De 2013 a 2019, o percentual de gestantes que fumaram durante a gravidez praticamente dobrou no Brasil, passando de 4,7% para 8,5%. Os dados são de um estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo INCA, Instituto Nacional do Câncer, em parceria com profissionais da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, o número de grávidas fumantes superou o número de mulheres não grávidas, o que mostra uma inversão de cenários no Brasil. Hoje, o percentual de mulheres não grávidas que fumam no país é de 8,4%, enquanto o percentual de gestantes chega a 8,5%. O estudo foi publicado na revista Nicotine & Tobacco Research.
Para os pesquisadores, os resultados coletados mostram que o Brasil precisa retomar ações efetivas para reduzir a iniciação ao uso do tabaco e incentivar a cessação do tabagismo.
A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Maria José Giongo, destaca que fumar durante a gravidez traz sérios danos à mãe e ao bebê.
‘Fumar durante a gravidez causa uma série de danos ao bebê, pode haver malformações congênitas, descolamento prematuro da placenta, morte súbita infantil, problemas respiratórios, então o ideal é que essa gestante não fume, o ideal é que ela não fume ou para de fumar antes da gravidez. Ao deixar de fumar, os benefícios, tanto para a sua saúde como para a do bebé, serão certamente bastante significativos”, salienta.
Um dos pontos que chama a atenção na pesquisa é que, em 2019, as gestantes usaram ou já experimentaram dispositivos eletrônicos para fumar em uma taxa 50% maior do que as não grávidas. Vapes são outra preocupação dos especialistas.
Maria José Giongo destaca que existe, hoje, uma falsa impressão de que estes dispositivos eletrónicos são menos nocivos que os cigarros normais, o que não corresponde à realidade.
‘O que também influencia muito é a publicidade, a propaganda e as fake news que tentam mostrar que esses produtos são menos nocivos, quando na verdade não são. Temos intensificado campanhas e orientações sobre esses dispositivos e os danos que causam à saúde dentro do Ministério da Saúde. Causam doenças cardiovasculares, doenças crónicas, doenças respiratórias, por isso têm, efectivamente, causado muitos danos à saúde das pessoas”, disse.
Esta quinta-feira, 29 de agosto, assinala-se o Dia Nacional Antitabagismo. O INCA e o Ministério da Saúde iniciam uma série de ações nas redes sociais para desestimular o uso de cigarros e aparelhos eletrônicos.
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