Um homem foi preso acusado de torturar e matar um paciente em uma clínica de reabilitação em Cotia, na Grande São Paulo. Matheus de Camargo Pinto, de 24 anos, trabalhava como monitor no local há cerca de 15 dias.
O crime aconteceu nesta segunda-feira (8) na Estrada Velha do Aguassaí, na Comunidade Terapêutica EFATA, mas a polícia acredita que Jarmo Celestino de Santana, de 55 anos, sofreu repetidas torturas desde sexta-feira (5), quando foi internado no local, como explica o delegado Adair Marques Correa Junior:
“Eles começaram na sexta-feira, sempre sob o argumento de que estavam fazendo isso para tentar conter o homem, porque ele estava muito agitado, tendo acessos de raiva. Então, os ataques foram justificados, segundo eles, pelo uso da força para tentar mantenha a vítima calma”, diz.
Um vídeo que circula nas redes sociais, gravado naquele dia, mostra o mesmo paciente com as mãos amarradas nas costas, amarrado a uma cadeira, sem camisa. Outros quatro homens aparecem rindo da situação.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o vídeo foi gravado por Matheus. Ele também enviou um áudio, por mensagem, em que confessa ter agredido a paciente.
O monitor foi preso em flagrante e o caso foi registrado como tortura na Delegacia de Cotia. O corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal.
Outros funcionários podem ser responsabilizados pelo crime
O delegado Adair Marques Correa Junior explica que outros funcionários poderão ser responsabilizados:
“A investigação ainda está em andamento. Todas as pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com a vítima, todos os funcionários que ali estiveram, que auxiliaram nos ataques ou que se abstiveram de impedir esses ataques, deverão enfrentar acusações criminais com base na sua participação”, ele afirma.
Donos de clínicas foram acusados de maus-tratos em 2019
Cleber Silva e Terezinha Conceição, responsáveis pela clínica, já responderam criminalmente por maus-tratos contra quatro adolescentes internados em outra unidade terapêutica administrada por eles, em 2019, mas o crime caducou e eles nunca foram punidos.
O que dizem a prefeitura e os citados
Em nota, a Prefeitura de Cotia informou que uma equipe esteve no local nesta terça-feira e constatou que se tratava de uma clínica particular clandestina, sem qualquer tipo de autorização para funcionamento. Ele afirmou ainda que o local foi fechado e os pacientes internados serão retirados do espaço sob fiscalização da prefeitura.
A defesa do casal responsável pelo local afirmou que os clientes não vão se manifestar porque estão abalados. Ele disse ainda que Cleber e Terezinha foram informados do caso pela polícia.
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