Um assistente virtual que controla aparelhos de ar condicionado, ventiladores, geladeiras, lâmpadas e outros equipamentos da casa. Tudo liga e desliga simplesmente com um comando de voz. O que parecia uma ‘coisa’ de ficção científica agora é realidade: no Brasil, existem mais de 11 milhões de “casas inteligentes” – como a do funcionário público Junior Albuquerque, no Rio de Janeiro.
16% dos lares brasileiros já usavam dispositivo inteligente em 2023. É o que mostra o novo levantamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, referente a 2023, divulgado pelo IBGE.
O cenário reflete o progresso do Brasil no acesso à internet. A pesquisa mostra que, no ano passado, 92,5% dos domicílios do país tinham acesso à rede e 88% da população com dez anos ou mais estava conectada – isso representa mais de 164 milhões de brasileiros online, o maior número da série histórica. A faixa etária com maior percentual de usuários de internet está entre 25 e 29 anos – mais de 96% – mas o IBGE também identificou que os brasileiros com mais de 50 anos também estão cada vez mais conectados.
O telemóvel continua a ser o meio de acesso mais utilizado, por quase 99% das pessoas, seguido da televisão. A maioria dos usuários, 94%, utiliza a internet para bater papo por meio de chamadas de voz ou vídeo e depois enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagem.
O autônomo Ivanir Lobato, 41 anos, conta que, no último ano, incorporou o aparelho celular como ferramenta de trabalho.
“Eu só uso a internet no telefone, porque para mim é mais fácil de usar. Tenho ela disponível 24 horas por dia e para mim é uma ferramenta de trabalho, praticamente parte do meu atendimento é feito via WhatsApp. , é uma ferramenta de trabalho De vez em quando estou de folga e uso para conferir TikTok, Instagram, Facebook, mas muito pouco.”
Para o analista do IBGE Gustavo Geaquinto, o aumento no número de pessoas e lares conectados se deve à redução da desigualdade regional no acesso à internet, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste e nas áreas rurais.
“Um ponto que podemos destacar em relação a esse indicador é a redução da desigualdade territorial no acesso à internet nos domicílios. Isso se deve tanto à forte expansão do acesso à internet nos domicílios do Norte e Nordeste, reduzindo assim a diferença de em relação a outras grandes regiões, bem como a expansão nas zonas rurais”.
Apesar do resultado, mais de 22 milhões de brasileiros ainda eram considerados pelo IBGE como “excluídos digitalmente” em 2023 – pessoas sem qualquer tipo de acesso à tecnologia – o que representa 12% da população. Entre os principais motivos estão a falta de capacidade de conexão e o alto custo do serviço. A pesquisa destaca ainda que, em quase 5% dos lares desconectados, os moradores afirmaram que a internet não está disponível em suas regiões – principalmente áreas rurais e região Norte.
O diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Fabro Steibel, lembra também que, mesmo para quem tem acesso, o uso da internet ainda é limitado.
“Quase todo mundo pesquisado usa internet todos os dias, mas a maioria dos planos no país é pré-pago. Então, às vezes é um acesso que só é feito para alguns aplicativos ou apenas para algumas finalidades. Internet seja mais barata para que as pessoas possam usá-la mais.”
A pesquisa também apresentou um panorama do uso do streaming pago no país. Em 2023, mais de 31 milhões de brasileiros, ou 42% da população, utilizavam alguma plataforma de streaming – principalmente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, a percentagem de lares com este tipo de serviço caiu face a 2022.
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