correa de Moraes Verardino – este último foi o coordenador operacional da Operação Escudo. Justiça torna réus PMs da Rota por forjar confronto e matar homem na Operação Escudo Violações de direitos humanos Nos 40 dias de ação, conforme noticiado pela SSP-SP, 958 pessoas foram presas e 28 suspeitos morreram em supostos confrontos com policiais. Desde o início da ação, instituições e autoridades que defendem os direitos humanos pediram o fim da operação. Um deles foi o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que reuniu pelo menos 11 denúncias de violações de direitos humanos durante a Operação Escudo. Com isso, o conselho recomendou que o governo de São Paulo encerrasse a operação e prestasse esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes em decorrência da intervenção policial. A Defensoria Pública de São Paulo e a ONG Conectas Direitos Humanos ajuizaram ação civil pública com pedido de tutela antecipada para que a Justiça obrigasse o governo paulista a instalar câmeras corporais em policiais militares e civis que atuaram na Operação Escudo. No dia 5 de setembro, o governo de SP anunciou o fim da Operação Escudo, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Operação Verão A Operação Verão foi intensificada após as mortes dos policiais militares Marcelo Augusto da Silva, Samuel Wesley Cosmo e José Silveira dos Santos Reprodução/Redes Sociais e g1 Santos Em 2024, com novas mortes de PMs na região, o governo voltou a carregar realizamos operações na Baixada – desta vez, denominada Operação Verão. Entre 3 de fevereiro e 1º de abril, 56 pessoas foram mortas em ações policiais. Com as operações na Baixada, as mortes cometidas por policiais aumentaram 86% no primeiro trimestre de 2024, segundo ano do governo Tarcísio de Freitas (Republicano) em São Paulo. Na época, organizações de direitos humanos denunciaram o governador Tarcísio e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, à Organização das Nações Unidas (ONU). Tarcísio rebateu: “Sinceramente, estamos muito tranquilos com o que está sendo feito. E aí as pessoas podem ir para a ONU, podem ir para a Liga da Justiça, tanto faz, não me importa”, disse o governador. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
emprestimo banco juros
emprestimo consignado bradesco simulação
refinanciamento empréstimo
sac c6 consignado
quantos empréstimos o aposentado pode fazer
emprestimo pessoal em curitiba
simulador emprestimo consignado banco do brasil
simulador empréstimo consignado caixa
0