A fumaça é resultado do incêndio na Flona e das queimadas nas regiões Norte e Sudeste, diz Instituto Brasília Ambiental. A umidade do ar nesta quinta-feira chegou a 11%, segundo o Inmet. Incêndio atingiu Floresta Nacional de Brasília por três dias. Incêndio começou na terça (3) e foi controlado na quinta (5). TV Globo/Reprodução Com queimadas ao longo da semana, a qualidade do ar na capital federal foi considerada péssima nesta terça-feira (3), dia em que começou o incêndio na Floresta Nacional de Brasília (Flona). Clique aqui para acompanhar o canal do g1 DF no WhatsApp. Nesta quinta-feira (5), a medição, realizada pelo Instituto Ambiental de Brasília (Ibram), indica a qualidade do ar como “moderada”, o que significa que as pessoas podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A baixa umidade do ar – que chegou a 11% nesta quinta-feira, quando o ideal é de 60% segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – contribui para a sensação de desconforto (saiba mais abaixo). A qualidade do ar medida pelo Ibram possui cinco classificações: Bom: quantidade de micropartículas entre 0 e 40. Sem efeitos à saúde. Moderado: quantidade de micropartículas entre 41 e 80. Pessoas de grupos sensíveis como crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada. Ruim: número de micropartículas entre 81 e 120. Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis podem sofrer efeitos de saúde mais graves. Muito ruim: número de micropartículas entre 121 e 200. Toda a população pode apresentar piora dos sintomas como tosse seca, cansaço, queimação nos olhos, nariz, garganta, falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves na saúde de grupos sensíveis. Terrível: número de micropartículas entre 201 e 400. Toda a população pode apresentar sérios riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis como crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e cardíacas. “Nosso horizonte é mais esfumaçado, com aumento da concentração de material particulado, proveniente das queimadas que ocorrem no Distrito Federal e no nosso entorno mais próximo”, afirma Ibram. Segundo o Ibram, a fumaça é proveniente do incêndio na Floresta Nacional de Brasília (Flona), que levou três dias para ser controlado, e também de incêndios nas regiões Sudeste e Norte do país, segundo o Ibram. Índice de fumaça tóxica de material particulado encontrado no ar do DF. Divulgação/Ibram Composta por gases tóxicos, como o monóxido de carbono (CO) e o material particulado fino (PM2,5), ou seja, minúsculas partículas que ficam suspensas no ar, a fumaça é altamente prejudicial à saúde. O Ibram enviou o índice de material particulado registrado nos últimos dias no DF (veja gráfico acima). O índice subiu consideravelmente no final de agosto, segundo o instituto. Uma das consequências é o agravamento de doenças respiratórias, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), e o aumento do risco de doenças cardiovasculares. “A exposição prolongada a esses compostos tóxicos pode gerar uma crise de saúde pública”, afirma Margareth Dalcolmo, pneumologista e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Baixa umidade Além da fumaça, a umidade, que chegou a 7% na terça (3), subiu um pouco, mas continua baixa com recorde de 11% no Gama, nesta quinta (5), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet ). Dois alertas de perigo para baixa umidade no DF foram anunciados pelo Inmet nesta quinta-feira: Entre 13h e 19h: alerta laranja de perigo para baixa umidade, que deve variar entre 20% e 12%. Entre 13h e 17h: alerta vermelho de grande perigo por baixa umidade, que deve ser inferior a 12%. Recomendações do Ministério da Saúde O Ministério da Saúde divulgou orientações para evitar a exposição à fumaça intensa causada por incêndios: Aumentar a ingestão de água e líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e, assim, melhor protegidas. Reduza ao máximo o tempo de exposição, recomendando que fique em local fechado, em local ventilado, com ar condicionado ou purificadores de ar. Portas e janelas devem permanecer fechadas em horários com altas concentrações de partículas, para reduzir a penetração de poluição externa. Evite atividades físicas em horários de alta concentração de poluentes atmosféricos, e entre 12h e 16h, quando as concentrações de ozônio são mais altas. O uso de máscaras, panos, lenços ou bandanas do tipo “cirúrgico” pode reduzir a exposição a partículas grossas, principalmente para populações que moram próximas à fonte de emissão (lareiras) e, portanto, melhorar o desconforto nas vias aéreas superiores. Já o uso de máscaras respiratórias do tipo N95, PFF2 ou P100 é adequado para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população. Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes devem prestar atenção redobrada às recomendações descritas acima para a população em geral. Além disso, devem estar atentos a sintomas respiratórios ou outros problemas de saúde e procurar atendimento médico o mais rápido possível, se necessário. “Para se proteger da fumaça de queimadas e incêndios, deve-se evitar exposição ao ambiente externo, inclusive atividade física. Recomenda-se o uso de máscara padrão N95, principalmente em locais mais próximos da fumaça”, afirma Pedro Genta, pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Fora isso, pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, imunológicos, entre outros, também devem, segundo o Ministério da Saúde: Procurar atendimento médico para atualizar seu plano de tratamento. Mantenha à disposição medicamentos e itens prescritos pelo profissional médico em caso de crises agudas. Procure atendimento médico caso ocorram sintomas de crise. Avalie a necessidade e segurança de sair temporariamente da área impactada pela sazonalidade dos incêndios. LEIA TAMBÉM: FUMAÇA NO HORIZONTE: o que há na fumaça tóxica das queimadas e por que ela faz mal ao nosso organismo VÍDEOS: incêndio na Floresta Nacional de Brasília é controlado após 3 dias; bombeiros continuam monitorando Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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