Joanilde Guajajara, 33 anos, foi morta a facadas na noite de quarta-feira (21), em sua casa, em Amarante do Maranhão. O suspeito do crime é o marido da vítima, que fugiu após o feminicídio. Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, lamenta feminicídio de indígena no MA: ‘morta em local que deveria ser um espaço seguro’ Divulgação A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, do Maranhão, se pronunciou na tarde desta quinta-feira (22), sobre o feminicídio da indígena Joanilde Rodrigues Paulino Guajajara, 33 anos, morta com faca. O crime aconteceu na noite de quarta-feira (21), na residência da vítima, no bairro Industrial, na cidade de Amarante do Maranhão. Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Pelas redes sociais, a ministra destacou que recebeu com “profunda tristeza e raiva” a notícia do falecimento da técnica de enfermagem Joanilde Guajajara, que era da Terra Indígena Arariboia, e ela foi morta pelo próprio marido, identificado como Wendel Machado, que fugiu após o crime. “Quando falamos sobre as mulheres não estarem seguras nem mesmo em suas próprias casas, é disso que se trata. Joanilda (sic) foi morta em sua casa, local que deveria ser um espaço seguro para ela e para todas as mulheres”. Sônia Guajajara destaca que a vítima era indígena e técnica de enfermagem e que é mais uma vítima de feminicídio no Brasil. “Joenilda (sic), jovem indígena, mãe, técnica de enfermagem é mais uma vítima de feminicídio em nosso país. Não podemos aceitar que situações como esta continuem a acontecer, que as mulheres percam a vida dia após dia numa cultura sexista que viola os nossos corpos e nos viola diariamente.” Leia também: Sônia Guajajara é anunciada por Lula como ministra dos Povos Indígenas; veja perfil Quem é Sônia Guajajara, a maranhense que entrou na lista das 100 pessoas mais influentes da revista Time Governadora do MA se reúne com a ministra Sônia Guajajara após escalada de violência contra indígenas no estado Leia, na íntegra, a reportagem do ministro depoimento sobre o caso Mais uma vítima de feminicídio! Recebi com profunda tristeza e raiva a notícia do brutal assassinato de Joanilda Guajajara, da minha Terra Indígena Arariboia, por seu marido, em Amarante (MA). Quando falamos sobre as mulheres não estarem seguras nem mesmo em suas próprias casas, é disso que se trata. Joanilda foi morta em sua casa, local que deveria ser um espaço seguro para ela e todas as mulheres. Joenilda, jovem indígena, mãe, técnica de enfermagem é mais uma vítima de feminicídio em nosso país. Não podemos aceitar que situações como esta continuem a acontecer, que mulheres percam a vida dia após dia numa cultura machista que viola os nossos corpos e nos viola diariamente. Meus sinceros sentimentos a toda família que além de parentes são meus amigos e toda minha solidariedade aos amigos da Joenilda. Desejo muita força neste momento difícil e que a justiça seja feita. Entenda o caso Joanilde Paulino Guajajara foi assassinada com golpe de faca Reprodução A indígena Joanilde Rodrigues Paulino Guajajara, de 33 anos, foi assassinada com faca, na noite de quarta-feira (21), na cidade de Amarante do Maranhão. Segundo informações preliminares, o homicídio teria sido perpetrado pelo marido da vítima, identificado como Wendel Machado, que também é suspeito de assassinar outra mulher em 2021, em Imperatriz, região do Tocantina. Segundo a polícia, Joanilde foi morta dentro da casa onde morava com o marido e dois filhos, no bairro Industrial. O corpo de Joanilde foi encontrado pelo pai, com as mãos amarradas atrás das costas com fita adesiva e diversas marcas de facadas. Joanilde Guajajara trabalhava como técnica de enfermagem no Centro de Parto Normal da Secretaria de Saúde de Amarante do Maranhão. Segundo o irmão de Joanilde, José Guajajara, cacique da Aldeia Guaruru, a vítima usava cabelo curto, pois Wendel cortou o cabelo com uma faca. “Ele cortou o cabelo dela, bateu nela, então pedimos muito para ela ficar longe dele, para largar ele de vez, era isso que queríamos. Agora esperamos que a justiça seja feita”, disse o cacique. A Polícia Civil do Maranhão ainda procura Wendel Machado, que fugiu após a morte de Joanilde. Suspeito já responde por outros crimes, inclusive feminicídio. Wendel e Carla se conheceram pela internet e, em um mês, passaram a morar juntos. Reprodução/TV Mirante Wendel, segundo informações policiais, enfrenta uma ação judicial em Amarante do Maranhão por lesão corporal contra Joanilde e sua filha, sua enteada. O crime foi cometido em 2014. O homem também foi condenado em Amarante do Maranhão por porte ilegal de arma de uso permitido em 2023. Segundo a polícia, Wendel também é responsável pelo assassinato de Carla Tayra Sousa de Oliveira, de 19 anos. . O crime aconteceu em 2021, na cidade de Imperatriz, município localizado a 636 km de São Luís. Naquela época, Wendel já morava com Joanilde Guajajara. Após a morte de Carla Tayra, Wendel ficou preso por menos de seis meses, mas foi libertado em liberdade condicional, sem ser julgado pelo crime de feminicídio. Segundo a polícia, o corpo de Carla Tayra foi encontrado na Avenida Pedro Neiva de Santana, com diversas facadas. Horas depois, o suspeito do crime foi encontrado bebendo em um bar do bairro Bacuri. O caminhão que havia sido visto por testemunhas foi apreendido pela polícia. Os investigadores disseram que encontraram sangue humano no veículo. “O veículo apresentava pequenas quantidades de sangue no chão do carro, mais precisamente no tapete do passageiro. Tudo indica que ele praticou alguma agressão dentro do veículo e depois acabou cometendo o homicídio na parte externa do carro”, informou o perito criminal, Décio Carvalho. Wendel e Carla se conheceram online e, em um mês, começaram a morar juntos. Paralelamente também teve um relacionamento com Joanilde, que terminou por traição. Segundo a família da jovem, o relacionamento durou pouco mais de sete meses, mas foi bastante turbulento. Vários episódios de violência ocorreram nesse período. Segundo a mãe da vítima, Carla havia voltado para casa, mas concordou em sair com Wendel para conversar no dia do crime. “A violência só aumentou, ela chegou cortada, ele cortou o cabelo dela com a faca, bateu nela, cortou as coxas dela, ele tentou furar o pescoço dela, ela estava cheia de marcas de faca, ela estava tentando se defender e ele cortou o dedo dela”, lembra Francisca Maria, mãe da vítima. Polícia procura suspeito de assassinar mulher em Amarante
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