Congelado em R$ 4,40 desde janeiro de 2020, quando passou pelo último reajuste, o preço das passagens de ônibus é uma das principais preocupações dos paulistanos para os próximos anos.
Em 2024, por ser ano eleitoral, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) optou por manter o mesmo preço das passagens dos anos anteriores, ainda que o preço das viagens de trem e metrô tenha sido reajustado para R$ 5 pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). ).
O congelamento de preços obrigou a Prefeitura de SP a aumentar o subsídio total aplicado anualmente ao sistema de ônibus. Em 2023, a gestão municipal desembolsou R$ 5,6 bilhões do orçamento municipal para pagamento adicional às empresas de ônibus.
Este ano, esse valor já ultrapassou R$ 4,47 bilhões até agosto, segundo a SPTrans. A empresa municipal diz que Sem o subsídio, a tarifa na capital paulista seria de R$ 11,62.
“Entre janeiro e agosto de 2024, a Prefeitura investiu R$ 4,47 bilhões no sistema de transporte por meio de compensação tarifária, garantindo inclusive benefícios como viagem gratuita para idosos. Sem o subsídio, a tarifa seria de R$ 11,62. São Paulo está congelada há 4 anos a R$ 4,40, como forma de tornar o transporte público ainda mais acessível. Além disso, o programa Tarifa Zero permite transporte gratuito em toda a cidade aos domingos. , com redução da demanda e, consequentemente, da receita”, afirmou.
O g1 perguntaram os principais candidatos a prefeito de São Paulo e conferiram suas declarações à imprensa e os planos do governo sobre o que pretendem fazer com as tarifas de ônibus em 2025 e nos próximos quatro anos, caso sejam eleitos prefeitos da cidade.
As respostas estão em ordem alfabética:
Gulherme Boulos (PSOL) dá entrevista a O Assunto como candidato a prefeito de São Paulo no estúdio g1 — Foto: Fábio Tito/g1
O candidato do PSOL descartou aumento nas tarifas de ônibus, congeladas em R$ 4,40 desde 2020 durante seu mandato de quatro anos à frente da Prefeitura de São Paulo, caso seja eleito.
Segundo Guilherme Boulos, a ideia da futura gestão é rever os atuais contratos com as empresas de ônibus e reduzir o valor que já é pago em subsídios dos cofres municipais às empresas de ônibus para custear o congelamento das tarifas.
“Não haverá aumento de tarifas no meu governo. Fui estudar os contratos de ônibus na cidade de São Paulo e fiquei perplexo e enojado com eles. O subsídio cresceu muito, pode chegar a R$ 6 bilhões. É praticamente o dobro do que era o subsídio há três ou quatro anos. Dobrou. E o número de viagens realizadas reduziu em 20%. Só o aumento do gasóleo e dos custos de funcionamento não explica isto em hipótese alguma. Como é que estamos pagando o dobro e recebendo 20% menos”, disse Boulos em entrevista à Folha de S.Paulo e ao UOL.
“Vamos liquidar esses contratos de ônibus. E aí é possível recalcular o subsídio com base nisso. do crime organizado, debaixo do nariz do Ricardo Nunes (…) A relação da prefeitura de SP com as empresas de ônibus é um escândalo, vou auditar esses contratos e, então, poderemos fazer isso. .um recálculo do subsídio e abrir essa caixa negra e fazer um recálculo que permita melhorar o serviço”, explicou.
O candidato do PSOL afirma que a expansão da tarifa zero dentro dos bairros acontecerá de forma gradual.
“Ampliar gradativamente a tarifa zero do subsistema local – que é o que queremos implementar – ao custo de R$ 1,5 bilhão por ano. porque será de forma gradual, inclusive incentivando a revisão da frota, que as empresas e a atual Câmara Municipal foram absolutamente refratárias à transição para a frota elétrica”, afirmou.
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José Luiz Datena (PSDB) é entrevistado por O Assunto como candidato a prefeito de São Paulo, no estúdio g1 — Foto: Fábio Tito/g1
O candidato do PSDB também não fala em aumento de tarifas em São Paulo e repete ao longo da campanha que a cidade não pode continuar pagando subsídios altíssimos às empresas de ônibus.
José Luiz Datena afirma que cobrará “um preço justo” pelas tarifas na cidade e exigirá que as empresas sejam mais pontuais e melhorem a qualidade dos ônibus que circulam na capital.
O tucano também estuda revogar o ‘Domingão Tarifa Zero’, criado por Ricardo Nunes (MDB) no final do ano passado, segundo ele, de forma eleitoral, e transferir esse valor para o que chama de ‘ingresso social’, onde as pessoas que recebem bolsa família e estão cadastradas no CadÚnico não pagariam taxa.
