O derretimento das calotas polares reduz a rotação da Terra, mostra estudo. Embora o aumento do dia seja imperceptível, a mudança pode prejudicar o tráfego da internet, as transações financeiras e a navegação GPS. ARQUIVO: foto de 10 de novembro de 2016 divulgada pela NASA mostra uma rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Península Antártica John Sonntag/NASA via AP As mudanças climáticas causaram um aumento na duração do dia e alteraram o eixo de rotação da Terra, sugerem dois estudos divulgados nesta segunda-feira (15). Ambas as mudanças são causadas pelo derretimento do gelo na Groenlândia e na Antártida. Este derretimento das calotas polares faz com que o planeta gire mais lentamente, aumentando a duração dos dias. Embora mínimo, este aumento tem o potencial de interferir no tráfego da Internet, nas transações financeiras e na navegação GPS – processos que dependem de um tempo preciso. De acordo com um dos estudos publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, este excesso de água da Gronelândia e da Antártida flui em direção à zona equatorial, tornando a Terra mais plana, ou mais gorda. Este deslocamento de massas afeta a rotação do planeta. O coautor do estudo, Benedikt Soja, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), explica que o processo é semelhante ao que ocorre quando uma patinadora faz uma pirueta, primeiro com os braços próximos ao corpo e depois abertos. A rotação inicialmente rápida torna-se mais lenta à medida que as massas se afastam do eixo, aumentando a inércia física. A diminuição da velocidade de rotação da Terra faz com que os dias se tornem mais longos. Ao longo dos milénios, a duração do dia aumentou gradualmente alguns milissegundos (ms) por século, em grande parte devido à atração gravitacional da Lua, que retarda a rotação da Terra. No entanto, de acordo com o estudo, o derretimento das calotas polares tem impulsionado este aumento desde 1900. Dias mais longos As alterações climáticas estão a aumentar a duração do dia em alguns milissegundos, em relação aos actuais 86.400 segundos. As flutuações no nível do mar fizeram com que a duração do dia variasse entre 0,3 e 1 ms durante o século XX. No entanto, desde 2000, este aumento foi de 1,3 ms. “A taxa atual é a mais elevada dos últimos milhares de anos”, destacam os investigadores, acrescentando que deverá manter-se neste nível mesmo com uma redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa. O estudo indica ainda que, se as emissões que provocam o aquecimento global continuarem a aumentar, esta taxa de abrandamento poderá atingir os 2,6 ms até 2100. “Os seres humanos têm um impacto maior no planeta do que acreditamos”, destaca Soja, e isto “impõe-nos naturalmente uma grande responsabilidade pelo futuro do planeta.” Embora seja uma mudança imperceptível para os humanos, “há muitas implicações para a navegação espacial e terrestre”, acrescenta o coautor do estudo, Surendra Adhikari, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Mudança no eixo de rotação Um segundo estudo publicado na Nature Geoscience mostra que as mudanças na massa da superfície e do interior da Terra causadas pelo derretimento do gelo também alteram o eixo de rotação da Terra. Embora este eixo só mude lentamente, esta mudança precisa de ser tida em conta nas viagens espaciais, por exemplo, no envio de uma sonda para outro planeta, destaca Soja. Um pequeno desvio de um centímetro na Terra pode transformar-se num desvio de centenas de metros em grandes distâncias. VÍDEO mostra detalhes da maior cratera do mundo, formada pelo derretimento do gelo: Imagens mostram detalhes da maior cratera do mundo formada pelo derretimento do gelo
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