O governador Wanderlei Barbosa é um dos principais alvos da investigação. Ele afirma não ter envolvimento no suposto esquema por ser deputado na época da contratação. Governador Wanderlei Barbosa é investigado em inquérito federal Divulgação/Governo do Tocantins Políticos, empresários e pessoas ligadas ao poder executivo do Tocantins foram alvos da operação da Polícia Federal (PF), realizada nesta quarta-feira (21). A investigação investiga um suposto esquema de desvio de recursos destinados à compra de cestas básicas que seriam distribuídas durante a pandemia da Covid-19, entre os anos de 2020 e 2021. Ao longo do dia, houve movimentação de agentes federais em 42 endereços de os alvos, sendo o principal deles o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). Mais de R$ 67 mil em dinheiro foram encontrados na casa e no gabinete do governador. Cadastre-se no canal g1 TO no WhatsApp e receba as novidades no seu celular. Confira o que se sabe sobre a Operação Fames-19, nome que faz referência à insegurança alimentar causada pela pandemia da Covid-19. O que a Polícia Federal quer descobrir O foco da operação é descobrir se houve desvio de dinheiro na contratação de empresas que forneceram e transportaram cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social no período da pandemia. Na época, as contratações eram feitas pela Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setas) sem licitação, pois estava em vigor um decreto estadual liberando esse tipo de burocracia para realizar serviços à população com mais celeridade. Caminhões com cestas básicas entregues durante a pandemia Setas/Governo do Tocantins A Polícia Civil começou a investigar o suposto desvio de recursos em 2022, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão durante a operação Fênix. Entenda como funcionava o suposto esquema de desvio de dinheiro de cestas básicas no Tocantins. Na época, o valor estimado das perdas aos cofres públicos, considerando o valor dos contratos, atingiu R$ 4.951.478,78. As empresas eram contratadas, segundo investigação da Civil, mas não tinham, em tese, capacidade operacional para executar o contrato e não entregaram todos os produtos. Mesmo assim, eles receberam os pagamentos. Esposa e filhos mencionados Wanderlei Barbosa, Karinna, Léo Barbosa e Rérison Castro Arte g1 A primeira-dama e secretária extraordinária de participação social, Karynne Sotero, e dois filhos de Wanderlei, o deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos) e Rérison Castro, diretor superintendente do Sebrae Tocantins, também estão entre os investigados. Eles relataram por meio de notas que receberam os federais com ‘surpresa’, que não tinham ligação com o Palácio no momento dos acontecimentos e que estão colaborando com as investigações. (Veja posicionamentos ao final da reportagem) Consórcio entre amigos Governador Wanderlei Barbosa diz que foi surpreendido após operação da Polícia Federal Em entrevista à TV Anhanguera nesta quarta-feira (21), o governador afirmou que está sendo investigado pela Polícia Federal porque de um ‘consórcio’ informal que participou com um grupo de amigos. A prática envolve reunir as pessoas para fazer uma espécie de ‘reserva financeira’ e a cada mês uma pessoa recebe o valor total pago pelos demais associados. “Fomos citados, não fui investigado, fui citado porque recebi R$ 5 mil de alguém que estava sendo investigado e que participava desse grupo, um grupo entre amigos que é formado pelo serviço público. outros órgãos fazem nesse grupo, todo mundo deposita naquele dia, repassa o dinheiro um para o outro da mesma forma que aquele cidadão passou os R$ 5 mil para mim, eu também passei para ele na investigação, isso vai ficar comprovado”, ele explicou. Na época, Wanderlei Barbosa era vice-governador do Tocantins. O presidente-executivo era Mauro Carlesse (Agir). Questionado sobre um possível afastamento, o governador informou que não tem medo da situação e que deverá seguir com o mandato até 2026. Wanderlei Barbosa disse ainda que sofre perseguições e tem colaborado com a polícia. (Veja comunicado completo ao final da reportagem) Inquérito no STJ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi quem autorizou a execução dos mandados de busca e apreensão. Como o governador foi citado na investigação da Polícia Civil sobre o caso, após receber R$ 5 mil de um dos empresários investigados, a Justiça do Tocantins encaminhou o caso ao STF, em setembro de 2023. Na época, também apareceram nomes de outros políticos. durante a investigação. Wanderlei Barbosa é citado em inquérito que investiga fraudes na compra de cestas básicas. Em cumprimento aos mandados desta quarta-feira, não foram informadas quais as suspeitas que recaíram sobre os políticos e empresários. Núcleo político A PF destaca que o governador faz parte do núcleo político do suposto esquema, que desviaria sistematicamente recursos públicos. Segundo os investigadores, “como governador do Estado, há evidências de que durante a fase aguda da pandemia da COVID-19, ele contribuiu para o desvio de grandes somas de dinheiro através do fornecimento de cestas básicas de caráter meramente formal”. A decisão que autorizou a operação aponta que, segundo a PF, “o foco da assistência social do Estado no fornecimento de cestas básicas resultou da facilidade que tal fornecimento estatal representava para o desvio de grandes somas de dinheiro público”. Ainda segundo o documento, “a dificuldade de controlar e certificar a recepção de produtos que, pela sua própria natureza, se destinam ao consumo da população e depois desaparecem, fez desta iniciativa estatal o meio perfeito para concretizar um esquema sistemático de desvio de recursos públicos, por meio do fornecimento de cestas básicas de existência meramente formal”, diz o texto. Dinheiro