Policiais militares que abordaram violentamente jovens negros em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, teriam gritado ‘cadê, cadê’, apontando armas para a cabeça dos adolescentes vítimas da situação. Os agentes estariam em busca de drogas e entorpecentes com os meninos. Além disso, ao perceberem que os meninos não haviam feito nada de errado, os agentes ainda teriam ameaçado e intimidado os meninos, dizendo que ‘da próxima vez seria pior’.
- Itamaraty faz pedido formal de desculpas a diplomatas pais de jovens negros que sofreram ataques violentos da PM
A informação consta de ofício da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj, enviado à Polícia Militar. O grupo solicita esclarecimentos sobre a situação ao comando da PM. Deputados envolvidos na comissão ouviram, nesta sexta-feira, os adolescentes e responsáveis sobre o ocorrido na última quarta-feira. As reportagens embasaram o documento, ao qual a CBN teve acesso neste sábado.
Na carta, a comissão destaca que na quarta-feira, dia 3, os jovens retornaram de um passeio por volta das 19h em Ipanema. Eles foram cercados por uma viatura policial e dois agentes, que desceram do carro apontando armas para eles e empurraram o grupo para um prédio na Rua Prudente de Moraes. Os agentes com armas em punho, colocando-as perto do rosto dos adolescentes, perguntando o tempo todo “onde está” “onde está”?
Os meninos, sem entender o que estava acontecendo, não responderam. Isso teria deixado a polícia ainda mais furiosa e obrigado a revistar até as partes íntimas dos meninos. A polícia estaria em busca de entorpecentes. Segundo a Comissão, os adolescentes relataram que, quando a busca foi frustrada, os policiais chegaram a dizer que ‘da próxima vez seria pior’, ameaçando os meninos.
A comissão quer que a PM explique a motivação da abordagem, os protocolos utilizados pela corporação e se a Secretaria da Polícia Militar está prestando apoio aos familiares das vítimas. O documento afirma que “os jovens estão profundamente traumatizados com o episódio” e ainda que “estão evitando sair às ruas por medo de se depararem com viaturas da Polícia Militar”.
Os meninos têm entre 13 e 14 anos. Três deles são pretos e outro é branco. Um deles é filho de um assistente do embaixador canadense no Brasil e há também dois filhos dos embaixadores do Gabão e de Burkina Faso.
Os policiais envolvidos na abordagem são investigados por injúrias raciais pela Polícia Civil. Em nota, a Polícia Militar afirmou que a Inspetoria Geral da corporação abriu inquérito interno, com depoimentos de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança e dispositivos corporais dos agentes. O Governo do Rio afirmou que não tolera qualquer tipo de comportamento preconceituoso.
O Itamaraty fez um pedido formal de desculpas aos diplomatas pais dos jovens negros. Representantes do Itamaraty receberam nesta sexta-feira em Brasília os embaixadores do Gabão e de Burkina Faso. O órgão informou que entrará em contato com o Governo do Rio e pedirá investigação rigorosa do caso, com o que chamou de “responsabilização adequada” dos agentes envolvidos na abordagem.
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