Da manipulação amorosa à invasão de WhatsApp, veja uma lista de recomendações sobre o que fazer para não cair em perigo. A tecnologia tem grande potencial para fortalecer a segurança, mas também pode trazer riscos aos usuários no dia a dia. Com dispositivos e estratégias cada vez mais aprimorados, os crimes cometidos na internet experimentam uma tendência de crescimento global. No Brasil, foi registrado um golpe a cada 16 segundos, segundo a edição 2024 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada na semana passada. Pensando nisso, o EXTRA elaborou uma lista com os dez golpes mais frequentes e dicas para o internauta se proteger de cada um deles (veja o infográfico). Assista online: Seminário EXTRA debate tecnologia e segurança Deepfake: o que é e como não cair em golpes nas redes sociais e por telefone No estado do Rio, diferentes tipos de fraudes saltaram de 201, em 2015, para 11.485 em 2023, impulsionada principalmente pela tecnologia, apontou o Instituto de Segurança Pública (ISP). A engenhosidade dos criminosos envolve até uma cadeia produtiva do crime. Os fraudadores são divididos em “setores”, dependendo do tipo de golpe. No caso das instituições financeiras, envolvendo instituições bancárias, categorizam quem fará contato com os clientes, quem é o responsável por imitar o aplicativo ou site oficial da empresa, quem invade computadores e celulares, quem lava o dinheiro e assim por diante. — É um crime rentável e seguro, então acaba tendo um custo-benefício maior para o criminoso do que crimes físicos, por exemplo, com mais riscos. E há de tudo, desde criminosos especializados dentro de gangues organizadas até um cara isolado com conhecimento de informática. Golpes bancários possuem até segmentos especializados para pessoas físicas ou jurídicas — explica Emilio Simoni, especialista em golpes e fraudes digitais. Até Gabigol caiu: Bandidos usam IA para sofisticar golpes no Rio Há cerca de cinco anos, segundo Simoni, houve um movimento de quadrilhas que atuavam no tráfico de drogas nos estados do Rio, Goiás e São Paulo e migraram para crimes na internet. As investigações mostraram que muitos dos criminosos já haviam sido presos ou tinham notas por tráfico de drogas. Os golpes virtuais enquadram-se no crime de peculato — o famoso artigo 171 do Código Penal —, que ocorre quando um criminoso engana a vítima com o objetivo de obter alguma vantagem, geralmente financeira. O tipo de fraude varia e é atualizado cada vez que um caso chega ao conhecimento da população. Boletins adulterados, avisos bancários falsos, ofertas de emprego ou negócios com lucros exorbitantes e até mesmo um relacionamento amoroso são usados para manipular e roubar alvos. Após confrontos: Secretário de Segurança do Rio diz que PM ‘neutralizou’ atividades de tráfico de drogas no Complexo de Israel — A diretriz número um para as pessoas é desconfiar. Algo que chega online e é muito bom ou oferece vantagens extravagantes tem grandes chances de ser enganado. Não forneça dados, confirme com fontes oficiais. Para as empresas, é preciso ter maturidade nos processos de Tecnologia da Informação, investir em backup online e off-net e investir em política de segurança — afirma Simoni. Alguns sinais podem servir de alerta, diz delegado Em março deste ano, um homem conhecido como “golpista do Tinder” foi preso e investigado por fraude sentimental contra pelo menos 11 mulheres, no Rio e em São Paulo. Os acusados contraíram empréstimos com as vítimas, que, juntos, chegaram a R$ 1,8 milhão. Ele foi solto em 24 de maio e atualmente está em liberdade. — Apresentam-se como pessoas com independência financeira e negócios promissores. Assim que ganham confiança, inventam um problema e pedem preços. Quando a vítima percebe que não receberá de volta, o golpista desaparece — explica Fabio Souza, delegado do 34º DP (Bangu). Inédito: Pesquisadores encontram cocaína em tubarões capturados no Rio Embora a prevenção seja difícil, alguns sinais podem servir de alerta: — É complexo porque gera confiança. Mas geralmente não apresentam familiares e amigos, isolam o relacionamento ou criam falsos parentes. A orientação é nunca emprestar valores que serão necessários. Houve uma vítima que fez um empréstimo de R$ 200 mil e terá que pagar. Como recebe diariamente vítimas de golpes virtuais, a unidade conta com um policial específico