O presidente Lula participou de reunião com os 39 ministros do governo no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (8). A reunião, que pretende exigir mais ações dos ministros, começou a meio da manhã e terminou ao início da noite. Além de cobrar uma avaliação das ações já realizadas pelas secretarias, Lula quis ouvir novas propostas. O petista também falou sobre as eleições municipais e o Congresso Nacional.
Ao final da reunião, o chefe da Casa Civil disse ainda que o presidente Lula orientou os ministros que participaram da campanha a não criticarem adversários nas eleições municipais, independentemente de quem seja o adversário.
Alguns interlocutores do governo disseram que a mensagem de Lula foi clara em relação às eleições municipais: ele disse que os ministros, mesmo os mais distantes do governo, precisam chegar à base e falar dos trabalhos do governo – e dizer que as conquistas não são deles . E sim, do governo federal, do Lula. Auxiliares do Governo dizem ainda que esta foi uma das principais mensagens da reunião ministerial.
Lula falou, ao abrir a reunião, com otimismo, dizendo estar satisfeito com o trabalho realizado até o momento, mas cobrou entregas para o próximo ano e meio. O presidente deu um tapinha em seus ministros. Mesmo com a acusação do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, e a insatisfação de Arthur Lira com o ministro Alexandre Padilha, Lula disse que não pensa em trocar de ministro e que em “time que está ganhando, ele não se mexe”.
As prioridades do governo no Congresso Nacional também estiveram em pauta. Entre eles, a regulamentação da reforma tributária, a desoneração da folha de pagamento e o orçamento de 2025. Mas pediu cautela aos ministros e disse que a mudança nas presidências da Câmara e do Senado não pode impactar no funcionamento do governo.
Lula disse que está preocupado com a inflação e quer ver a economia crescer. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou seu retorno das férias para participar do encontro.
Um dia após analisar com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, uma prévia da PEC da segurança pública, Lula disse que não se pode brincar com a segurança pública, mas negou que haverá interferência do governo federal nos estados. Os governadores temem que a proposta tire a autonomia dos estados na definição de políticas de segurança pública.
Rui Costa falou também sobre a situação na Venezuela e afirmou que, caso a Venezuela não apresente os registos eleitorais, terá de ser procurada outra solução para o impasse nas eleições presidenciais daquele país.
“O que diz a carta assinada pelo Brasil é que as autoridades responsáveis pelas eleições apresentem atas de votação detalhadas, por seção, que o mundo inteiro possa consultar e confirmar o resultado eleitoral, ou dizer ‘Ah, há problemas’ e buscar, se houver problemas, uma solução para isso. Então, o Brasil quer fazer parte da solução disso”, afirmou o ministro.
O ministro disse que o Brasil manterá sua posição de mediador da crise no país vizinho e está comprometido com soluções pacíficas para a Venezuela.
“Então, o Brasil quer continuar, vai insistir no papel de mediador junto com outros países da América e está muito grato pelo apoio da União Europeia no documento que endossa a posição que o Brasil tem na busca de uma solução pacífica, uma solução que permita ao povo da Venezuela recuperar a paz, o emprego, os rendimentos e a melhoria da vida das pessoas”, continuou.
Apesar de não se posicionar sobre o resultado das eleições na Venezuela, Lula voltou a defender uma solução pacífica e disse que há disputas na região. O assunto esteve em pauta na reunião ministerial que acontece hoje no Palácio do Planalto.
Durante reunião ministerial nesta quinta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão da ditadura de Daniel Ortega, da Nicarágua, de expulsar o embaixador brasileiro no país, Breno de Souza Brasil Dias da Costa. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, Lula trabalha para manter relações pacíficas com todos os países, mas não aceita “importunidade”. Em resposta à medida de Ortega, o presidente brasileiro também expulsou a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus. Conforme antecipou o R7, Breno de Souza Brasil Dias da Costa deve deixar a Nicarágua nesta quinta-feira (8).
“É uma ação recíproca dentro da tradição diplomática brasileira. O presidente quer a paz no seu relacionamento com todos, mas não pode aceitar que os seus embaixadores sejam assediados. O não comparecimento a um ato institucional não caracteriza e não pode caracterizar a ação do país. Nenhum país é obrigado a estar presente. No dia 7 de setembro aqui ninguém de outro país é obrigado a ir. Não faz o menor sentido”, exemplificou Rui Costa.
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