A transformação do Jockey Club em parque público ainda depende da efetiva desapropriação da área. O parque foi incluído na revisão do plano diretor e é uma vontade do prefeito Ricardo Nunes.
A prefeitura de São Paulo explicou que será necessária a publicação de um Decreto de Utilidade Pública para desapropriar os terrenos de mais de 600 mil m² e suas edificações. A medida ainda está sendo estudada pelo Ministério Público municipal. A justificativa para isso é que o clube tem uma dívida de 856 milhões de reais, entre IPTU e ISS. Mas o valor é contestado pelo Jockey. O advogado da instituição, Felipe Franco, explica alguns dos pontos que contestam a base de cálculo do IPTU:
“E também há reconhecimento histórico, cultural e ambiental no jockey, que está listado. Sempre que restrições aos direitos de propriedade significarem alteração na hipótese de incidência, essas questões devem ser consideradas na determinação da base de cálculo do imposto. classificação incorreta na tipologia de cada uma das edificações da propriedade, em sua maioria rudimentares, como é o caso das cocheiras, por exemplo.”
Além da dívida, outro ponto que pode levar ao fim do Jockey Club é a Lei que proíbe corridas de cavalos. A lei, aprovada na Câmara e sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes, foi suspensa pela Justiça, que acatou o argumento de Jockey de que o assunto é de responsabilidade do governo federal e não do governo municipal. No entanto, a questão permanece pendente na Justiça até o julgamento final. A Procuradoria-Geral do Município ainda estuda se vai recorrer.
O fim das corridas de cavalos permitiria à prefeitura a retomada da área, pois o contrato de 1941 que concede a área ao Jóquei possui uma cláusula que prevê o fim desse acordo caso a corrida de cavalos não seja realizada.
A prefeitura já está fazendo planos para a área. O prefeito Ricardo Nunes explicou que a ideia é aproveitar toda a vocação das atividades e dos trabalhadores equestres para oferecer terapias equestres para pessoas com deficiência física ou necessidades especiais.
“Se conseguirmos implantar o parque, será o parque junto com a equoterapia. Vamos conseguir esses equipamentos desses profissionais para realizar a equoterapia, principalmente para pessoas carentes. tem transtornos autistas, então já teremos um espaço e profissionais lá, a única coisa é que ao invés desses profissionais trabalharem, para as pessoas fazerem a aposta, eles vão trabalhar para ajudar a cuidar das pessoas da nossa equoterapia pública.”
A prefeitura também prevê um modelo de gestão do espaço como concessão, à semelhança do que já acontece em outros parques, como o Ibirapuera.
Em meio a todas essas movimentações legais, a reportagem da CBN também consultou associações de moradores e urbanistas da região sobre a possibilidade de o local se tornar um parque.
O urbanista Kazuo Nakano, do Instituto de Cidades da Unifesp, acredita que o novo parque deverá ter relevância regional dada a sua localização privilegiada, sendo um equipamento que agrega novos usos ao espaço público.
“É uma joia, é um terreno que é um dos poucos que existem de grande extensão, próximo ao Rio Pinheiros, e que ainda não foi construído. sem dúvida. É uma oportunidade de construir ali uma grande instalação metropolitana, sabe?
O urbanista Silvio Oksman, do Ibmec, alerta que o atual modelo de concessão de parques, como o do Ibirapuera, tende a disponibilizar espaços para eventos privados e que deveria haver um espaço público após um processo de desapropriação.
“Então isso tira um pouco o caráter do que seria um parque público, de ser um parque que tem essa concessão, que tem um caráter duvidoso do ponto de vista da sua fruição. programa e o formulário que está sendo utilizado é um formulário que restringe seu uso, então, fará sentido retirar o jóquei ou entregá-lo à prefeitura, para que a prefeitura entregue a outro operador, ou será a gente apresenta primeiro um projeto que vai ser isso, uma modelagem que mostra isso eu acho que tudo isso tem que ser pensado antes de agir, para que a população possa entender o que vai acontecer, inclusive se posicionando.”
O presidente da Sociedade Amigos da Cidade Jardim, Marcelo Gatti Reis Lobo, vê com bons olhos a possibilidade de derrubada dos muros e maior integração do patrimônio histórico à cidade.
“A nosso ver, começa com a queda, com a derrubada dos muros que hoje separam a população do Jockey Club. Todo paulista que quiser passear por lá, ver esses prédios, ter contato com eles e usar esta área como uma área verdadeiramente pública, que é, em última análise, a forma como se pretende.”
E não é só o Jóquei que pode mudar, o entorno também deverá sofrer alterações significativas caso o prefeito Ricardo Nunes sancione as alterações aprovadas pela Câmara na Lei de Zoneamento. A mudança específica de zoneamento abre brecha para a liberação da verticalização com a construção de prédios sem limite de altura e acaba com a exclusividade do bairro como zona residencial. A associação de moradores da região é contra esta mudança.
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