“O ingresso social será um benefício para todo mundo que é cadastrado no Bolsa Família e só vai pagar o que for justo [no transporte]. É isso: tarifa zero para quem recebe bolsa família. Justiça social. Quem recebe Bolsa Família não pagará a passagem. O ingresso hoje, apesar de subsidiado, é um subsídio caríssimo. E temos que ter compensação. O negócio do transporte público em SP é muito bom. Tanto que há 60 anos apenas três famílias dominam o negócio do transporte público em SP, as empresas e as oficinas”, disse Datena em pauta de campanha nesta segunda-feira (9).
“O ingresso social é a contrapartida do que esses caras levam [em subsídios]. Só neste ano deverão ser R$ 5,1 bilhões. É muito dinheiro. Isso tem que voltar para as pessoas de alguma forma. Não pode ser apenas uma questão de lucros da empresa. Eles têm que oferecer ônibus melhores, que circulam na hora certa e com tarifa justa. Quando se fala em congelamento de tarifas, significa ter uma tarifa justa. Quando você dá tarifa zero com ônibus caindo aos pedaços, que demoram a passar e na periferia nem ônibus passa lá… Queremos tarifa zero para quem precisa e realmente vive em situações difíceis: pobreza e pobreza extrema” , ele defendeu.
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Pablo Marçal (PRTB) é entrevistado por O Assunto como candidato a prefeito de São Paulo, no estúdio g1 — Foto: Fabio Tito/g1
Embora não tenha incluído nenhuma proposta tarifária no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Pablo Marçal (PRTB) afirma que o candidato também pretende manter a tarifa congelada em R$ 4,40 por quatro anos, caso vença a eleição .
A informação foi avançada pelo coordenador do programa de governo do PRTB, Filipe Sabará, que afirmou que, para manter o mesmo valor nos próximos quatro anos, a futura gestão de Marçal fará uma revisão geral dos contratos da atual gestão de Ricardo Nunes ( MDB).
“Vamos manter R$ 4,40 por 4 anos, revisando contratos gerais da Prefeitura (não só de transporte) e economizando em outras despesas devido à atual péssima administração da Prefeitura”, disse.
Sobre o aumento dos subsídios pagos às empresas – que poderá se acentuar ainda mais com mais 4 anos de congelamento tarifário – Sabará afirma que a futura gestão terá que se aprofundar nos custos do setor para avaliar a questão.
“Vamos avaliar quando chegarmos à Prefeitura, pois as informações não são transparentes. O subsídio [pago atualmente] poderá chegar a R$ 7 bilhões, segundo alguns dados. Para tomar uma decisão nesse sentido, teremos que ter as informações mais precisas”, declarou.
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Ricardo Nunes (MDB) é entrevistado por O Assunto como candidato a prefeito de São Paulo, no estúdio g1 — Foto: Fabio Tito/g1
O candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) afirmou, durante audiência do UOL com a Folha de S. Paulo no dia 6 de setembro, que, caso seja reeleito, não garante que as tarifas de ônibus não aumentarão na cidade nos próximos anos porque há outros fatores envolvidos.
“Falar que vou manter sem aumento no futuro, não posso garantir, porque tem inflação, e se tiver explosão [preço] de diesel? Vou ser um mentiroso?”, respondeu ele.
Nunes disse ainda, durante a audiência, que fará uma análise para saber se o preço da passagem de R$ 4,40 permanece.
“Vamos fazer uma avaliação da disputa, do aumento do diesel e da receita para definir a questão tarifária. Sou o único prefeito que manteve a tarifa por quatro anos sem correção e sem abrir mão da responsabilidade fiscal”.
Quando Bruno Covas assumiu a prefeitura, em 2018, a tarifa passou para R$ 4. O último reajuste foi durante sua gestão, em janeiro de 2020, quando chegou a R$ 4,40. Durante todo o mandato de Ricardo Nunes o preço dos bilhetes manteve-se o mesmo, sem alterações.
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Candidata Tabata Amaral (PSB) é entrevistada por ‘O Assunção’ como candidata a prefeito de São Paulo, no estúdio g1 — Foto: Fábio Tito/g1
A candidata Tabata Amaral (PSB) também se comprometeu a manter as tarifas de ônibus “congeladas” durante todo o seu mandato, caso seja eleita.
Questionada sobre o tema durante entrevista do UOL à Folha de S. Paulo, a deputada federal foi enfática em sua posição.
“Vou manter, já falei inúmeras vezes. Vamos fechar essa conta combatendo a corrupção, redesenhando os limites, recompondo o uso correto do Fundurb [Fundo de Desenvolvimento Urbano]explorando publicidade nas paradas, nos terminais de ônibus”, explicou.
Tabata também se manifestou a favor da manutenção da gratuidade aos domingos: “Estou comprometido em manter a tarifa zero aos domingos, mas fazendo algo muito mais interessante, que é fazer filas especiais para os domingos. tarifa zero de segunda a sábado”.
Apesar de seus posicionamentos, a candidata não fala sobre os temas de seu plano de governo.
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