Reunião sobre investigação contra Flávio Bolsonaro ocorreu em reunião gravada pelo ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem. Os participantes da reunião negam qualquer irregularidade. O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira (15) o áudio de reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro; dois advogados de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro; o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem; e o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. O encontro ocorreu em agosto de 2020, durante o governo Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, o encontro apresenta indícios de que Bolsonaro e seus aliados discutiram formas de usar órgãos públicos para blindar Flávio na investigação da qual ele era alvo na época: o inquérito das rachadinhas. Moraes levanta sigilo do áudio de reunião com Jair Bolsonaro encontrado no computador de Ramagem O que era investigado sobre Flávio no caso das rachadinhas Em outubro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou o senador Flávio Bolsonaro, seu ex-assessor Fabrício Queiroz, de tribunal e outros 15 investigados pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no esquema “rachadinha”, na época em que Flávio Bolsonaro era deputado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Flávio Bolsonaro foi acusado de chefiar uma organização criminosa que arrecadava parte dos salários de seus ex-funcionários em seu benefício – prática conhecida como “rachadinha”. O senador nega ter cometido os crimes. Segundo o MP, foram identificados pelo menos 13 assessores que repassavam parte de seus salários ao ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz. Segundo documento do órgão, ele recebeu 483 depósitos em sua conta bancária, mais de R$ 2 milhões. Leia também: Reunião gravada: Bolsonaro e pessoas ao seu redor discutiram convocação de órgãos oficiais para reverter investigação sobre Flávio Ramagem diz que gravou reunião com aval de Bolsonaro para registrar suspeitas que acabaram não ocorrendo. A advogada de Flávio Bolsonaro diz que não sabe o motivo da presença de Jair Bolsonaro na reunião sobre o caso da crack da PF: Abin espionou os auditores da Receita Federal que investigaram Flávio Bolsonaro, e o presidente discutiu o caso com Heleno em reunião gravada Em novembro de 2021, o O STJ anulou as decisões do juiz de primeira instância que quebrou o sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e de outros 102 alvos. No mesmo mês, o STF anulou quatro dos cinco Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que apoiavam a investigação da “rachadinha”. Com essas decisões, restou válido apenas o primeiro RIF, que iniciou a investigação da “rachadinha” ao detectar movimentações financeiras consideradas suspeitas por Fabricio Queiroz, assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Após a anulação das principais provas da investigação do STJ e do STF, o MP pediu ao Órgão Especial do TJ do Rio que a denúncia contra Flávio Bolsonaro fosse arquivada, ou seja, extinta sem análise de mérito. Mas, em maio de 2022, os juízes do Órgão Especial rejeitaram a denúncia por falta de justa causa, em vez de arquivá-la. Em setembro de 2023, a 5ª Turma do STJ manteve a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio que rejeitou, ao invés de arquivar sem resolução de mérito, a denúncia contra o atual senador. O que foi discutido na reunião gravada Ouça o áudio completo em que Bolsonaro e aliados discutem a blindagem de Flávio Bolsonaro A reunião gravada, revelada pelo STF, foi obtida pela PF em investigações sobre atuação paralela da Abin no governo Bolsonaro para beneficiar o ex-presidente e sua família. Em determinado momento da reunião gravada, a advogada Luciana Pires fala em buscar dados de pessoas envolvidas nas investigações sobre Flávio Bolsonaro. Para os investigadores, isso destaca o uso da estrutura da Abin para tentar retaliar os auditores da Receita Federal que investigaram Flávio. Uma das linhas de investigação da Polícia Federal é que quem está ao redor de Bolsonaro procurasse quem dentro da Receita Federal estava realizando a investigação, para posteriormente retirar a pessoa do processo. Para isso, era necessário entrar no sistema da Receita ou acessar os dados de alguma forma fora das investigações oficiais. A reunião dura pouco mais de 1 hora. Poucos minutos após o início, Bolsonaro diz: “Ninguém está pedindo favor aqui, [inaudível] É uma boa ideia conversar com o chefe do IRS. Tostes.” Ele se referia a José Tostes, então chefe da Receita Federal. Os demais participantes concordaram com essa possibilidade. Depois, Bolsonaro sugeriu conversar com Gustavo Canuto, que na época era presidente da Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal que lida com dados da administração pública “Ele é um dos caras. Ele era meu ministro e foi para lá. Sem problemas. Não há problema em falar com ele. Não haverá problema em conversar com Canuto”, explica Bolsonaro. “Ficarei feliz. [sic] falar com Canuto?”, questiona Bolsonaro. A advogada Luciana Pires responde ao ex-presidente: “Sim, sim. Com uma barragem. Olha, em teoria, com um dique você pode saber se um funcionário da