O Brasil precisa atrair mais recursos globais para a transição para energia limpa, já que a maior parte deles está concentrada nos países desenvolvidos. Foi isso que destacou Bruna Mascote, assessor sênior do Catavento, em evento organizado pelo jornal O Globo, Valor Econômico e a Rádio CBN, no âmbito das discussões preparatórias para a cimeira dos líderes do G20, marcada para Novembro deste ano.
O evento, na manhã desta terça-feira (23), tem como foco o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. O encontro acontece na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.
Para ela, esse precisa ser o foco para os próximos anos, para que a desigualdade nos investimentos para a transição energética diminua gradativamente.
«O mundo está a aumentar os seus investimentos em energia limpa, o que é muito positivo para a transição energética, mas o desafio é que isto está concentrado em alguns países. E depois falamos da questão do desenvolvimento justo e sustentável”, declarou.
«Olhando para os países emergentes em desenvolvimento, estamos a atrair apenas 15% destes investimentos totais. Por isso, precisamos de chegar e desenvolver alternativas e soluções para resolver a razão pela qual este dinheiro não chega onde precisa. Também nestes países que necessitam de fornecer energia estável, firme e acessível para o seu desenvolvimento e de baixo carbono, dado que temos uma emergência climática para enfrentar.’
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Casa G20 — Foto: Divulgação
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O objetivo do evento é discutir formas de arrecadar recursos para combater a pobreza e as mudanças climáticas, e como aplicar políticas de desenvolvimento social.
A programação inclui dois painéis principais: “Arrecadação de recursos contra a pobreza e para o meio ambiente”, às 10h, e acontece agora.
Na abertura, Morgan Doyle, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, e Pedro Ferreira de Souza, sociólogo e pesquisador do Ipea, falaram sobre a importância do Brasil e o exemplo do país para o mundo.
‘Uma série de elementos que o Brasil trouxe ao mundo que são fantásticos. O Bolsa Família, que na verdade já foi levado para 100 países, o CadÚnico, a questão do SUS, que vejo em muitos países, o programa de vacinação popular’, declarou Doyle.
«Os últimos 10 anos, o período anterior à pandemia, para nós foram muito maus em termos de evolução dos indicadores de pobreza. Passámos uma década que foi basicamente uma década perdida dos anos 10, mas nos últimos anos tivemos algumas inovações muito grandes que esperamos que produzam resultados a curto prazo. Então acho que o Brasil está se esforçando para voltar a ser uma grande influência internacional na disseminação de boas práticas”, relatou Pedro Ferreira de Souza.
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Painel ‘Arrecadando Recursos Contra a Pobreza e para o Meio Ambiente’, na Casa Laura Alvim, Casa G20 — Foto: Gabriel Freitas/CBN
O segundo painel, intitulado “A Aliança Global contra a Pobreza e a Fome e novos caminhos para as políticas sociais”também acontece nesta terça-feira.
Estarão presentes Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, e Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam. O evento espera promover debates sobre soluções práticas.
A série de discussões que vêm ocorrendo no Brasil antes da cúpula do G20 faz parte de um esforço para encontrar respostas colaborativas e eficientes aos desafios globais.
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