Comemorado nacionalmente pela primeira vez nesta sexta-feira, o gênero musical foi carro-chefe de muitas casas noturnas que acabaram virando igrejas e supermercados. Aprovado pelo Senado Federal na última segunda-feira, projeto de lei elegeu o dia 12 de julho como Dia Nacional do Funk. A data, comemorada nesta sexta-feira, é uma homenagem: no dia 12 de julho de 1970, a recém-inaugurada Cervejaria Canecão sediou o Baile da Pesada, considerada a festa que deu início à popularização do funk. O espaço foi posteriormente transformado na casa de shows Canecão, que fechou portas em 2010 (e tem reabertura prevista para 2026, após a construção de um complexo cultural integrado no local). Em Cordovil: Marceneiro perde dentes e tem mandíbula dilacerada após explosão de panela de pressão em escola municipal Morto em casa: Perícia técnica produzida pelo Ministério Público foi desconsiderada em sentença, dizem representantes do caso João Pedro Pioneiro do gênero, DJ Marlboro, com seu “Funk Brasil”, lembra que o funk apoiou muitos clubes que não conseguiam mais sobreviver apenas com o dinheiro de seus associados. No entanto, na sua opinião, muitas empresas faliram após uma “perseguição aos bailes”. — Os clubes eram um misto de aulas, onde havia socialização. Foi onde o morador da favela conheceu o cara de classe média. Mas os bailes foram praticamente expulsos do asfalto — observa Marlboro, que também destaca que o funk teve que se refugiar na favela e falou em paz e harmonia, na tentativa de “conquistar” o público de fora. — Sem esperança de conquistar o asfalto, começa a proibição. O Castelo das Pedras, em Rio das Pedras, fechou as portas. Atualmente funciona no local o Shopping Hudson Pontes/ Agência O Globo/31-03-2008 Não é difícil se deparar com um vídeo que mostra imagens de bailes que marcaram época na década de 1990. Alguns palcos que sediaram esses eventos, porém, só existem na memória: alguns deram lugar a supermercados, shoppings e até igrejas. Castelo das Pedras, por exemplo, em Rio das Pedras, na Zona Oeste, fez falta em 2018. Na época, o dono do empreendimento, Geiso Turques, relatou que ter começado a frequentar igrejas evangélicas foi o que mais influenciou no fim a danca . Atualmente, um shopping — com academia, farmácia e praça de alimentação — está localizado no endereço, na Estrada de Jacarepaguá. Peixão: Depois dos terreiros, traficante do Complexo Israel que se diz evangélico teria ameaçado igrejas católicas A mesma situação aconteceu com o Big Field Show, em Campo Grande — que fechou em 2013 e seu terreno hoje abriga um supermercado — e com o i9 Music, em São Gonçalo, que encerrou suas atividades em 2015, e deu lugar a uma igreja evangélica. Sob nova gestão Mas nem tudo foi por água abaixo. Existem também salas de concerto que renasceram nos últimos anos. O Olimpo, na Penha, é um exemplo: depois de sete anos fechado, reabriu no ano passado. Basta um clique na página do local para conferir que a agenda cultural se mantém com samba, pagode e, claro, funk. Todos os sábados acontece o “Furduncinho”: no dia 20, o Furacão 2000 — que já gravou até um DVD por lá — é uma das atrações. O Clube Mauá de São Gonçalo, local onde Claudinho e Buchecha já ganharam até festival de música, é outro que continua funcionando. Mas com um toque diferente: além de natação, futebol e oficina de dança, a programação oferece danças flashback. Na Rocinha, Zona Sul do Rio, o Clube Emoções — tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) por sua “importância cultural” — também está ativo, mas com programação bem menos frequente do que no passado, conforme informou William de Oliveira, diretor da Associação de Moradores da Rocinha.
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