Em entrevista ao Fim de Expediente, Zé Roberto Guimarães, técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, relembra os destaques da campanha que garantiu ao Brasil a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris e revela sonhos para o futuro.
Seleção feminina de vôlei indoor comemora medalha de bronze em Paris 2024. — Foto: Miriam Jeske/COB
O técnico da Seleção Nacional, já renovado para o próximo ciclo, destacou a importância da conquista da medalha de bronze. Ele diz que o mais importante foi a bandeira do Brasil aparecer no pódio.
‘O importante é que a nossa bandeira esteja lá. Que o mundo veja a nossa bandeira hasteada ao lado da da Itália e dos Estados Unidos’, destacou, ‘A importância do bronze e a forma como foi alcançado foi interessante porque já o tínhamos estudado, tínhamos falado sobre isso durante os treinos no dia anterior, respeitando a importância do bronze.
O técnico destacou o desempenho de Gabi Guimarães durante as Olimpíadas, elogiando seu desempenho tanto como capitã quanto como jogadora em quadra, apesar das críticas que recebeu pelo desempenho na semifinal contra os Estados Unidos.
‘A confiança nela é muito alta. Então, na verdade, a Gabi está muito emocionada. Todas as consultas vão para ela. Ela tem que ter um bom desempenho para fazer os outros jogarem também. Se você tirar a Gabi lá, você tira a confiança do time. Mesmo nas situações difíceis ela vai ser grande, e qualquer bola de pepino, a confiança da levantadora está nela’, declarou, ‘Para mim ela foi gigante o tempo todo. Você diz, ela jogou um pouco mal no jogo contra os Estados Unidos, isso é uma coisa, ela se saiu muito bem durante todo o jogo.
Zé Roberto compartilhou que ficou triste por não trazer a medalha de ouro para casa, mas mais importante que isso é perceber a grande representatividade que o esporte tem para o país.
‘Fiquei triste, porque quando você ganha pelo menos uma medalha, como foi, toda a retrospectiva das Olimpíadas, quando você chega de volta ao seu país, com uma medalha de ouro, aí você para em qualquer lugar’, ele disse, ‘Sabe, tem nada melhor do que isso. A gente se sente lisonjeado, porque o mais legal, quando você representa o país, é ouvir alguém dizer que foi assim que você nos representou.’
‘É o que eu sempre falo para as meninas, representamos um povo, uma bandeira, um país de 220 milhões de habitantes que torce, que sofre, que está junto com a gente. Então, a responsabilidade é muito grande.’
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Zé Roberto em entrevista ao Fim de Expediente na CBN — Foto: Priscila Gubiotti/CBN
O treinador também detalha suas expectativas para o futuro da nova geração do time. Ele destaca que trabalhar com a equipe será um desafio, pois o vôlei brasileiro continua sendo uma potência amplamente assistida em todo o mundo.
“Foi ótimo sentir o quanto eles evoluíram, o quão jovens ainda são. Estávamos falando de geração. Ana Cristina, 20 anos. Júlia Bergmann, foi seu primeiro ano como profissional’, declarou: ‘Temos grandes talentos chegando. Temos hoje oito jogadores com mais de 1,90m. O Brasil nunca teve isso. Então estou muito feliz em continuar, mas também sei que o trabalho será árduo. Somos uma equipe muito seguida por outras pessoas. Acho que temos uma boa geração chegando e que pode ter um bom desempenho nas Olimpíadas de 2028”.
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O Brasil vence o Quênia na estreia do vôlei feminino nas Olimpíadas de Paris. — Foto: Wander Roberto/COB
Zé Roberto revelou que, no futuro, quando deixar o comando da seleção nacional, quer continuar envolvido no desporto, seja como treinador adjunto de futebol ou na equipa de formação. Além disso, mencionou seu interesse em explorar uma terceira opção relacionada ao rádio, meio pelo qual é apaixonado.
‘Se eles me convidassem assim… acho que seria legal. Eu não sou um cara de escritório. Passei dois anos no Corinthians, mas fui muito a campo. Gostei de ver o Wanderlei de Luxemburgo, o Oswaldo de Oliveira e o Felipão treinarem. Eu participei. Eu estava lá com os jogadores conversando, entendendo como as coisas aconteciam. Eu gosto de treinar. Porque formar pessoas é uma coisa diferente. E me especializei um pouco nisso. E vejo que esse é o meu instinto. Sou um péssimo comerciante. Não sei vender agulha’, relatou
‘Essas são as duas coisas que eu gostaria de fazer, a terceira parte é que sou apaixonado por rádio’, revelou.
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