Em uma nova série sobre CBN São Paulo, o repórter Daniel Reis percorre os bairros da capital paulista conversando com os moradores sobre os problemas de cada região. Desta vez, a reportagem começou a semana circulando pelas subprefeituras de Freguesia do Ó e Casa Verde.
Juntos, abrangem os bairros de Brasilândia, Cachoeirinha, Casa Verde, Freguesia do Ó e Limão. Esses são os últimos bairros da Zona Norte a serem contemplados pela série “O que está faltando no seu bairro”.
O trânsito foi um dos problemas mais citados pelos moradores da região da subprefeitura de Freguesia do Ó e Casa Verde.
Com poucas opções de mobilidade através de transportes públicos, muitas pessoas dependem dos carros. A infraestrutura, porém, não é suficiente para atender a demanda, segundo a população, que reclama de caminhar e parar em avenidas como a General Edgar Facó.
Quem anda de ônibus também enfrenta problemas. Neli dos Santos, usuária do terminal de Cachoeirinha, conta que os ônibus costumam ficar lotados.
“Poderia ser melhor, principalmente à tarde, quando todos chegam juntos no mesmo horário e demora muito, depois das 17h”, diz.
A expectativa é que a chegada de Linha 6 do Metrô-Laranja ajudar a melhorar esse cenário. Tem inauguração prevista para 2026 e conta com 5 estações nesta região.
Brasilândia vai mal em oferta de emprego, mas melhorou em segurança
É possível que o metrô também combata outros problemas da Brasilândia. O distrito aparece na terceira pior posição no Ranking de Desigualdade da Rede Nossa SP, que leva em consideração indicadores ligados a renda, mobilidade, saúde e educação.
A Brasilândia é, por exemplo, uma das piores em termos de ofertas formais de emprego. É como se para cada vaga houvesse 200 pessoas em idade ativa de trabalho.
Por outro lado, a violência sofreu uma grande redução nos últimos anos. O que já foi o bairro com maior número de homicídios na cidade no final da década de 1990, hoje não está nem entre os 30 com maiores taxas de homicídios.
O cálculo leva em conta o número de homicídios proporcionalmente à população.
Cerca de 25% da população da Brasilândia vive em favelas. Cachoeirinha também abriga algumas favelas, como o Jardim Peri, de onde veio o jogador de futebol Gabriel Jesus.
Moradora do Jardim Santa Cruz, em Cachoeirinha, a comerciante Luciana Guabiraba pede maior oferta de moradias populares. Ela conta que mora de aluguel e busca alguma iniciativa de apoio do Governo para realizar o sonho da casa própria.
“Mais casas coletivas, o que eu acho muito legal. Meu tio conseguiu, mas é lá nas Taipas, lá em cima. É uma boa oportunidade, porque, além de participar do seu trabalho, passa mais rápido, porque todo mundo ajuda e você tenha mais oportunidades de fazer não só o seu, mas também o dos outros, porque no mutirão todos ajudam”, argumenta.
Luciana também reclamou da falta de ortopedistas e de outras especialidades na região do bairro Cachoeirinha. Segundo ela, uma amiga precisou de atendimento ortopédico e teve que ir ao hospital Sorocabano, na Lapa, para receber atendimento.
Na Casa Verde, Adilson Rique reclamou da demora no atendimento da UBS Vila Barbosa. Ele falou sobre uma experiência que teve na última quinta-feira na UBS.
A região das subprefeituras de Casa Verde e Freguesia do Ó também é um importante reduto do samba paulista. Começando com Sambódromo do Anhembique fica entre Pontes das Bandeiras e Casa Verde.
Foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1991. Desde então, é local oficial dos desfiles das escolas de samba do Carnaval de São Paulo, que antes aconteciam na Avenida Tiradentes.
A história do samba nesta região não para por aí. Um exemplo prático e recente disso é o Juventude alegreescola bicampeã de carnaval este ano com o samba-enredo “Brasiléia Desvairada – A busca de Mário de Andrade por uma pátria”.
Autointitulada “Morada do Samba”, a Mocidade foi fundada em 1967 e está localizada no Jardim das Laranjeiras, no bairro do Limão. É a escola que está há mais tempo no Grupo Especial, desde 1971, e já conquistou doze campeonatos.
Outras escolas de samba promovem essa cultura no entorno. É o caso da Sociedade Rosas de Ouro, fundada em 1971, na Brasilândia, hoje na Freguesia do Ó, e da Império de Casa Verde, que atua desde 1994.
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