A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná repudiou as declarações do juiz Luiz César de Paula Espíndola, que revelou desrespeito para com as diversas vítimas de todos os tipos de assédio. A nota emitida pela OAB do Paraná faz referência às declarações do desembargador durante sessão na 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, ocorrida na última quarta-feira, 13 de julho. O julgamento tratou de um caso em que uma professora foi acusada de assédio sexual contra uma estudante de 12 anos.
Segundo as declarações dos juízes, as mulheres estariam ‘loucas’ atrás dos homens.
‘Quem está assediando, quem está perseguindo os homens são as mulheres, porque não há homens. A realidade é essa, as mulheres são loucas por homens, porque são muito poucos. Você sabe, você é louco por receber um elogio, uma piscadela, sabe, um flerte educado, porque são eles que estão cantando, são eles que estão assediando você”, disse ela.
Na manhã desta sexta-feira (5), um vídeo feito durante a sessão mostrando as falas do desembargador não estava mais disponível no canal do YouTube do TJ-PR.
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O Tribunal de Justiça do Paraná informou que investigará a conduta do desembargador Luiz Espíndola e afirmou que não concorda com os comentários feitos pelo desembargador, e que também não compartilha de nenhuma opinião que possa ser discriminatória ou depreciativa.
O tribunal estabeleceu prazo de cinco dias para o juiz se manifestar. As declarações do juiz causaram repercussão além da OAB, levando outros órgãos a se manifestarem. Ó Ministério Público do Paraná, por exemplo, relatou que não concorda com as afirmações do juiz. O órgão destacou que a igualdade de género é uma questão prioritária para a instituição e que qualquer posição contrária não está alinhada com o atual estágio de desenvolvimento dos direitos humanos. Além disso, o Conselho Nacional de Justiça também se pronunciou, afirmando que está a acompanhar o caso e que deverá ser instaurado um procedimento de inquérito administrativo pela Inspeção Nacional de Justiça.
O juiz Luiz Espíndola se pronunciou em nota. A juíza disse que nunca houve intenção de menosprezar o comportamento feminino nas declarações prestadas durante a sessão da 12ª Câmara Cível do Tribunal. Relatou que sempre defendeu a igualdade entre homens e mulheres, tanto na vida pessoal quanto nas decisões na Justiça. O juiz lamentou o ocorrido e disse se solidarizar com todos que se sentiram ofendidos com suas declarações.
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