Receita [inaudível] esses acessos aí.” Nesse momento, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, diz que essa estratégia discutida entre ele na reunião tem que ficar muito fechada. para avisá-lo disso, ele tem que manter esta seção bem fechada. Aprenda com pessoas em quem ele confia. Se vazar [inaudível]”, diz Heleno. O ex-presidente Jair Bolsonaro então diz: “Isso mesmo. E, para ser bem claro, nunca sabemos se alguém está gravando alguma coisa. Que não buscamos favor de ninguém.” A certa altura, a advogada Juliana Bierrenbach, também presente no encontro, cita a preocupação de que a população veja essa estratégia de defesa de Flávio como a utilização da máquina pública para fins pessoais. grande A questão é quando dizer o seguinte: ‘Ah, que o Presidente da República está a tentar usar a estrutura da Presidência para defender o seu filho’. Mas esse caso aqui, o que descobrimos pode, pode beneficiar, de uma forma ou de outra, todas as pessoas que foram atacadas [pela Receita]. Então, não dá para dizer que é uma coisa partidária, ideológica”, argumenta. A quarta fase da operação Last Mile, lançada na semana passada, cita o áudio dessa reunião agora revelado. foi utilizado como órgão paralelo em favor do ex-presidente e de sua família Deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) alvo de investigação sobre espionagem ilegal de autoridades Pedido de ‘ajuda’ ao GSI Na reunião, os advogados cogitaram acionar o GSI para levantar possíveis irregularidades contra os funcionários da Receita Federal “Acredito que, até que isso venha à tona, seremos muito atacados, mas francamente, não tenho muito o que fazer. O que acontece? Eu juntei aqui. Eu fiz um pedido, sim, general. Especialmente para GSI. Por que? É um pedido de investigação. Dos sistemas de inteligência que atendem a Receita Federal, mas a solicitação precisa, a investigação precisa, feita pelo Serpro”, disse a advogada Juliana Bierrenbach. Em seguida, o então chefe do GSI, general Augusto Heleno, que também esteve na reunião, perguntou: “Quando você perguntou?” E Juliana respondeu: “Não estou perguntando, estou trazendo hoje”. Augusto Heleno lamenta: “Estou comendo moscas, Jair Bolsonaro tentou proteger Flávio da investigação”. Na reunião, a advogada Luciana Pires discutiu outras opções de atuação da defesa além do auxílio do GSI. Ela considerou a via legal de acionar o STF. Será que poderíamos fazer isso sem ser pelo GSI, apresentar denúncia ao Supremo. em tese o relator é Gilmar Mendes”, afirma o advogado. Mas depois ela reflete que não seria uma boa estratégia, do ponto de vista da defesa. Ramagem, que gravou a reunião, afirma que não é uma boa ideia envolver o GSI, pois os dados da Receita não poderiam ser acessados pelo GSI sem gerar suspeitas de interferência política. Ramagem argumenta que não seria bom para Heleno. crucificado, como personalidade a favor de Flávio Bolsonaro. Acredito que não seja o melhor caminho”, afirma o então diretor da Abin. Ouça a íntegra do áudio em que Bolsonaro e aliados discutem blindagem Flávio Bolsonaro ‘Jeitinho’ Em outro momento da reunião, o ex-presidente Jair Bolsonaro diz que não é assim que ninguém pensa que está tentando “consertar” a investigação Veja a transcrição da PF: Jair Bolsonaro: “.[inaudível] Ninguém aqui conversou sobre ‘vamos descobrir’. Nada, nada, nada.” Augusto Heleno: “Essa conversa não existe.” Luciana Pires: “O diabo sabe o que fazemos. O diabo [inaudível].” Augusto Heleno: “[inaudível] Tem gente que fica triste, porque aqui não tem esse tipo de conversa.” Advogados queriam que o Serpro apresentasse ‘provas’ A gravação mostra ainda que as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach queriam encontrar supostas “provas” de que a investigação contra Flávio Bolsonaro Foi irregular para isso, cogitaram envolver órgãos oficiais na investigação contra agentes da Receita. Citam o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Luciana Pires: Queremos essa prova. ser produzido? Juliana Bierrenbach: Trouxe um arquivo de exemplo, que é uma investigação especial do Serpro. Pelo que me disseram, o que dizem os participantes da reunião Depois que o áudio foi revelado, os participantes da reunião. seus advogados se manifestaram: Flávio Bolsonaro afirmou que o áudio mostra apenas as suspeitas de que um grupo agiu com interesses políticos dentro da Receita Federal com o objetivo de prejudicá-la, e que, com base nessas suspeitas, foram tomadas as medidas judiciais cabíveis. Fábio Wajngarten: Fábio Wajngarten, advogado de Bolsonaro, destacou a parte da gravação em que o ex-presidente diz que não busca o favor de ninguém. Alexandre Ramagem: Alexandre Ramagem disse que se manifestou contra a atuação do GSI sobre o tema, indicando o caminho através de procedimento administrativo da Receita Federal, previsto em lei, e procedimento judicial do STF. Luciana Pires: A advogada Luciana Pires disse que sua atuação foi técnica, dentro dos estritos limites da área jurídica. Juliana Birrenbach: A advogada Juliana Birrenbach afirmou que a reunião está protegida pelo sigilo profissional e que está à disposição para esclarecer quaisquer fatos mencionados.
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