O grupo regrava nove músicas de um disco que reúne Lenine, Preta Gil, Ney Matogrosso, Vitor Kley, Major RD, Cys Mendes e Bruna Magalhães. Novamente reduzida a um trio formado por Branco Mello (centro), Sérgio Britto (esquerda) e Tony Bellotto, a banda Titãs lança o álbum ‘Microfonado’ Tony Santos / Divulgação Capa do álbum ‘Microfonado’, dos Titãs Tony Santos / Álbum Divulgação crítica Título: Microfonado Artista: Titãs Edição: Midas Nota musical: ★ ★ 1/2 ♪ É preciso ter extrema devoção aos Titãs para detectar qualquer sentido em Microfonado, álbum que, apesar de abrir mão do rótulo acústico na capa e no marketing, é a rigor o quarto título sem energia elétrica da banda atualmente reduzida a um trio formado por Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto. Sob produção musical orquestrada por Rick Bonadio (criador da série Microfonado) com Sergio Fouad, sem amplificadores e alto-falantes, o trio recicla nove músicas – quatro da época dourada da banda paulista e cinco do recente álbum Olho furta-cor (2022). ) – com convidados heterogêneos como Ney Matogrosso, Preta Gil, Lenine, Major RD, Bruna Magalhães e Cys Mendes. O álbum Microfonado soa como um anticlímax depois da turnê apoteótica Titãs – Encontro (2023), que atraiu multidões por todo o Brasil, reiterando a consagração e a força do trabalho da formação clássica do grupo que se formou no final de 1981 e efetivamente em cena desde 1982. Gravado em abril em estúdio na cidade de São Paulo (SP), o álbum gera um show que segue em turnê pelo Brasil ao longo deste ano de 2024. Ou seja, se há sentido para o álbum ao vivo, é para dar lugar a mais um show, já que as nove gravações carecem de vibração, precedidas pelas falas do grupo sobre as nove músicas. O hit inicial dos Titãs, Sonífero Ilha (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Carlos Barmack e Ciro Pessoa, 1984) abre o álbum com a distinção de ser a primeira gravação oficial da música na voz de Tony Bellotto, um dos tema de compositores de rádio. Em seguida, Ney Matogrosso entra em cena para compartilhar com o grupo a música opaca de Apocalipse Só (Sergio Britto e Tony Bellotto, 2022), rock tribal de inspiração indígena. Apocalipse só é uma música do já citado álbum Olho furta-cor, de cujo repertório o trio também revive a música Como é bom ser simples (Branco Mello, Bento Mello e Hugo Possolo, 2022) – veículo para Branco Mello e Preta Gil comemoram suas respectivas vitórias contra o câncer – e a balada rock Um mundo (Sergio Britto e Tony Bellotto, 2022), regravada com fluência e com apoio vocal de Cys Mendes, cantora rondônia, projetada como vocalista do Rio Grande do Norte banda Plutão Já Foi Planeta e convidado pelos Titãs para ser um dos intérpretes da ópera rock Doze Flores Amarelas (2018). E por falar em baladas, o álbum Microfonado dá uma segunda chance a uma das melhores músicas do álbum Sacos plásticos (2009), álbum sem pulso dos Titãs, produzido pelo mesmo Rick Bonadio que criou o Microfonado da banda. Trata-se de Porque eu sei que é amor (Sérgio Britto e Paulo Miklos, 2009), balada agora revivida pelo trio com a cantora paraense Bruna Magalhães. A faixa soa muito mais sedutora que a enésima abordagem de Marvin (Patches) (Ronald Dunbar e General Johnson, 1970, em versão portuguesa de Nando Reis e Sergio Britto, 1984), agora com o apoio de Vitor Kley. Se Cabeça Dinossauro (Arnaldo Antunes, Branco Mello e Paulo Miklos, 1986) chega como um simulacro do espírito punk do álbum homônimo de 1986, em gravação com o rapper Major RD que mostra que “os bons meninos de hoje foram os rebeldes de mais uma temporada”, a crítica contundente da semana passada sobre A Melhor Banda de Todos os Tempos (Branco Mello e Sérgio Britto, 2001) ainda faz sentido em 2024, 23 anos depois da gravação original. Por fim, nem a presença de Lenine em Raul (Sérgio Britto, 2022) dilui a sensação de que esse baião hardcore tem mais a ver com a banda Raimundos do que com Raul Seixas (1945 – 1989), homenageado da música. Enfim, o álbum Microfonado está nos apps desde o dia 27 de junho, o show sai às ruas e o ouvinte antenado na história dos Titãs tem a sensação de que essa gravação sem brilho é apenas o pretexto para mais uma turnê da banda. Titãs posam com convidados do álbum ‘Microfonado’ no estúdio na cidade de São Paulo (SP) onde o disco foi gravado em abril Tony Santos/Divulgação
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