Para especialistas, a medida do governo não surpreende. O governo vai convocar 170 mil trabalhadores com pedidos indeferidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para assinarem acordos nos próximos 90 dias. As medidas visam acordos com pessoas que já iniciaram ou poderão interpor ações judiciais contra o Executivo, onde a União tem grandes chances de perder. Minha Casa Minha Vida: financiamento e preço de imóveis usados serão restringidos pelo governo Greve no INSS: governo federal anuncia nova rodada de negociações com servidores Para especialistas, a medida do governo não surpreende. Embora avaliem como positivo, apontam que o próprio INSS deve reavaliar alguns procedimentos internos, já que há casos de pedidos indeferidos pelo instituto e deferidos pela Justiça. — É uma boa ferramenta. Evitaremos ações judiciais, despesas e todo o custo de um processo, mas precisamos trabalhar a legislação administrativa. É preciso ver o que há na regulamentação do INSS que está fazendo com que o INSS o rejeite e a justiça o conceda — afirma Leandro Murilo Pereira, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP). Pereira comenta que a medida é considerada viável por muitos na área. No entanto, existem preocupações, pois falta um representante na outra ponta. — A preocupação é a forma como será trabalhado e o fato de não ter sido chamado um representante do outro lado. De um lado está o cidadão e do outro o INSS, mas representando o INSS está o procurador-geral. Esta disparidade de representação causou surpresa, mas nada que não possa ser buscado para melhoria. ‘Medida paliativa’ O especialista em Direito Previdenciário Theodoro Agostinho reconhece que a medida permitirá que cada vez mais pessoas obtenham seus benefícios. Mas ele admite alguma preocupação sobre a forma como os acordos ocorrerão. Em relação à economia esperada de R$ 225 milhões apenas com o pagamento de juros, Agostinho avalia que é preciso mais do que uma “medida paliativa”: — Como diz o ditado popular, é limpar o gelo. Como a base do INSS é precária, vocês fazem esse acordo com esses 170 mil agora, mas tem mais ações chegando. Precisa de uma reestruturação geral em todas as frentes e não de uma medida paliativa e criticável — afirma. João Badari, diretor de Ação Judiciária do Instituto de Estudos Previdenciários (IEPREV), avalia que a desjudicialização é economicamente interessante tanto para a União quanto para os segurados. Ele acredita que novas ondas de acordos virão, especialmente se surgirem novas jurisprudências dos tribunais superiores. — Acredito que haverá novas ondas de acordos, dependendo da jurisprudência dos tribunais superiores. É muito importante porque desobriga o Judiciário de teses que já estavam consolidadas em instância superior. Não há motivo para gastar com ações já que o processo será perdido pela União — comenta. Ele entende que nos próximos 90 dias o governo começará a convocar 170 mil trabalhadores com pedidos de aposentadorias e pensões indeferidos pelo INSS. Esses casos já contam com jurisprudência favorável. O objetivo é fechar acordos e iniciar pagamentos antes que se transformem em ações judiciais. A medida deverá economizar R$ 225 milhões apenas em juros, sem incluir custos processuais. Uma recente portaria da Advocacia-Geral da União (AGU) permitirá parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e o INSS. Batizado de “Pacífico”, o projeto começará pelos mais vulneráveis, como trabalhadores rurais, aposentadoria, auxílio-maternidade e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo também deverá criar um link no aplicativo Meu INSS para que os solicitantes do benefício possam entrar em contato com a AGU para chegar a um acordo. Saiba mais taboola
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