O ministro do STF, Flávio Dino, suspendeu todas as alterações obrigatórias apresentadas pelos deputados federais e senadores ao orçamento da União, até que o Congresso edite novos procedimentos para que a liberação dos recursos atenda aos requisitos de transparência, rastreabilidade e eficiência. No entanto, ficam excluídos os recursos destinados a obras já iniciadas e em andamento ou a ações de resposta a calamidade pública formalmente declarada e reconhecida.
São alterações impositivas todas as alterações individuais de transferência especial (PIX), alterações individuais de transferência com finalidade definida e alterações de bancada.
A decisão liminar, que será submetida aos demais ministros do tribunal, foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade, em que o PSOL questiona dispositivos das Emendas Constitucionais que tornaram obrigatória a execução de emendas parlamentares individuais e de bancada.
Em análise preliminar do pedido, o ministro considerou incompatível com a Constituição Federal a execução de alterações no orçamento que não atendam a critérios técnicos de eficiência, transparência e rastreabilidade. Dino ressaltou que as emendas parlamentares obrigatórias devem ser executadas nos termos e limites do ordenamento jurídico, e não estar sujeitas à liberdade absoluta do parlamentar autor da emenda.
O procedimento estabelecido com as emendas constitucionais, a seu ver, retira grande parte da liberdade de decisão do Poder Executivo na implementação de políticas públicas e transforma os membros do Poder Legislativo numa espécie de “coordenadores de despesas”.
Ontem, durante o Congresso Nacional das Santas Casas, o presidente da Câmara, Arthur Lira defendeu que o Congresso defina o destino das emendas parlamentares e disse que um “ato monocrata” não pode mudar esse entendimento. A afirmação foi feita em referência à série de decisões de Dino que exigiam maior transparência nos repasses das chamadas “alterações Pix” e emendas de comissão.
– Não poderia deixar de fazer referência à discussão atual sobre a autonomia do Poder Legislativo em relação à atribuição de emendas parlamentares. Com todo o respeito, repito, com todo o respeito à autonomia dos demais Poderes, continuarei defendendo que é o Congresso Nacional quem mais sabe, quem mais conhece a realidade dos municípios brasileiros e a realidade da a saúde que lhes é oferecida. Não se pode mudar isso, com todo o respeito, num ato monocrata, quaisquer que sejam os argumentos e as razões, por mais razoáveis que pareçam. É sempre bom lembrar que o orçamento não pertence apenas ao Executivo. O orçamento é votado no Congresso Nacional – afirmou Lira.
Deputados e senadores estudam formas de alterar as regras de transparência das Emendas Pix. Uma das alternativas que discutem seria por meio de um PLN enviado pelo governo, que incluiria artigos relativos às alterações do Pix.
Os parlamentares ponderam realizar uma sessão conjunta para analisar este PLN. Esta questão foi discutida na reunião de líderes de ontem.
simulador de emprestimo itau consignado
quando vai ser liberado o empréstimo consignado 2023
emprestimo consignado banco pan
bancos que compram dívidas
empréstimo consignado não foi descontado em folha
banco pan empréstimo telefone
empréstimo para servidor público municipal