Até o momento, a hipótese mais provável para a queda do avião que partia do Aeroporto de Cascavel, no Paraná, e caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, é a parar. Esta possibilidade é apoiada tanto pela história do modelo envolvido, ATR-72bem como as imagens registradas momentos antes do acidente. O avião, pertencente à empresa VoiPass, possivelmente enfrentou formação de gelo nas asas, conforme sugerem as condições climáticas no momento do voo. Especialistas analisam esses fatores como as principais causas do acidente.
Em conversa com a CBN, especialista em gestão de risco, Gustavo Cunha Meloexplica os riscos específicos do fenómeno de estol na aviação.
“A formação de gelo é comum em certas altitudes e é muito mais perigosa em aeronaves turboélice. Você tem que estar muito atento. Obviamente, quando você tem uma formação pior, ou seja, a meteorologia piorou, ou seja, piorou esse cenário, a formação de gelo ainda é um ponto que é mais relevante que o normal’, explicou.
O especialista destacou ainda que a hipótese de formação de gelo é a mais cogitada no momento, principalmente porque os vídeos mostram a aeronave aparentemente intacta antes de atingir o solo. As asas estavam visivelmente intactas, os motores pareciam funcionar normalmente e havia combustível suficiente, evidenciado pelo grande incêndio que ocorreu após a queda. Estas observações reforçam a hipótese de formação de gelo, causa já registada em outros acidentes envolvendo este tipo de aeronaves. Cunha Mello explica que, após a formação do gelo, é extremamente difícil para o piloto contornar a situação. Embora o avião esteja equipado com dois dispositivos projetados para corrigir esse problema, reduzir a altitude também costuma ser uma solução eficaz.
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Além disso, o meteorologista Guilherme Alvesda Climatempo, explicou que, na região, passava uma frente fria, que provocou chuva no momento do acidente. No entanto, estas chuvas foram fracas e não pareceram ser um fator determinante no outono.
‘Tínhamos essa condição de frente fria, está passando agora aqui pelo estado de São Paulo e frente fria está sempre associada a mau tempo. Mas neste caso, esta frente fria em particular, não tem fortes trovoadas atualmente associadas. No momento da queda do avião, a chuva estava fraca. Não havia uma condição climática muito instável no momento. As condições eram estáveis’, declarou ele.
Para a CBN, porta-voz do PM, Coronel Emerson Macerafalou um pouco sobre a situação que os bombeiros encontraram no local.
‘O cenário é muito triste. Temos aí, visualmente, alguns corpos. Ainda não é possível contar. É uma cena de muita tristeza, de destruição total mesmo. E agora nosso trabalho está focado em limpar o local para trabalhos forenses e depois identificar os corpos”, relatou.
Os bombeiros informaram que o combate às chamas e o resfriamento da área foram concluídos, permitindo que o local fosse liberado para fiscalização do CENIPA, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Os corpos serão então identificados e encaminhados ao IML paulista.
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