Líderes e trabalhadores relataram que a redução da carga de trabalho proporcionou mais energia para realizar tarefas e aumentou a produtividade, mas 20% sentiram maior pressão. Experimento avalia estratégias empresariais para semana de trabalho de 4 dias Jason Goodman/Unsplash Empresas brasileiras que participaram de experimento de semana de trabalho de 4 dias, com todos ou parte de seus funcionários, decidiram manter o modelo após seis meses de teste. Dos 19 que concluíram o projeto piloto, oito continuarão com a dinâmica de forma permanente, enquanto sete decidiram estender o teste até o final do ano, para avaliar os impactos no longo prazo. Uma das empresas disse ainda que vai ampliar a semana de 4 dias para outras áreas da empresa, e três farão ajustes no formato, como conceder folga a cada 15 dias. Nenhum deles decidiu retornar imediatamente ao cronograma pré-projeto de cinco dias por semana. Entre outras percepções, líderes e trabalhadores relataram que a redução da carga de trabalho proporcionou mais energia para a realização das tarefas e aumentou a produtividade. Por outro lado, quase metade notou um ritmo de trabalho mais acelerado e 20% sentiu um aumento na pressão. LEIA TAMBÉM: ‘Short Friday’: sair mais cedo do trabalho às sextas-feiras agora é uma realidade ‘Workation’: a tendência que combina viagens de lazer com trabalho O projeto Semana de 4 dias foi desenvolvido pela “4 Day Week Brazil”, parceira no Brasil da “4 Day Week Global”, uma organização sem fins lucrativos que pesquisa trabalhos em todo o mundo. Foram três meses de preparação, de setembro a dezembro do ano passado, até que, em janeiro, os trabalhadores começaram a trabalhar com jornada reduzida, mas ganhando o mesmo salário e com o objetivo de manter 100% de produtividade. Em fevereiro, colaboradores contaram ao g1 seus primeiros insights (assista ao vídeo abaixo). Em abril, foi divulgado o resultado parcial após três meses de testes e, agora, o relatório final. O que dizem quem faz o teste da semana de 4 dias no Brasil Das 21 empresas que iniciaram o experimento, duas não terminaram. Um deles foi afetado pelas chuvas no Rio Grande do Sul e abandonou o piloto, enquanto outro decidiu pausar o teste devido a uma mudança de direção. Assim, o projeto continuou com 19 empresas e 252 colaboradores. Outro ponto destacado na pesquisa, após seis meses da semana de 4 dias na prática, foi o fortalecimento dos vínculos dos colaboradores com as organizações. Quase metade afirmou que o relacionamento com o líder melhorou e mais de 65% notaram um aumento no comprometimento com a empresa. Além disso, muitos não mudariam de emprego, mesmo com um salário mais elevado, para voltarem a trabalhar 5 dias por semana. O teste mostrou ainda que 72,7% das empresas participantes registaram um aumento nas receitas, enquanto 27,3% registaram uma diminuição. Em termos de lucros, 63,6% das empresas reportaram crescimento e 36,4% enfrentaram redução. No entanto, o relatório do projecto reconheceu que “a melhoria nas receitas e nos lucros não pode ser atribuída apenas à implementação da semana de 4 dias”. As empresas também relataram que a sua capacidade de atrair novos talentos melhorou significativamente após a redução da jornada de trabalho: 66,7% tiveram um aumento. A rotatividade de funcionários manteve-se estável em 75% das empresas e diminuiu para 25%. Muitos também notaram uma redução nas ausências injustificadas dos funcionários. Por outro lado, o estudo mostrou que cerca de um terço das organizações necessitaram de reforçar as suas equipas para cumprir os requisitos do piloto. VEJA MAIS: Menos faltas e mais foco: o que dizem quem faz o teste da semana de trabalho de 4 dias no Brasil Um ano após a adoção do modelo, profissionais e executivos dizem que a produtividade aumentou A pesquisa Este teste da semana de trabalho de 4 dias já foi realizado em países como o Reino Unido, a Irlanda, a Austrália e os Estados Unidos. O Brasil foi o primeiro da América do Sul a aderir ao projeto. Como parte do experimento, as empresas puderam escolher se dariam um dia de folga por semana ou reduziriam a jornada de trabalho de 8 para 6 horas por dia. No Brasil, todos escolheram o dia de folga, mas com algumas diferenças. A maioria decidiu deixar a sexta-feira livre para os funcionários, mas aqueles que precisavam permanecer abertos nesse dia adotaram rodízios ou outras estratégias. Desde o início do projeto, a 4 Day Week Brasil acompanha indicadores junto às empresas. A pesquisa foi realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Boston College, entre outras instituições. Assista: Sexta Curta: sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade em algumas empresas ‘Trabalho’: conheça a tendência que combina viagens de lazer com trabalho
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