Entre outros pontos, o projeto retira qualquer tipo de controle sobre armas aéreas, acaba com um regime de progressão de nível para atiradores e concentra poderes no Exército. Homem segura arma em clube de tiro Unsplash/Hosein Charbaghi A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar nesta quarta-feira (14) proposta que anula trechos de decreto do presidente Lula (PT) e flexibiliza restrições ao acesso a armas. O texto volta à pauta da CCJ após pressão de parlamentares sobre o presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que o projeto seja aprovado às vésperas do início das campanhas municipais. No total, a proposta derruba seis regras — ainda válidas — estabelecidas pelo decreto de Lula, em julho de 2023, para ampliar o controle sobre armas no país. Em linhas gerais, o texto: retira qualquer tipo de controle sobre armas aéreas permite o funcionamento de clubes de tiro próximos às escolas acaba com regime de progressão de nível para atiradores e concentra poderes no Exército As normas do decreto de Lula só serão anuladas se a proposta for aprovado pela CCJ e também pelo plenário do Senado. Caso não seja modificado, o texto, que já foi aprovado pela Câmara, será promulgado diretamente pelo próprio Congresso —sem ser sancionado pelo presidente Lula. A possibilidade de uma eventual demolição dos trechos é comemorada por associações representativas dos CACs (Caçadores e Coletores de Atiradores). E duramente criticado por entidades civis especializadas em segurança pública, como o Instituto Igarapé. O instituto avalia o texto como uma possibilidade de “colocar em causa a eficácia do restabelecimento do controle de armas” durante o governo Lula. Por outro lado, as confederações de tiro afirmam que a proposta põe fim a medidas que têm causado “constrangimentos e obstáculos ao pleno desenvolvimento das atividades desportivas”. Por trás das manifestações, o projeto chegou ao Senado com um acordo já firmado entre a “bancada da bala” e o governo. O texto foi aprovado pela Câmara em votação simbólica, tendo como relator um vice-líder do governo e fruto de diálogos com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) disse ao g1 que o texto terá o mesmo tratamento na Câmara. Na prática, isso significa que não deverá enfrentar problemas na CCJ e, futuramente, no plenário principal do Senado —votação que ainda não tem data para acontecer. O relator do texto no Senado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), declarou ao g1 que, após análise do projeto, solicitará a aprovação de um pedido urgente para que a proposta entre na pauta do principal plenário do Senado. rapidamente. Interlocutores do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), dizem que não há chances de a proposta ser discutida esta semana. Veja o que pode mudar com a aprovação da proposta pelo Congresso (clique no link para acompanhar o conteúdo): flexibilidade dos clubes de tiro para provas de armas para atiradores armas aéreas troca de armas Poder do Exército Ex-gcm suspeito de vender armas a criminosos caso entregue a polícia em SP Clubes de tiro O projeto anula parte do decreto de Lula e agora permite a instalação de clubes de tiro a menos de um quilômetro (km) de distância de creches, escolas e universidades públicas ou privadas. Segundo Vanderlan Cardoso, a demolição do trecho dá aos municípios o poder de criar regras sobre a localização desses ambientes, que podem incluir ou não distâncias mínimas das instituições de ensino. O Instituto Igarapé afirma que 8 em cada 10 clubes de tiro ficam a menos de 1 km das escolas. Para a entidade, a proximidade entre os clubes de tiro e as instituições de ensino pode “afetar a segurança e a aprendizagem” das crianças. “Estudos mostram que a presença de armas de fogo em um local aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência de violência e tiroteio em incidentes, seja por meio de disputas de trânsito, acidentes ou mesmo, nestes casos, tentativas de assalto a clubes de tiro”, afirma a entidade. O decreto do presidente Lula também determinou que os clubes de tiro existentes deveriam se adequar às regras de distanciamento em até 18 meses — ou seja, até janeiro de 2025. A proposta discutida no Senado propõe a anulação dessa medida, que também encerraria o mesmo prazo para a regularização dos clubes de tiro. condições de uso e armazenamento de armas. Flexibilidade para armas O projeto autoriza colecionadores, autorizados pelo Exército, a reunir armas idênticas às utilizadas pelas Forças Armadas. Também permite a recolha de armas atualmente proibidas. São elas: automáticas, de qualquer calibre ou semiautomáticas longas, de calibre de uso restrito, cujo primeiro lote de fabricação tenha menos de 70 anos Provas para atiradores A proposta termina com norma que prevê comprovação de treinamento e participação em competições para que uma pessoa ganhe registro como atirador. O trecho, que poderá ser derrubado caso o Congresso aprove a proposta, estabelecia que, em cada um dos três níveis de registro, o atirador precisaria comprovar anualmente os critérios de cada um dos calibres registrados —a chamada habitualidade. O texto também derruba a regra de que, para subir de nível, o atirador precisaria permanecer na mesma classificação por pelo menos 12 meses. Apesar das mudanças, a proposta mantém os limites de armas e munições para cada nível de atirador: Nível 1: Até 4 armas de fogo de uso permitido Até 4 mil cartuchos por ano Até 8 mil cartuchos .22 LR ou SHORT para cada arma, por ano Nível 2: Até 8 armas de fogo de uso permitido Até 10 mil cartuchos, por ano Até 18 mil cartuchos .22 LR ou SHORT para cada arma, por ano Nível 3: Até 16 armas de fogo, sendo quatro de uso restrito uso Até 20 mil cartuchos, por ano Até 31 mil cartuchos .22 LR ou SHORT para cada arma, por ano Para o Instituto Igarapé, os trechos que podem ser retirados pela proposta ajudam a “diferenciar atiradores amadores e profissionais, permitindo apenas atiradores mais experientes tenham acesso a armas e munições mais poderosas”. “Essa medida permite que os CACs tenham armas que atendam às características e necessidades de cada categoria, possibilitando maior controle sobre armas e munições”, afirma a entidade. Armas de ar comprimido O projeto acaba com qualquer tipo de restrição e controle, por parte do Exército e da Polícia Federal, sobre armas de ar comprimido. O texto de Lula previa restringir o acesso a armas aéreas de calibre superior a seis milímetros. Com a destruição do trecho, não existem mais regras para esse tipo de armamento. Para o relator do texto no Senado, a restrição não “tem finalidade lógica”. “Não há necessidade de falar em uso permitido ou restrito, quando não há proibição legal do objeto. Isso fere o princípio da legalidade”, argumentou. Troca de armas A proposta permite que CACs troquem armas com outros CACs, derrubando a proibição de transferência de acervo estabelecida pelo texto de Lula. Além disso, a proposta também autoriza armas registradas para uma finalidade a serem utilizadas para outra — por exemplo: uma arma de fogo registrada como arma de colecionador pode ser utilizada no tiro esportivo. Poder do Exército A proposta devolve ao Exército o poder de atestar e validar uma arma como histórica ou colecionável. O decreto de Lula deu essa competência ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) —o que, para as entidades, poderia levar a um “maior controle sobre a prática do colecionismo”. Caso a CCJ e o plenário do Senado aprovem o projeto, também será permitido o uso de armas de colecionador para tiro, além de eventos e testes específicos. A proposta também concentra o poder no Exército ao devolver às Forças Armadas a competência de regular o processo de qualificação de pessoas jurídicas como colecionadoras de armas.
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