para atender os casos, além de uma unidade de inteligência, afirma o delegado: — Geralmente é um crime cometido sem violência e grave ameaça, por isso o criminoso raramente é preso e apenas se a vítima quiser continuar com a investigação. Muitos não querem fazê-lo por medo ou porque recuperaram alguma quantia. Rio-2016: Legado Olímpico teve impacto de R$ 51 bilhões na economia carioca, segundo estudo O empresário Matheus Ramadas, de 29 anos, sofreu outro tipo de golpe: sua conta no Instagram foi hackeada. O golpista republicou vídeos antigos nos stories, para ganhar credibilidade, e depois adicionou um texto divulgando um esquema de pirâmide do PIX, onde a pessoa depositava um valor e recebia em troca uma quantia maior. — O texto dizia algo como “amigos, estou ganhando muito dinheiro com isso”. Alguns contatos perguntaram como funcionava, mas horas depois a plataforma bloqueou o contato dele, ninguém realmente fez depósito — relata o empresário. 10 golpes digitais para ficar atento: Golpe do 0800: criminosos se passam por bancos para alertar sobre uma transação falsa e suspeita e pedem que liguem para um número 0800. Para cancelar a operação, a vítima é induzido a fazer uma transação ou fornecer um número de e-mail. conta e senha. Dica: não faça ligações para números de telefone recebidos por mensagens. Procure os canais oficiais do banco ou fale com seu gerente. Golpe de romance em aplicativos: a pessoa usa um perfil falso para conhecer a vítima, ganha sua confiança e depois pede dinheiro e oferece esquemas fraudulentos. Dica: desconfie. Evite fornecer dados pessoais, pesquise seu nome completo e confira fotos, agende uma videochamada e, se combinar encontro, apenas em local público movimentado. Golpe de Imposto de Renda: aplicativos falsos se passam por plataformas oficiais do governo e roubam dados pessoais da vítima para realizar compras ou transações bancárias. Dica: baixe o aplicativo ou acesse o link direto no site da Receita Federal. Golpe da nota: Criminosos alteram o código de barras ou QR Code da nota Pix, que direciona o dinheiro para contas bancárias. Dica: Leia o nome do destinatário ao pagar. Se você tiver dados de uma pessoa aleatória, e não da empresa fornecedora, não pague. Golpe de atribuição: oferta de emprego online em uma empresa de marketing digital para ganhar dinheiro rápido e fácil nas redes sociais. O golpista paga valores baixos, mas depois cobra um valor da pessoa para participar, com a promessa de que será recuperado — o que não acontece. Dica: O conselho é não fazer transações para garantir um emprego ou negócio. Golpe de clonagem de WhatsApp: o criminoso envia uma mensagem se passando por uma empresa onde a vítima está cadastrada e pede um código de segurança já enviado, para atualizar ou confirmar um cadastro. A conta do WhatsApp é replicada e o golpista pede dinheiro aos contatos da pessoa. Dica: Nunca insira seu código de segurança do WhatsApp. Outra medida é habilitar a “verificação em duas etapas” no app. Golpe de engenharia social com WhatsApp: O criminoso tira fotos da vítima nas redes sociais, descobre contatos e com um novo número de celular, envia mensagem dizendo que precisava trocar de telefone. Então ele pede dinheiro dizendo que está em uma emergência. Dica: Tenha certeza do troco e não faça nenhuma transação até falar com quem está pedindo o dinheiro. Golpe de phishing: são e-mails ou mensagens de bancos e empresas falsas, que induzem o usuário a clicar em links maliciosos que levam a páginas falsas, onde a pessoa insere senhas e dados pessoais. Dica: Verifique o domínio do e-mail (xx@nomedaempresa), e confira as informações diretamente no site ou app da instituição. Golpe de saque total do FGTS: Sites falsos anunciam que o saque geral do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi liberado. Um chatbot simula atendimento oficial e rouba dados das vítimas. Dica: Consulte diretamente com o banco, no site da empresa ou ligue para tirar dúvidas. Golpe de acesso remoto: O criminoso se passa por bancário e envia um link para instalação de um aplicativo que resolverá um suposto problema. O aplicativo é um malware que dará acesso ao celular. Dica: não instale. O banco nunca solicita a instalação de um aplicativo para supostamente regularizar a conta. Texto inicial do plugin
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