Vrajamany Fernandes Rocha tem 21 anos e foi atacada por um tigre aos 11 anos, em Cascavel. A reabilitação permitiu-lhe aprender a nadar, desporto que se tornou profissão. Jovem que teve o braço amputado após ataque de tigre fala como o esporte entrou em sua vida As Paraolimpíadas de Paris acabaram, mas tem gente treinando forte e de olho na próxima edição. É o caso do paraatleta Vrajamany Fernandes Rocha, de 21 anos, que perdeu o braço direito há 10 anos após ser atacado por um tigre no Zoológico de Cascavel, no oeste do Paraná. Acompanhe o canal g1 PR no WhatsApp Acompanhe o canal g1 PR no Telegram O caso de Vrajamany teve repercussão nacional quando foram divulgadas imagens de turistas, que estavam no zoológico. O ataque do animal de 200 quilos poderia ter causado sua morte, mas a mordida não atingiu artérias importantes por apenas alguns centímetros. Uma mudança que poderia ter resultados diferentes, mas que se tornou um impulso para avançar. E foi justamente durante o processo de reabilitação que o jovem descobriu uma vocação: a natação. Com o sonho de ser campeão mundial, ele treina diariamente para atingir seu objetivo. “O esporte foi algo que realmente me abriu os olhos, me mostrou como funciona a vida e é uma forma de aprender, aprendo muito com o esporte. […] É muita dor, mas sei que não vou sair do esporte sem ter sido campeão mundial”, garantiu Vrajamany ao g1. 10 anos depois de ser atacado por um tigre e perder o braço, jovem vira para -atleta e sonhos com as Paraolimpíadas Arquivo pessoal Da reabilitação ao sonho com as Paraolimpíadas Após três semanas de internação após o ataque do animal em 2014, o jovem conta que inicialmente foram seis meses de atividades intensas como fisioterapia, terapia ocupacional, psicológica e Apoio ao condicionamento físico para recuperação total da lesão Depois disso, os profissionais que acompanharam Vrajamany recomendaram que ele fizesse atividade física regularmente para manter a saúde equilibrada. Mesmo sendo atleta amador, ele se destacou e foi convidado a treinar no Brasileiro. Centro Paralímpico, em São Paulo (SP), em 2018. “Até então era coisa de escola.” Ainda assim, nada muito profissional, mas comecei a treinar no Centro Paralímpico, no mesmo local onde treina parte da seleção brasileira de natação. , e conheci parte da equipe, são pessoas muito admiráveis, fortes, com uma força muito admirável”. Foi neste espaço que conheceu o também paraatleta Gabriel Cristiano. Ele foi atropelado por um trem no Guarujá e teve que amputar o braço esquerdo. Gabriel Cristiano participou das Paraolimpíadas de Paris, mas não conquistou medalha nesta edição parisiense. O acidente aconteceu no dia 30 de julho de 2014, no Zoológico de Cascavel RPC Cascavel/Reprodução Ao ver outro atleta com a mesma deficiência se destacando no esporte, ele diz não ter dúvidas de que seria a natação que o tornaria campeão. Além do ambiente competitivo e desafiador, que encanta o jovem, ele explica que a natação ofereceu oportunidades para mostrar aos outros que é possível continuar diante das dificuldades, seguindo o exemplo de Gabriel, sua grande inspiração. “O Gabriel treinou muito para chegar nesses tempos, para conseguir esse condicionamento. Então, sei que ele passou por uma jornada muito árdua e que aprendeu muito até chegar nesses 27 [segundos]. Esse tempo é apenas uma representação de toda a força que ele tem, de tudo que ele passou na vida”, destacou Wrajamany sobre a trajetória de Gabriel. Adaptação durante a pandemia e novas oportunidades Por conta da pandemia de Covid, os treinos de natação foram suspensos, e o a preparação do atleta precisou ser adaptada. A rotina de exercícios passou a ser feita em casa. Ele explicou que a mudança não foi fácil, mas que continuou trabalhando duro para manter o corpo ativo, com resultados que vieram depois com as medalhas conquistadas. campeonatos nacionais de natação Arquivo pessoal “Entrei na pandemia como um dos últimos do ranking brasileiro. Aí comecei a treinar sozinho, em casa, no meu quarto, sem treinador, sem nada. Em 2021, treinei por causa de uma piscina, uma associação filantrópica que tinha no meu bairro, tive lá um professor que me ajudou muito”, lembrou o atleta. “Voltei às piscinas como campeão brasileiro duzentos medley, Também me dei bem no borboleta, que naquele ano ficou em 9º lugar no mundo”, disse o jovem. Com os bons resultados pós-pandemia, foi convidado a participar do Praia Clube, em Uberlândia, Minas Gerais, o centro de treinamento onde o jovem está atualmente “Aqui tenho a oportunidade de brigar por vagas nos campeonatos mundiais nas Paraolimpíadas. No Brasil é sempre muito complicado, porque é muito difícil se classificar internacionalmente porque são apenas dois ou três. vagas por ano do país, entre todas as classes, para poder se qualificar internacionalmente para poder competir internacionalmente”, explicou o jovem. O jovem segue uma rigorosa rotina diária de treinos que inclui, além da natação, uma série de atividades supervisionadas por diversos profissionais. Tudo em busca de realizar o sonho de alcançar o tempo necessário para a qualificação olímpica. Um novo sentido para a vida Wrajamany treina diariamente para realizar o sonho de competir nas Paraolimpíadas Arquivo pessoal O ataque do tigre O jovem, hoje com 21 anos, tinha apenas 11 anos quando foi atacado pelo tigre no Zoológico de Cascavel. Ele caminhava com o irmão e pai Marcos do Carmo Rocha, que foi condenado pela Justiça em 2019 e recorreu da decisão. Desde o dia em que tudo aconteceu, ele se lembra com clareza de cada detalhe e de como o que poderia ter sido uma tragédia se transformou em um novo sentido para a vida graças ao esporte. “Uma ilusão que eu tinha era que eu não conseguia fazer as coisas, que eu era diferente das outras pessoas, sabe? Que certas pessoas são capazes e eu não. E o esporte me ensina que isso é mentira, que isso era uma coisa que ficou na minha cabeça porque é um pensamento comum na sociedade”, disse o jovem. Determinado a continuar sonhando com as Paraolimpíadas e outros campeonatos mundiais, o jovem também cuida com carinho da saúde mental. Para o que chamou de um novo sentido para a vida, Vrajamany deixa uma mensagem de otimismo e autocuidado, essenciais para uma vida plena. “Tudo começa na mente, uma pessoa que tem a mente bem alinhada, uma mente sã, não vai querer ficar com um corpo não saudável. Então, uma pessoa com a mente alinhada vai querer investir no seu corpo”. O jovem destaca a importância da atividade física para a saúde mental. “Então, se você quer cuidar do corpo e da saúde mental, também precisa praticar atividade física. Pode ter certeza que ninguém se arrepende de praticar atividade física. Só quem não faz nada se arrepende”, refletiu o jovem homem. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 PR Leia mais notícias da região no g1 Oeste e Sudoeste.
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