Uma espécie chamada Tiamat valdecii foi descoberta por pesquisadores da UFG, UFRJ e UERJ. As vértebras da espécie possuem um formato que as torna o registro mais antigo desse tipo conhecido no país. Nova espécie de dinossauro que viveu na Caatinga é descoberta por pesquisadores A nova espécie de titanossauro descoberta na Caatinga recebeu o nome de uma deusa das mitologias suméria e babilônica, descrita como um dragão: Tiamat valdecii. A pesquisa mostrou que a nova espécie difere dos demais titanossauros e as vértebras apresentam formato côncavo na frente, sendo o registro mais antigo desse tipo conhecido no Brasil. Clique e acompanhe o canal g1 GO no WhatsApp Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) trabalharam na descoberta. O achado histórico aconteceu em uma região inóspita, a 20 quilômetros da cidade de Quixeré (CE), na divisa com o estado do Rio Grande do Norte (RN). LEIA TAMBÉM: Nova espécie de dinossauro que viveu na Caatinga é descoberta por pesquisadores Milhares de artefatos são coletados em sítio arqueológico com mais de 3,5 mil anos em Goiás Artefatos arqueológicos com mais de 500 anos são levados ao Iphan após serem resgatados Paleoarte ilustra “Tiamat valdecii”, espécie de dinossauro encontrada por pesquisadores no Ceará Reprodução/Luciano Vidal Detalhes do novo dinossauro Segundo a UFG, é a primeira espécie de dinossauro encontrada na região da Bacia Potiguar. O estudo foi publicado na revista científica Zoological Journal of the Linnean Society. À imprensa, a UFG explicou que a nova espécie faz parte do grupo dos titanossauros, saurópodes conhecidos pelo corpo robusto, cabeça pequena e alongada, pescoço curto e cauda longa. Carlos Roberto dos Anjos Candeiro, paleontólogo e um dos professores da UFG responsáveis pela descoberta, destacou que, antes da ciência, as pessoas acreditavam que os fósseis desses animais pertenciam a dragões. Diferenças de espécies A pesquisa mostrou que a nova espécie difere dos demais titanossauros por uma série de características. Além das vértebras de Tiamat valdecii serem côncavas na frente, veja outras diferenças: Proeminência extra bem marcada em uma estrutura das vértebras (pré-zigapófises), profundamente escavadas tanto na frente quanto atrás. Vértebra média curta, com área de articulação bem definida para a estrutura óssea denominada arco hemal. As estruturas da espécie ajudaram a conectar uma vértebra caudal média à outra, proporcionando maior estabilidade e permitindo que o animal movimentasse a cauda de um lado para o outro com mais liberdade, sem danificar as articulações. Conforme analisado na pesquisa, “essas estruturas representam uma solução evolutiva para manter a estabilidade da coluna vertebral”. Como foi a descoberta e o que foi encontrado? Pesquisadores da UFG, UFRJ e UERJ durante expedição a 20 quilômetros de Quixeré (CE), divisa com o RN Divulgação/UFG Carlos Roberto detalhou que a equipe passou 15 dias na Caatinga, a cerca de quatro horas de Fortaleza (CE), enfrentando chuva e calor durante a pesquisa. O paleontólogo revelou que a escavação ficou inundada num dia de forte chuva, exigindo um esforço físico “gigante” por parte dos investigadores. Os pesquisadores encontraram as vértebras caudais completas e parcialmente preservadas do titanossauro, incluindo: Três vértebras caudais anteriores Quatro vértebras caudais médias Um arco neural parcial Vértebras caudais atribuídas a Tiamat valdecii Divulgação/UFG O estudo, publicado e disponível na plataforma Oxford Academic, é assinado por Paulo Pereira, Kamila Bandeira, Luciano Vidal, Theo Ribeiro, Carlos Candeiro e Lilian Bergqvist. Os fósseis encontrados na Formação Açu, unidade geológica da Bacia Potiguar, no Ceará, foram enviados para a Coleção de Fósseis de Répteis do Departamento de Geologia da UFRJ. Segundo a UFG, a Formação Açu é uma unidade geológica do início do Período Cretáceo. Segundo Carlos Candeiro, a área manteve a continuidade territorial entre a África e a América do Sul. “Os continentes estavam unidos. Era a mesma massa terrestre. Não havia oceano. E Tiamat tem uma afinidade muito forte com os dinossauros da África e da Argentina. Então ele é um pivô de transição desse parentesco”, explicou. Durante a expedição, a equipe também encontrou cinco vértebras incompletas de dinossauros rebbachisaurídeos, saurópodes caracterizados por longos pescoços e caudas, e por serem herbívoros, também conhecidos como “lagartos cortadores de grama”. A descoberta sugere que pelo menos dois grupos diferentes de saurópodes, os titanossauros e os rebbachisaurídeos, viviam na região. O que a descoberta significa para a ciência? Pesquisador em trabalho de campo na Formação Açu Divulgação/UFG A pesquisa concluiu que a descoberta do Tiamat valdecii preenche “uma lacuna crucial em relação aos estágios iniciais da radiação dos titanossauros em todo o mundo”. Segundo o estudo, a nova espécie apoia a teoria de uma diversificação mais ampla dos titanossauros durante o Cretáceo Inferior no Brasil. Segundo o professor Carlos Candeiro, a descoberta na região do Ceará “traz o lugar à luz para a paleontologia mundial”. Candeiro acredita que esta descoberta poderá transformar a região, impulsionando o turismo e oferecendo recursos financeiros à comunidade local. Ciência O estudo é resultado do projeto de pesquisa “Prospecção e estudo paleobiológico e sistemático da paleobiota das bacias Itaboraí e Potiguar”, coordenado por Lilian Paglarelli Bergqvist, professora da UFRJ. O projeto foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
emprestimo banco juros
emprestimo consignado bradesco simulação
refinanciamento empréstimo
sac c6 consignado
quantos empréstimos o aposentado pode fazer
emprestimo pessoal em curitiba
simulador emprestimo consignado banco do brasil
simulador empréstimo consignado caixa
0