Todos os atletas olímpicos só pensam neles. Nós, espectadores dos jogos, também não tiramos os olhos deles. As medalhas são o destaque da carreira dos atletas e são os símbolos que mais marcam as Olimpíadas.
Mas os melhores atletas olímpicos nem sempre recebiam medalhas. Katia Rubio, professora da Faculdade de Educação Física da USP e coordenadora do grupo de estudos olímpicos da universidade, explica como o símbolo da vitória mudou ao longo dos anos.
As medalhas tornaram-se um ritual a partir de 1904. Nesta primeira edição, o vencedor foi coroado com uma coroa de oliveiras. É importante dizer que as pessoas falam em coroa de louros. Laurel era uma marca dos romanos. A erva preciosa para os gregos era a oliveira. Em seguida, o vencedor recebeu uma coroa de oliveiras e prestígio. Naquela época não se falava em profissionalização nem em premiar vencedores.
O momento em que são colocados no peito dos campeões é o fim de um longo processo – que envolve centenas de pessoas.
Victor Hugo Berbet foi gerente do projeto de medalhas das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e atualmente é supervisor de produção da área de medalhas da Casa da Moeda. Ele explica como é desafiador conceber este prêmio.
Cada designer, cada grupo, conta a sua história, temos que pensar que uma medalha é como um livro, só que só tem duas páginas, é um livro que só tem duas páginas. Você precisa contar a história daquele acontecimento, daquilo que você está comemorando, em duas páginas. Tem que comunicar, é uma ferramenta de comunicação e tem que ser bonito, porque é arte. Então, ela tem que se emocionar de alguma forma, mas ela tem uma história para contar.
Oito anos depois, ele já pode dar detalhes da produção, já que toda a equipe teve que trabalhar nas medalhas durante dois anos sob um contrato de estrito sigilo. Nada poderia vazar até que as peças fossem divulgadas ao público.
Cerca de 60 pessoas trabalharam diretamente no projeto. Considerando todas as áreas da Casa da Moeda que tiveram algum nível de participação, foram mais de 100 profissionais.
Os primeiros protótipos são feitos em argila, depois em resina, mas em tamanho 3 vezes maior que a medalha oficial, para que todos os detalhes pudessem ser analisados.
No total, foram produzidas 5 MIL e 130 medalhas, tanto para jogos Olímpicos quanto Paralímpicos.
Se nas Olimpíadas de Paris o destaque foram as peças de ferro da Torre Eiffel aplicadas no metal, no Rio o desenho principal foi da deusa nique, que representa vitória, força e velocidade. Mas seu corpo foi ajustado para se parecer um pouco mais com o corpo das mulheres brasileiras. Esta foi uma das sugestões dos artistas da Casa da Moeda que foram acatadas pelo COB.
O Comitê fez algumas exigências que exigiram adaptações daquela que é a segunda empresa mais antiga do país. A Casa da Moeda precisava alcançar padrões de certificação para os materiais utilizados que não eram comuns naquela época. Hoje, essas certificações são mantidas e são um legado olímpico.
A prata utilizada é 92,5% pura e foi reciclada de espelhos retrovisores de automóveis.
E por falar em composição, ao contrário do que muitos torcedores e atletas imaginam, as medalhas de ouro não são feitas exclusivamente de ouro.
No Rio 2016, continham 494 gramas de prata e seis gramas de ouro incrustados na prata. Para finalizar, um banho de ouro garante o brilho que todos esperam destes prêmios.
Segundo Victor Hugo, seria inviável financeiramente para qualquer nação produzir medalhas 100% de ouro.
Independentemente do custo, as medalhas têm um valor incalculável para os atletas. Muitas vezes representam a dedicação de gerações, como afirma Caio Bonfim, medalhista de prata na marcha atlética nas Olimpíadas de Paris.
Ah, toda uma trajetória de vida, não só a minha, vinda dos meus pais, do trabalho deles, que eles inauguraram lá nos anos 80, eu saltei de paraquedas na história deles, então toda essa trajetória do atletismo, da marcha atlética, e aí eu começo, quarta Olimpíada , tantos desafios, tantas conquistas e todo esse trabalho coroado que talvez eu não soubesse se um dia conseguiria encerrar minha carreira e me tornar medalhista olímpico.
A medalha é pesada, Caio?
“Muito pesado, muito pesado, quando você recebe você fica surpreso, e aí com toda a responsabilidade, toda a história que tem. Governante, fica cada dia mais pesado.”
A ginasta Rebeca Andrade, que conquistou quatro medalhas em Paris e se tornou a maior medalhista da história do nosso país, disse, em entrevista ao apresentador Galvão Bueno, que tem enfrentado um problema peculiar com tantos prêmios no peito.
“Eles estão batendo muito um no outro e estão se coçando e eu estou ficando triste e não quero ficar triste, então não vou mais colocá-los no pescoço, vou andar com eles na mão, dois na mão, dois no bolso para não correr o risco.”
Ela não precisa se preocupar com isso, pois os comitês olímpicos prevêem, em contrato, que as medalhas podem ser reparadas ou substituídas em caso de acidente.
*sob supervisão de Lucas Soares
simulador de emprestimo itau consignado
quando vai ser liberado o empréstimo consignado 2023
emprestimo consignado banco pan
bancos que compram dívidas
empréstimo consignado não foi descontado em folha
banco pan empréstimo telefone
empréstimo para servidor público municipal