Pacotes com material radioativo foram roubados em São Paulo. As substâncias representam um risco à saúde e a polícia está investigando o caso. Veículo com material radioativo é roubado em SP A caminhonete de uma empresa que transportava material radioativo foi roubada em São Paulo no fim de semana. O caso está sendo investigado pela polícia. Em nota, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) informou que o germânio e o gálio que estavam nos galões apresentam “risco radiológico muito baixo para a população e o meio ambiente”. Isso porque, segundo a agência, o material é acondicionado em embalagens de chumbo que protegem e evitam qualquer radiação no meio ambiente. No início da tarde desta sexta-feira (5), uma das cinco latas foi encontrada. Apesar da segurança dos galões, a CNEN alerta que em caso de manuseio inadequado, a substância apresenta sérios riscos à saúde. Segundo especialistas, se as embalagens forem abertas, quem tiver contato com elas corre o risco de desenvolver câncer e, em alguns casos, esse contato pode ser letal. Material radioativo roubado de carro em São Paulo Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear O que há dentro da embalagem e quais os riscos? Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear, o material radioativo roubado era “um gerador 68Ge/68Ga e 4 unidades de escudos geradores 99Mo/99mTc”. São termos químicos para definir dois tipos de substâncias utilizadas na medicina nuclear, que trabalha com materiais radioativos na realização de exames. 68Ge/68Ga O germânio (68Ge) é um elemento químico radioativo que se transforma em Gálio 68 (68Ga). Durante esta transição, diversas partículas radioativas são dispersas. É utilizado como contraste em exames de diagnóstico por imagem para câncer de próstata, metástases de câncer de próstata e linfomas. Este é aberto em laboratório, com proteção e, após essa fusão, em que se transforma em germânio 68, é aplicado no paciente para realização de exames de imagem. Com isso, as células cancerosas ganham cor durante o exame e é possível confirmar a doença ou sua metástase. O especialista explica que quando aplicado em uma pessoa, essa fusão de uma substância com outra é feita em local controlado e protegido, porque o germânio é perigoso para a saúde. Material radioativo roubado de carro em São Paulo Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear 99Mo/99mTc O molibdênio (99Mo) também é utilizado em exames diagnósticos como agente de contraste. Quando exposto, transforma-se numa segunda substância: Tecnécio (99mTC). O que os especialistas explicam é que se trata de uma substância “mãe”, que ao ser exposta, ocorre uma reação e se transforma em uma segunda substância, como se fosse uma “filha”. Durante os exames, o material é manipulado previamente e, somente após ser transformado, o paciente tem contato. Portanto, não há risco à saúde. “Em ambos os casos, o problema é a substância ‘mãe’, que é radioativa e perigosa à saúde”, explica Leonardo. No caso do 99Mo/99mTc, a CNEN informou que a embalagem já havia sido utilizada em hospital e estava sendo devolvida à empresa. Diário do cerrado mostra vítimas do césio-137 Quais os riscos à saúde? Se a embalagem não for aberta, não representa nenhum risco à saúde. Se abertas, as substâncias “parentais”, que são radioativas, podem causar câncer, tumores e até a morte. “Se alguém abrir essa embalagem, poderá entrar em contato com uma substância radioativa que entra nas células, modifica o DNA e pode causar todos os tipos de câncer. Também pode ser letal”, explica Leonardo. Segundo a CNEN, a substância tem o que chamam de meia-vida (duração) de 288 dias. Ou seja, nesse período, a pessoa que entra em contato pode ficar exposta à sua maior concentração. Depois disso, a atividade é reduzida pela metade. O caso está relacionado ao Césio 137? Com as informações sobre materiais radioativos roubados, os internautas do X, antigo Twitter, passaram a associar o caso ao Césio 173, a maior tragédia envolvendo material radioativo do Brasil. Em 1987, dois catadores encontraram um aparelho em uma clínica. Dentro da cabeça de chumbo do aparelho, encontraram uma cápsula com 19 gramas de um pó que era esbranquiçado durante o dia e brilhante à noite. A substância radioativa, chamada Césio-137, se espalhou pela cidade, causando quatro mortes e deixando mais de mil pessoas afetadas pela radiação. O césio 137 e as duas substâncias contidas na embalagem roubada não têm relação. Apesar disso, têm o mesmo poder: são radioativos. O césio 137 e estas substâncias apresentam o mesmo nível de risco. A ação da substância radioativa é a mesma nas células humanas. Pode causar vários tipos de câncer e até a morte. O que está sendo feito agora? Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil tenta localizar o paradeiro dos produtos radioativos roubados. E busca prender quem participou do roubo. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) informou que desde o roubo vem acompanhando o caso, comprometeu equipes para divulgá-lo à população e reforçou que o produto está “acondicionado em embalagem de chumbo que o blinda e evita qualquer irradiação ao meio ambiente”. ”. As autoridades alertam que caso alguém encontre a embalagem entre em contato com a polícia ou a CNEN pelos telefones (21) 98368-0734 ou (21) 98368-0763.
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