Ao final da primeira semana de campanha, a estratégia dos três principais candidatos a prefeito do Rio reflete o cenário revelado nas últimas pesquisas. Líder em intenções de voto, Eduardo Paes, do PSD, mantém agenda como prefeito normalmente; Alexandre Ramagem, do PL, enfrenta o desafio de se tornar um nome mais conhecido entre o eleitorado; Tarcísio Motta, do PSOL, tenta tirar votos de Paes na esquerda.
Segundo a última pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (22), Eduardo Paes tem ampla vantagem na eleição, com 56% das intenções de voto. Nesse contexto, o prefeito subiu o tom contra o governador Cláudio Castro, apoiador da candidatura de Ramagem, criticando o governo do estado em relação à segurança pública.
Para o cientista político Josué Medeiros, Paes – confortável em 2024 – já projeta um confronto político com o grupo de Castro em 2026.
“Foi o grande acontecimento da primeira semana de eleições no Rio. Ou seja, essa eleição já está decidida, então o que está em jogo não é a eleição em si, sabe? Paz será reeleito, o que está em jogo são as suas consequências e, por exemplo, uma possível disputa entre Paz e o grupo de Cláudio Castro em 2026. Isso me afetou muito’, analisou.
Alexandre Ramagem, nome de Jair Bolsonaro no Rio, investiu na gravação de programas de TV, participando de audiências e calendários em grandes regiões, como Centro e Zona Oeste.
Josué Medeiros também destaca as dúvidas dos eleitores de Bolsonaro em relação ao candidato. Paes, apoiado pelo presidente Lula, absorveu os votos desta parcela do eleitorado.
‘Ele tem uma insegurança. Uma crítica muito forte em torno de Bolsonaro em relação à preparação de Ramagem. Havia muita dúvida se ele teria capacidade para cumprir esse papel de candidato a conseguir os 30% do bolsonarismo. Então, ele tem audiência, suspende dois dias de campanha. E o que ele fez antes foi tentar ser mais conhecido. Então, Zona Oeste, Central’, destacou.
Ramagem, com 9%, e Tarcísio Motta, 7%, estão empatados tecnicamente no Datafolha, e tentam forçar um possível segundo turno. Sem a força do bolsonarismo no município, Tarcísio apostou em pautas na bolha da esquerda para tentar recuperar possíveis votos para Eduardo Paes.
‘Tarcísio está fazendo agendas típicas do PSOL. Praça São Salvador, Centro, Santa Tereza, Cacique de Ramos. Ele ainda está dentro da estratégia de conseguir o voto da esquerda que não quer ir para Eduardo Paes – ou o que pode vir de Eduardo Paes, já que Eduardo Paes vai muito bem nas pesquisas. Isso é bom para Tarcísio. Tarcísio pode ligar para os eleitores de esquerda e dizer: ‘Não precisam votar em Eduardo Paes, não há risco de o bolsonarismo vencer. Vamos fortalecer uma candidatura de esquerda”, explicou José Medeiros.
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