apreendido Dinheiro apreendido na casa do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa. Divulgação Durante buscas na casa e no escritório de Wanderlei, policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em dinheiro, além de dólares e euros. PF apreende mais de R$ 67 mil em dinheiro da casa e gabinete do governador do Tocantins. Na casa do governador foram R$ 35,5 mil, 80 euros e US$ 1,1 mil. Em seu gabinete foram encontrados R$ 32,2 mil e centenas de contas pagas em casas lotéricas, tanto do governador quanto de terceiros. Empresário preso Um dos nomes dos empresários investigados é o de Joseph Madeira, atual presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Transporte de Valores, Cursos de Capacitação e Segurança Eletrônica do Estado do Tocantins (SindespTO) e da Associação Comercial de Palmas (Acipa). O empresário Joseph Madeira foi preso nesta quarta-feira (21) em Palmas, Tocantins Divulgação/Redes sociais Quando a Polícia Federal esteve na casa de Joseph, não teria encontrado seu celular, que também deveria ser recolhido. O advogado Antonio Ianowich, que defende o empresário, afirmou que por esse motivo a autoridade policial prendeu o empresário. A ação foi considerada pelo advogado um ato de ‘abuso de poder’. A Polícia Federal não comentou o caso. Joseph passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Palmas e foi encaminhado para uma unidade prisional. O que dizem os investigados Wanderlei Barbosa Governador Wanderlei Barbosa informa que recebeu com surpresa, mas com calma, a operação ocorrida esta manhã, até porque na época dos fatos ele era vice-governador e não era responsável por quaisquer despesas relacionadas aos bens básicos programa de cesta básica durante o período de pandemia. “Como todos já sabem, a única alusão ao meu nome em toda essa investigação foi a minha participação em um consórcio informal no valor de R$ 5.000,00 com outras 11 pessoas, no qual uma delas estava sendo investigada.” Ele ressalta ainda que deseja uma apuração rápida e imparcial dos fatos, pois confia na sua inocência e na Justiça, e está sempre à disposição para colaborar com as investigações. Governo do Tocantins O Governo do Estado do Tocantins informa que colabora com a Polícia Federal no cumprimento dos mandados de busca e apreensão cumpridos na manhã desta quarta-feira, 21, referentes à Operação Fames-19, que apura supostos desvios na compra de cestas básicas nos anos de 2020 a 2021. É do interesse do Governo do Estado que tais fatos sejam devidamente esclarecidos. Léo Barbosa Em relação à operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 21, informo que prestei todos os esclarecimentos necessários e continuo colaborando com as investigações. Nunca imaginei que um consórcio informal de R$ 5.000,00, do qual fiz parte com outras 11 pessoas, pudesse gerar tantos transtornos e constrangimentos jurídicos. Já forneci ao tribunal todos os elementos que demonstram a minha inocência. Tenho certeza de que isso será comprovado à medida que o processo avança. Sigo confiante na Justiça e nas instituições democráticas e realizo meu trabalho como o deputado estadual mais votado do Tocantins. Karynne Sotero A primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais Karynne Sotero recebeu com espanto e perplexidade a notícia de que é alvo de busca e apreensão por não fazer parte do processo investigativo e nem sequer ser citada. Ela esclarece ainda que nem sequer era primeira-dama do estado à época dos fatos investigados. Ela ressalta que está tranquila quanto ao andamento da investigação e confiante na Justiça. Sebrae O Sebrae Tocantins esclarece que não mede esforços para apresentar de forma transparente todas as informações referentes à Operação Fames-19. É importante destacar que no período investigado o atual superintendente, Rérison Antônio Castro, não fazia parte do quadro técnico do Sebrae. Rérison Castro Recebi com absoluto choque a notícia de que esta manhã fui alvo de mandado de busca e apreensão em relação ao suposto desvio de cestas básicas. Na época eu era presidente da Agência Estadual de Metrologia e nunca tive qualquer relação com aquisição, licitação ou distribuição de cestas básicas. Assim como meu pai, o governador Wanderlei Barbosa, meu único relacionamento com alguém citado nesse processo é um consórcio informal de R$ 5.000,00 e que não tem absolutamente nada a ver com o caso investigado. Permaneço à disposição da Justiça e das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o assunto e continuo confiante de que a verdade virá à tona. Joseph Madeira O delegado da Polícia Federal Daniel César do Vale, em total despreparo e abuso de autoridade, transferiu sua incompetência nas investigações desta data para o Sr. Joseph Madeira, pois quando não conseguiu encontrar o celular pessoal do Sr. claro que coube ao delegado apreender o que encontrou, prendendo-o ilegalmente e em claro crime de abuso de autoridade ao empresário sob argumento fraudulento e visando mascarar sua incompetência e inexperiência em razão de suposta obstrução, cabe ressaltar que o empresário não se encontrava na sua residência quando, após o início das buscas, foi contactado pelo delegado e prontamente se dirigiu à sua residência acompanhado dos seus advogados, numa clara demonstração de responsabilidade e disponibilidade para colaborar. Seu celular pessoal estava em poder de seus advogados que prometeram entregar o aparelho às autoridades judiciais. Temos certeza de que a arbitrariedade do delegado que demonstrou despreparo e desrespeito aos direitos constitucionais do empresário será prontamente corrigida pelo Poder Judiciário e tomaremos todas as medidas para responsabilizá-lo pelos abusos cometidos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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