O Estúdio CBN entrevistou, nesta terça-feira (27), a psicóloga e coordenadora do Instituto Vita Alere, Karen Scavacini, e a jornalista e pesquisadora de comportamento adolescente, Carolina Delboni.
Em conversa com os âncoras Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade, os especialistas falam sobre a importância de entender a saúde mental e como os familiares podem ajudar uns aos outros, principalmente os adolescentes. Ouça a entrevista completa abaixo:
Muitas vezes, segundo relatos, os pais ou outros adultos da família menosprezam o sofrimento dos filhos adolescentes. Ao explicar essa questão, Carolina Delboni menciona uma frase clichê na sociedade: “os adolescentes estão causando drama”.
“Os adultos tendem a minimizar as questões emocionais do adolescente. Existe um clichê que usamos na sociedade para dizer que tudo que um adolescente faz ou diz é dramático ou um drama, que ‘o adolescente está fazendo drama’ (.. .) Mas toda vez ele minimiza os sentimentos do adolescente, esse adolescente primeiro acaba se retraindo e se fechando em relação àquele adulto, então ele perde a chance de ensinar e aprender sobre aquela emoção e aquele sentimento de desvalorização da emoção do adolescente”.
Karen Scavacini acrescenta, lembrando que muitas vezes os adultos romantizam a adolescência, pois já passam por essa fase há anos.
“Os adultos ainda têm uma visão um tanto romântica da adolescência. É como se nada de ruim tivesse acontecido ou que o sofrimento não fosse real, não fosse válido. Infelizmente, muitos pais não têm essa compreensão de que os adolescentes sofrem. Minimizar esse sofrimento pode ser muito delicado para muitos jovens”, conclui.
Mais de 40% dos estudantes e adolescentes admitiram ao IBGE que sofreram bullying, provocação ou intimidação. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Carolina Delboni destaca que, com a tecnologia, o bullying quebrou barreiras escolares:
“Bullying é uma perseguição sistemática. Antes o bullying acabava dentro da escola. Hoje você tem várias portas abertas, onde o bullying continua acontecendo por conta da tecnologia. Então, continua acontecendo no grupo de WhatsApp, entra nas redes sociais e se espalha muito mais Geralmente, quem faz bullying tem a intenção de ser aceito no grupo ou de mostrar alguma superioridade, de se destacar em algum assunto”, observa.
Karen Scavacini alerta que adolescentes ou jovens vítimas de bullying podem apresentar diversos comportamentos, desde medo até sintomas semelhantes aos de doenças, como dor e dificuldade para dormir.
“Ele pode ficar mais recluso, assustado e ter a nota reduzida, além de ficar mais isolado e demonstrar sofrimento. Há uma mudança no comportamento dele em casa. Ele pode ficar com medo de ir à escola e passar a ter problemas físicos, como como dor de cabeça, dor de estômago, problemas relacionados ao sono (…). O jovem pode ficar com medo que os pais percebam que alguma coisa está acontecendo ali, ou pode até não querer chegar muito perto dos aparelhos por medo do que acontecerá. acontece que ele pode encontrar lá também. Também não é incomum que esse jovem tenha vergonha de conversar com alguém que está passando por isso”.
A taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% no Brasil entre 2011 e 2022, segundo a Fiocruz. Nesse sentido, Karen alerta que é importante não encarar o assunto como algo individual:
“Se olharmos para estes números, mostram-nos que estamos a falhar como sociedade em termos de proteger estes jovens, de ouvir estes jovens e de sermos capazes de aceitar a sua dor. Se fosse fácil. Mas a quem você vai pedir ajuda. Há pessoas disponíveis para ouvir? Existe um lugar disponível para atendimento específico aos jovens, temos um longo caminho a percorrer (…) , mas começamos falando abertamente [sobre o assunto]”, defende.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia, gratuitamente, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.
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