O atleta norte-americano Noah Lyles disputou a final dos 200m com Covid-19 e conquistou o bronze. Lyles terminou a corrida sem fôlego e precisou do auxílio de uma cadeira de rodas para sair da pista. Noah Lyles cai na pista após a final dos 200 metros Matthias Schrader/AP Praticar alguma atividade física regularmente é essencial para manter o corpo saudável. Considerado “remédio” para prevenir diversas doenças e até a morte, o exercício traz inúmeros benefícios à nossa saúde. Mas e quando estamos doentes? Nesta quinta-feira (8), o atleta Noah Lyles disputou a final dos 200m com Covid-19. O norte-americano era o favorito para a prova e acabou ficando com o bronze. Lyles terminou a corrida sem fôlego e precisou do auxílio de uma cadeira de rodas para sair da pista. As Olimpíadas de Paris não têm regras obrigatórias relacionadas à Covid. Cabe à equipe do atleta decidir se está ou não apto a competir. Karina Hatano, médica esportiva do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que os exercícios físicos, em geral, fortalecem o nosso sistema imunológico. No entanto, quando estamos doentes, praticar exercício físico, especialmente exercício intenso, pode representar um risco para a nossa saúde, piorar a nossa imunidade e aumentar o risco de miocardite (uma inflamação do coração). Se somarmos o fator Covid-19, é ainda pior. “Com a Covid o risco é maior porque a doença tem algumas consequências maiores do que só o coração. Noah Lyles é atendido pela equipe médica após a final dos 200 metros Petr David Josek/AP Hora de fazer uma pausa Muitos especialistas usam a “regra do pescoço” para indicar ou não pausa nas atividades. Se os sintomas estiverem acima do pescoço (coriza, nariz entupido, espirros, leve dor de garganta), você pode continuar com exercícios leves. Por outro lado, se os sintomas estiverem abaixo do pescoço (náuseas, tosse, dor no peito, falta de ar, febre, fortes dores musculares, diarreia) é hora de parar. E onde entram a gripe e a Covid-19? Nos sintomas abaixo do pescoço. Além disso, são doenças contagiosas, que se espalham principalmente através de pequenas gotículas. Ou seja, ao sair de casa para fazer exercícios, você pode acabar contaminando outras pessoas, principalmente se o ambiente for fechado. “Além do risco individual envolvido na prática de atividade física com uma doença como a Covid-19, existe o risco de expor as pessoas ao nosso redor ao vírus. Se a pessoa tiver uma doença contagiosa, o ideal, infelizmente, é não participar da competição”, afirma a pneumologista Maria Cecília Maiorano. A Covid-19 é uma doença que causa graves problemas respiratórios e cardiovasculares. Praticar exercícios durante ou logo após a infecção pode piorar os sintomas e aumentar o risco de complicações como miocardite, uma inflamação do coração. Os especialistas recomendam o retorno gradual à atividade física, normalmente após pelo menos duas semanas sem sintomas, e sempre sob orientação médica. “Na Covid, os pulmões e o coração podem ser afetados e são órgãos fundamentais para a atividade física. Também temos que lembrar que a Covid pode levar à miocardite ou à trombose. infarto e embolia pulmonar”, acrescenta Maiorano, que é membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia (SBP) e da Sociedade Paulista de Pneumologia (SPP). A gripe geralmente causa febre, fadiga intensa e dores no corpo. Praticar exercícios enquanto você está com gripe pode sobrecarregar ainda mais o sistema imunológico e levar a complicações como pneumonia. O ideal é evitar exercícios enquanto estiver com febre e até alguns dias depois que ela desaparecer, dando tempo ao corpo para se recuperar totalmente. Noah Lyles recebe ajuda para sair da pista após a final dos 200 metros Matthias Schrader/AP Quando ele retornará? Cada pessoa é única, não existe “hora certa”. A melhor abordagem é ouvir o seu corpo, consultar um médico quando necessário e retornar às atividades físicas de forma gradual e segura. É importante deixar o corpo se recuperar totalmente da doença antes de retornar. À medida que os sintomas diminuem, comece gradualmente a introduzir atividade física em sua rotina. Igor Maia Marino, infectologista da Clínica Sartor, reforça que é importante “mergulhar” ou descansar para poupar o esforço energético que deve ser focado no combate à infecção. “A duração desse descanso estará diretamente relacionada à presença de sintomas. Na Covid, o que se espera é que em um período de até sete dias haja melhora dos sintomas e o indivíduo possa voltar ao normal atividades, caso não tenham envolvimento específico de algum órgão”, orienta o infectologista.
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