Por mês, o orçamento gira em torno de R$ 14 bilhões, mas os pagamentos têm sido de quase R$ 14,3 bilhões, o que pode pressionar o orçamento no final do ano e dificultar a redução da fila. Bolsa Família volta a ter fila de espera Apesar dos esforços do governo para excluir inscrições irregulares, o Bolsa Família registrou aumento na fila de espera este ano. A lista já conta com quase 700 mil famílias que já tiveram seus documentos aprovados, mas ainda não ingressaram no programa. Em março do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relançou sua principal vitrine social, o Bolsa Família ficou sem filas de espera. Naquele mês, o governo limpou a lista. Em dezembro, esse número era de 175,9 mil famílias. Já são 689,8 mil inscrições. Os alinhados já tiveram sua documentação analisada e aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Porém, por falta de dinheiro no programa, o governo não consegue pagar o benefício a todos que precisam. A família nesta situação tem que aguardar um eventual aumento no orçamento do programa ou a saída de um beneficiário para ocupar o seu lugar. Orçamento pressionado O orçamento do Bolsa Família este ano é de R$ 168,6 bilhões. Isso significa que, em média, são R$ 14 bilhões por mês. Porém, o gasto mensal do programa tem ficado acima disso – deixando até famílias em lista de espera. Em média, o Bolsa Família pagou quase R$ 14,3 bilhões por mês de janeiro a julho. Portanto, isto poderia pressionar o orçamento no final do ano para garantir o pagamento a quem já está no programa. O que diz o Ministério Pesquisadores calcularam os impactos do Bolsa Família nas taxas de pobreza e extrema pobreza ao longo dos 20 anos de existência do programa, de 2003 a 2023 ROBERTA ALINE/MDS via BBC O Ministério do Desenvolvimento Social não comentou o gasto mensal do Bolsa Família . Também não há prazo para a fila sair ou cair novamente. Em nota, informou que o processo de investigação e revisão cadastral, o chamado “pente de dentes finos”, “tem contribuído para fazer oscilar o volume de cancelamentos. [de cadastros e pagamentos], que pode ser mais significativo em alguns meses, mas não em todos”. O ministério disse que, após a grande ação de correção do Cadastro Único em 2023, “continua qualificando as informações este ano”. Para adequar o Orçamento de 2024 e 2025 às regras fiscais, a equipe econômica espera reduzir gastos na busca por fraudes, inclusive no Bolsa Família. No entanto, a lista de espera representa um desafio a esse plano de corte de despesas, pois já existe uma lista de quem tem direito ao Bolsa Família e aguarda a sua vez. Desde o ano passado, o governo procura possíveis irregularidades. Um exemplo é a exclusão de quase 2 milhões de famílias unipessoais, que possuem apenas um membro. São pessoas de baixa renda que se dizem solteiras e não têm filhos. Esse tipo de registro deu um salto no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL). Eram 2,2 milhões em outubro de 2021, um ano antes das eleições presidenciais. Esse número subiu para 5,8 milhões em novembro de 2022, no segundo turno das eleições. Agora existem cerca de 3,9 milhões. Especialistas dizem que essas famílias aproveitaram brechas do programa para receber mais dinheiro. Como Bolsonaro estabeleceu que todos receberiam um valor mínimo independente do tamanho da família, houve casos de casais que se cadastraram separadamente para dobrar a renda repassada pelo programa. Porém, esse “pente de dentes finos” não tem sido suficiente, pois o fluxo de pessoas querendo entrar no Bolsa Família continua alto. É por isso que a lista de espera cresceu nos últimos meses.
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