A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou em definitivo nesta quarta-feira (17) projeto que obriga o Poder Público a divulgar o valor integral das despesas e faturas dos cartões corporativos de órgãos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o país . O texto estabelece o dever dos órgãos e entidades públicas de divulgar, em local de fácil acesso, dados relativos aos cartões corporativos concedidos aos colaboradores. A obrigação, prevista no projeto, será incluída na Lei de Acesso à Informação (LAI) e estará sujeita aos critérios e penalidades existentes. A proposta já havia sido aprovada em julho, mas precisou passar por nova votação por questões regulatórias. Agora, com aprovação definitiva, o texto seguirá para análise na Câmara dos Deputados —a não ser que haja recurso para levar o tema ao plenário principal do Senado. De acordo com o projeto, os órgãos públicos deverão publicar descrições completas de: valores sacados pelos funcionários cartão corporativo faturas faturas e extratos de provisão e aprovação de contas A proposta estabelece ainda que despesas de caráter pessoal, como alimentação, bebida, telefone, restaurante e despesas de hospedagem. Esse mecanismo foi incluído para reduzir o sigilo aplicado às despesas pessoais dos cartões corporativos do governo federal. Sigilo chega a 60% dos valores Atualmente, o Portal da Transparência já reúne despesas individualizadas de cartões corporativos da União. Mas, segundo o relator da proposta na CCJ, senador Carlos Portinho (PL-RJ), cerca de 60% dos valores são classificados como confidenciais. No governo federal, quase 3,3 mil funcionários possuem cartão corporativo. As despesas já totalizam R$ 33,6 milhões em 2024, segundo o Portal da Transparência. Os cartões União são utilizados para aquisição de materiais e prestação de serviços. É permitida a utilização para cobrir despesas ocasionais de viagens e serviços especiais e despesas classificadas como “pequenas”. Existe ainda uma categoria de despesas, de natureza pessoal, que prevê o sigilo dos valores. Para o relator do projeto, a proposta aumenta o “controle social” sobre os gastos feitos pelos funcionários com cartões corporativos. “Aumentar a transparência na gestão dos recursos públicos é uma medida que se faz necessária, sobretudo como forma de permitir um maior controlo social”, argumentou Portinho.
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