A Procuradoria-Geral da República de SP se reuniu nesta segunda-feira (12) com familiares das vítimas que estão hospedados no centro da capital. O procurador disse ainda que o MP-SP nomeou três procuradores para acompanhar as investigações. Deslange Paiva/g1 Após reunião com familiares das vítimas da queda do avião em Vinhedo, no interior de São Paulo, que deixou 62 mortos, o procurador-geral de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que eles estão sendo arrecadou valores para pagamento de seguros a familiares de passageiros e tripulantes que estavam a bordo do voo 2283. “Seguros é um assunto que está alinhado entre a Defensoria Pública e o Ministério Público que, junto com a empresa e as seguradoras, estão levantando os valores de forma muito transparente na conversa com os familiares das vítimas”, afirmou. “O seguro é algo linear para todas as vítimas, mas esperamos que haja um ajuste entre as reivindicações das famílias, da Defensoria Pública, do MP e do VoePass”, acrescenta. Ainda não foram definidos valores. O procurador disse ainda que o MP-SP nomeou três procuradores de Vinhedo para acompanhar as investigações. “Hoje, determinamos a nomeação dos três procuradores de Vinhedo para acompanhar o inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia Civil do município. Teremos uma reunião do delegado com o delegado seccional já que a investigação para apurar os fatos, essa investigação no estado de SP não é exclusiva, será feita também uma investigação federal, mas com a investigação de SP será possível investigar fatos que nos permitem ter todas as pessoas de todas as empresas que estão de alguma forma neste nexo de culpabilidade.” Familiares estão em um hotel no centro de São Paulo para acompanhar a identificação dos corpos, que está sendo realizada na Central do IML (veja abaixo). O IML já finalizou laudos necroscópicos e está sendo realizada análise de identificação. Paulo Sérgio afirmou ainda que o governo brasileiro está em contato com os familiares das vítimas de outros países, como Portugal e Venezuela, e que serão igualmente atendidos. Nesta segunda-feira, o MP-SP também derrubou 31 perfis falsos que usavam fotos de vítimas para realizar golpes. O Ministério Público informou que os golpistas estão sendo identificados e serão “rigorosamente punidos” O acidente Avião com 62 pessoas cai sobre bairro residencial de Vinhedo (SP) Reprodução/TV Globo O avião saiu de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos , em São Paulo, mas acabou caindo em um condomínio no bairro Capela, em Vinhedo (SP). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o voo ocorreu normalmente até as 13h20, mas a partir das 13h21 a aeronave não atendeu aos chamados da torre de São Paulo, nem declarou emergência ou informou estar sob controle. condições climáticas adversas. “Perda de contato radar ocorreu às 13h22” É o acidente de avião com maior número de vítimas desde a tragédia da TAM, em 2007, no Aeroporto de Congonhas, quando houve 199 mortes. As causas ainda não são conhecidas, mas a queda em espiral sugere a ocorrência de um estol, situação em que a aeronave perde o suporte que lhe permite voar, segundo especialistas. Identificação dos corpos Uma força-tarefa do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo identificou até 17 das 62 pessoas mortas no acidente com o avião Voepass, que caiu na última sexta-feira (9). As certidões de óbito de oito dos mortos já foram entregues aos familiares. Parentes de oito vítimas já estavam organizando as cerimônias de despedida em suas cidades. As identificações dos mortos foram feitas através do reconhecimento de impressões digitais. As restantes nove vítimas identificadas aguardam os seus documentos pessoais para que os seus familiares também possam libertar os seus corpos. Os nomes desses mortos ainda não foram divulgados pelo IML. Investigação Nenhum dos ocupantes do voo 2283 sobreviveu. Havia 58 passageiros e quatro tripulantes no avião. A Aeronáutica investiga as causas da queda da aeronave que atingiu duas casas no Condomínio Recanto Florido, no bairro Capela. Não há registro de vítimas entre moradores ou no local. A Polícia Federal e a Polícia Civil também investigam separadamente as causas e responsabilidades do acidente. O Ministério Público (MP) acompanha as investigações. A companhia aérea afirmou em comunicado que o avião que caiu estava apto para voar e sem restrições. A Polícia Técnica Científica de São Paulo afirmou nesta segunda-feira (12) que as vítimas morreram por politraumatismo. O reconhecimento dos órgãos ainda não tem data para acabar. “Hoje temos a convicção de que todos morreram por politraumatismos. É uma certeza científica, a aeronave despencou de uma altura de 4 mil metros e, ao atingir o solo, o choque foi muito grande e todos sofreram politraumatismos”, afirma Vladmir Alves dos Reis, diretor do IML. O manual do fabricante aponta o risco de o ATR perder suporte e girar sob condições severas de gelo. Segundo Reis, as vítimas já haviam morrido com o impacto da queda e só posteriormente foram carbonizadas. “As queimaduras que culminaram na carbonização de alguns corpos foram secundárias ao politraumatismo”. O diretor disse ainda que todas as vítimas serão totalmente identificadas. “Garanto que quando esses corpos forem entregues aos seus familiares eles terão 100% de certeza de que realmente é aquela pessoa. Não liberamos nenhum corpo, nenhuma pessoa, nenhum cadáver a menos que haja certeza absoluta nesta verificação, por isso que a partir de agora o processo será um pouco mais lento.” A Polícia Científica do Paraná enviou 31 amostras de DNA e 19 amostras de documentação odontológica para São Paulo para ajudar especialistas paulistas nesse processo. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou a aeronave KC-390, um cargueiro, para levar os corpos das vítimas de São Paulo ao Paraná. Análise da caixa preta deve apontar o que pode ter causado a queda do avião em Vinhedo O avião Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o modelo que caiu em Vinhedo, o ATR-72-500 da VOEPASS, é um turboélice com 74 assentos. A aeronave é fabricada pela ATR, com sede na França, que é um dos maiores fabricantes de aviação do mundo. Sua documentação estava em dia e todos os tripulantes possuíam licenças válidas. Segundo o fabricante, o ATR-72-500 pode voar a uma velocidade máxima de 511 km/h. O modelo tem 27 metros de comprimento e envergadura, além de autonomia de vôo de 1.324 quilômetros. O peso máximo que o avião pode transportar em serviço é de 7 mil quilos. O avião tinha 14 anos e era um modelo conhecido no mundo da aviação pela capacidade de operar em aeroportos de pistas curtas e de difícil acesso no Brasil e em outras partes do mundo, especialmente na Ásia, onde já houve outros acidentes. Especificações técnicas do ATR-72-500 (conforme fabricante): Número de assentos: 74 Velocidade de cruzeiro: 511 km/h Comprimento: 27 metros Envergadura: 27 metros Altura: 7,65 metros Alcance de voo: 1.324 km Com supervisão de Cynthia Acayaba
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